Alberto Griselli, CEO da TIM Brasil
A TIM registrou lucro líquido normalizado de R$ 1,036 bilhão no segundo trimestre de 2026, representando uma alta de 6,2% em comparação ao mesmo período de 2025. O desempenho financeiro da operadora foi impulsionado pela expansão da receita de serviços B2B, pelo avanço da unidade de banda larga fixa TIM Ultrafibra e pela sustentação do segmento pós-pago. Sob a liderança do CEO Alberto Griselli, a empresa atingiu uma receita líquida total de R$ 6,965 bilhões no trimestre e acumulou R$ 3,037 bilhões em fluxo de caixa operacional no primeiro semestre do ano, mantendo posição de caixa de R$ 4,5 bilhões ao final de junho de 2026.
A diversificação das fontes de receita nas empresas de telecomunicações reflete a transição de operadoras de telefonia tradicional para provedoras de infraestrutura digital e soluções de tecnologia da informação. A expansão de serviços corporativos em nuvem, inteligência artificial aplicada e conectividade para a agroindústria e logística permite rentabilizar os investimentos realizados na implantação da tecnologia 5G e em redes de fibra óptica de alta capacidade.
Desempenho financeiro, margem EBITDA e expansão B2B
A receita líquida de serviços da companhia somou R$ 6,785 bilhões no trimestre, com crescimento de 5,7% em relação ao 2T25. A divisão móvel gerou R$ 6,369 bilhões, puxada pelo segmento pós-pago, que responde por quase 70% da base de clientes e elevou o ARPU móvel para R$ 34,30. No segmento fixo, a receita cresceu 27%, impulsionada pela marca de banda larga por fibra, que somou R$ 247 milhões no período e atingiu quase 900 mil clientes cadastrados.
A geração de caixa operacional refletiu no crescimento do EBITDA normalizado, que alcançou R$ 3,586 bilhões, com margem de 51,5%. A frente corporativa B2B acumulou R$ 1,746 bilhão em receita nos últimos 12 meses, impulsionada por projetos de redes privativas e soluções para a empresa CNH no setor agrícola, além da expansão de conectividade rodoviária com a Concessionária Caminhos da Celulose e redes de iluminação pública inteligente.
Os principais indicadores do balanço financeiro e operacional da operadora estão apresentados na tabela abaixo:
| Indicador Financeiro (Normalizado) | 2T25 | 2T26 | Variação Anual (%A/A) |
| Receita Líquida Total | R$ 6.600 milhões | R$ 6.965 milhões | +5,5% |
| Receita Líquida de Serviços | R$ 6.417 milhões | R$ 6.785 milhões | +5,7% |
| Receita Móvel | R$ 6.089 milhões | R$ 6.369 milhões | +4,6% |
| Receita Fixa | R$ 328 milhões | R$ 416 milhões | +27,0% |
| EBITDA | R$ 3.351 milhões | R$ 3.586 milhões | +7,0% |
| Lucro Líquido | R$ 976 milhões | R$ 1.036 milhões | +6,2% |
Modernização da rede 5G, parcerias e inteligência artificial
O plano de investimentos em infraestrutura prevê a atualização de 3,3 mil sites em 56 cidades brasileiras ao longo de 2026, consolidando a cobertura 5G em 1.101 municípios. No âmbito comercial, a empresa renovou sua carteira com o lançamento do TIM Play, ofertas do TIM Controle Fit e a ampliação do combo convergente com o PicPay para prestação de serviços financeiros em lojas.
No campo da inteligência artificial e automação de processos, destacam-se as seguintes frentes estratégicas:
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Atendimento e Cobrança por IA: Agente virtual ativo em canais digitais com mais de 2 milhões de interações, elevando a recuperação de crédito em 7 pontos percentuais.
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Parceria em IA Generativa: Integração via V8 para desenvolvimento de soluções corporativas com a tecnologia Claude da Anthropic.
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Infraestrutura no Agronegócio: Expansão do sinal 4G para 29,6 milhões de hectares em áreas Rurais de Minas Gerais e Mato Grosso do Sul.
No pilar ESG, a operadora mantém 100% de consumo de energia limpa por meio de 132 usinas de geração distribuída, compra no mercado livre e aquisição de certificados I-RECs, além do reconhecimento do selo Empresa Pró-Ética pela Controladoria-Geral da União (CGU).
Análise Brasil Inovador
Os resultados financeiros da TIM no segundo trimestre de 2026 comprovam que a evolução das operadoras de telecomunicações brasileiras depende da diversificação de receitas para além da voz e dos dados móveis tradicionais. O avanço do B2B em setores como agronegócio, logística e energia, somado à integração de inteligência artificial generativa em processos de atendimento e vendas, consolida a infraestrutura de conectividade como pilar da transformação digital da indústria nacional. No médio e longo prazo, a ampliação das redes privativas 5G e da banda larga de alta velocidade por fibra impulsionará a produtividade das empresas locais, criando um ambiente favorável para o surgimento de novos ecossistemas de negócios baseados em dados e automação.