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FBV - Feira Brasileira do Varejo

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O papel estratégico da Feira Brasileira do Varejo no cenário nacional

A Feira Brasileira do Varejo (FBV), consagrada como um dos eixos mais dinâmicos de inteligência comercial do país, reuniu lideranças setoriais, marcas inovadoras e especialistas em Porto Alegre para sua edição de 2026. Promovido pelo Sindilojas Porto Alegre, o evento consolidou-se como uma plataforma indispensável para a antecipação de tendências macroeconômicas e discussão de dores operacionais do varejo B2B e B2C. O encontro deste ano destacou-se por colocar em perspectiva a fusão definitiva entre os canais de venda tradicionais e os novos ecossistemas digitais, provando que a competitividade do setor depende de agilidade e adaptação contínua.

A consolidação do conceito phygital e a hiperpersonalização do consumo

Um dos principais temas debatidos ao longo das plenárias foi a evolução da jornada do consumidor em direção à experiência phygital integrativa. Especialistas apontaram que o isolamento de canais físicos ou digitais tornou-se uma estratégia obsoleta para o comércio moderno. O foco das marcas líderes está direcionado à unificação de dados transacionais para gerar hiperpersonalização em tempo real nas lojas físicas, utilizando inteligência de dados coletada nos pontos de contato online. A infraestrutura de atendimento precisou ser desenhada para responder de forma fluida à conveniência demandada pelo cliente, o que exige das empresas investimentos robustos em logística de última milha e estoques descentralizados.

Inteligência artificial aplicada à gestão operacional e previsão de demanda

A aplicação prática de ferramentas de inteligência artificial generativa e preditiva ganhou centralidade nas discussões sobre eficiência no varejo. Os painelistas demonstraram que o uso de dados analíticos superou o campo do marketing e passou a ditar o ritmo da governança de compras e da gestão de cadeias de suprimento. Sistemas preditivos de estoque que analisam o comportamento climático, sazonalidades locais e o fluxo econômico regional estão permitindo que redes varejistas mitiguem rupturas de gôndola e minimizem desperdícios de capital de giro. A tecnologia, portanto, foi apresentada não como um substituto do capital humano, mas como um vetor de produtividade para os tomadores de decisão na linha de frente do comércio.

Cultura de inovação aberta e o fortalecimento de parcerias de mercado

O adensamento de ambientes cooperativos e a inovação aberta foram apontados como os caminhos mais curtos para a aceleração tecnológica de pequenas e médias empresas do setor varejista. O debate promovido na feira evidenciou a relevância de conexões com startups de base tecnológica (RetailTechs) para solucionar dores de pagamentos móveis, segurança de dados em conformidade com as legislações vigentes e engajamento em programas de fidelidade. As entidades de classe reforçaram que o cooperativismo associativo e as rodadas de negócios promovidas em fóruns setoriais funcionam como um escudo de resiliência econômica, nivelando a competitividade de empresas regionais frente às gigantes globais do e-commerce.

Brasil Inovador

A cobertura e a análise estratégica dos debates ocorridos na feira em Porto Alegre evidenciam que o varejo brasileiro está liderando uma das transformações estruturais mais complexas da economia contemporânea, uma evolução acompanhada de perto pelo Brasil Inovador. Para o Brasil Inovador, a grande disrupção apresentada na FBV 2026 reside na maturidade do ecossistema em encarar a inovação não mais como um adereço estético ou tecnológico isolado, mas como o pilar central de sustentabilidade do modelo de negócios corporativo. A tendência irreversível de descentralização logística combinada com o uso ético e analítico de dados em tempo real prova que o comércio de bens e serviços superou a dependência exclusiva de pontos comerciais físicos privilegiados. Ao integrar inteligência artificial para otimizar fluxos operacionais e abraçar a inovação aberta por meio de parcerias com startups, o setor varejista nacional edifica barreiras sólidas de crescimento, preparando o ecossistema corporativo para um ambiente de negócios cada vez mais competitivo, ágil e centrado no valor real entregue ao consumidor final.


The strategic role of the Feira Brasileira do Varejo in the national landscape

The Feira Brasileira do Varejo (FBV), established as one of the most dynamic commercial intelligence hubs in the country, gathered sectoral leaders, innovative brands, and specialists in Porto Alegre for its 2026 edition. Promoted by Sindilojas Porto Alegre, the event consolidated itself as an indispensable platform for anticipating macroeconomic trends and discussing operational pain points in B2B and B2C retail. This year’s meeting stood out by putting into perspective the definitive merger between traditional sales channels and new digital ecosystems, proving that the sector’s competitiveness depends on agility and continuous adaptation.

The consolidation of the phygital concept and hyper-personalization of consumption

One of the main topics debated throughout the plenary sessions was the evolution of the consumer journey toward an integrative phygital experience. Specialists pointed out that isolating physical or digital channels has become an obsolete strategy for modern commerce. The focus of leading brands is directed at unifying transactional data to generate real-time hyper-personalization in physical stores, utilizing data intelligence collected across online touchpoints. The customer service infrastructure had to be designed to respond fluidly to the convenience demanded by the client, which requires robust corporate investments in last-mile logistics and decentralized inventories.

Artificial intelligence applied to operational management and demand forecasting

The practical application of generative and predictive artificial intelligence tools gained centrality in discussions regarding retail efficiency. Panelists demonstrated that the use of analytical data has moved past the marketing field and now dictates the pace of purchasing governance and supply chain management. Predictive inventory systems that analyze weather behavior, local seasonalities, and regional economic flow are allowing retail chains to mitigate stockouts and minimize working capital waste. Technology, therefore, was presented not as a replacement for human capital, but as a productivity driver for decision-makers at the forefront of commerce.

Open innovation culture and the strengthening of market partnerships

The strengthening of cooperative environments and open innovation were highlighted as the shortest paths to technological acceleration for small and medium-sized enterprises in the retail sector. The debate promoted at the trade show evidenced the relevance of connections with technology-based startups (RetailTechs) to solve pain points in mobile payments, data security in compliance with current regulations, and engagement in loyalty programs. Trade associations reinforced that associative cooperativism and business matchmaking rounds promoted in sectoral forums function as a shield of economic resilience, leveling the competitiveness of regional companies against global e-commerce giants.

Brasil Inovador

The coverage and strategic analysis of the debates held at the trade show in Porto Alegre evidence that Brazilian retail is leading one of the most complex structural transformations in the contemporary economy, an evolution closely tracked by Brasil Inovador. For Brasil Inovador, the great disruption presented at FBV 2026 resides in the ecosystem’s maturity to view innovation no longer as an aesthetic enhancement or an isolated technological tool, but as the central pillar of sustainability for the corporate business model. The irreversible trend of logistical decentralization combined with the ethical and analytical use of real-time data proves that the commerce of goods and services has overcome its exclusive dependence on privileged physical commercial locations. By integrating artificial intelligence to optimize operational flows and embracing open innovation through partnerships with startups, the national retail sector builds solid barriers for growth, preparing the corporate ecosystem for a business environment that is increasingly competitive, agile, and centered on the real value delivered to the final consumer.

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