A healthtech brasileira PBSF (Protecting Brains & Saving Futures), em parceria estratégica com a empresa multinacional TeamViewer, consolidou um modelo inédito de UTI Neonatal Neurológica Digital no Brasil. Utilizando a plataforma de conectividade em nuvem TeamViewer Tensor, a iniciativa viabilizou mais de 1 milhão de horas de monitoramento cerebral contínuo para recém-nascidos, auxiliando mais de 20 mil pacientes de norte a sul do país. O modelo conecta equipes de saúde de 50 unidades hospitalares — divididas igualmente entre 28 instituições públicas e 28 privadas — a um Centro de Vigilância e Inteligência especializado com sede em São Paulo.
Em países com dimensões continentais e acentuada disparidade na distribuição de médicos especialistas, a aplicação da telemedicina de alta complexidade em UTIs neonatais atua como elemento crítico para democratizar a saúde pública e privada. A capacidade de realizar diagnósticos neurológicos precoces e intervenções em tempo real evita lesões cerebrais irreversíveis, melhora a qualidade de vida das crianças atendidas e alivia a pressão financeira sobre as famílias e os sistemas de saúde.
Desafios na neonatologia, conectividade em tempo real e eficiência hospitalar
A criação da PBSF, idealizada pelos neonatologistas Gabriel Variane e Alexandre Netto, teve início em 2016 a partir de testes operacionais na Santa Casa de São Paulo. A principal barreira enfrentada na gestão neonatal é a ocorrência de crises convulsivas silenciosas, que não apresentam sintomas físicos visíveis e exigem eletroencefalograma (EEG) contínuo para detecção. Com o uso da infraestrutura da TeamViewer, a equipe de 35 profissionais da healthtech acessa remotamente os equipamentos hospitalares nas pontas, orientando condutas médicas locais de forma contínua.
Os resultados financeiros e operacionais do modelo comprovam a eficácia do uso de tecnologias de acesso remoto. Dados do Centro de Neuroproteção na Unimed Goiânia, por exemplo, registraram uma economia estimada em US$ 19,47 milhões entre dezembro de 2021 e maio de 2025, impulsionada pela redução do tempo médio de internação hospitalar de 57 para 39 dias.
Os principais indicadores estruturais da operação conjunta estão apresentados na tabela a seguir:
| Métrica / Dimensão | Indicador Alcançado | Impacto no Sistema de Saúde |
| Horas de Monitoramento | Mais de 1.000.000 de horas contínuas | Identificação precoce de convulsões subclínicas e prevenção de lesões |
| Pacientes Impactados | Mais de 20.000 recém-nascidos (média de 400/mês) | Redução de sequelas neurológicas motoras e cognitivas de longo prazo |
| Rede Hospitalar | 50 hospitais atendidos (28 públicos e 28 privados) | Democratização do acesso à medicina intensiva neurológica especializada |
| Redução de Internação | Queda de 57 para 39 dias (Unimed Goiânia) | Otimização de leitos de UTI e diminuição de custos assistenciais |
| Impacto Econômico | Economia de US$ 19,47 milhões em uma única unidade | Eficiência na gestão de recursos em saúde pública e suplementar |
Inovação em software agnóstico e plano de expansão internacional
A escolha pela plataforma empresarial TeamViewer Tensor deve-se à facilidade de implementação e à capacidade de rodar em softwares hospitalares heterogêneos. A tecnologia permite solucionar instabilidades técnicas em tempo real e dispensar o deslocamento físico de especialistas para UTIs situadas em locais de difícil acesso, viabilizando o ganho de escala assistencial.
O sucesso da neuroproteção digital no Brasil fundamenta os seguintes eixos para a expansão global da healthtech:
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Escalabilidade de Hardware Integrado: Envio de computadores pré-configurados aos hospitais para uso imediato das equipes de enfermagem e medicina local.
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Segurança de Dados e Conformidade: Criptografia ponta a ponta para transmissão de dados médicos sensíveis em conformidade com regulações internacionais de saúde.
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Internacionalização do Modelo: Negociações avançadas para exportação da metodologia de UTI Neonatal Digital para sistemas de saúde de outros continentes.
Análise Brasil Inovador
A parceria entre a PBSF e a TeamViewer consolida o Brasil como uma referência global em inovação e neuroproteção neonatal digital. A combinação entre expertise médica altamente especializada e infraestrutura de conectividade em nuvem demonstra como as healthtechs podem solucionar gargalos históricos do setor de saúde, como a escassez de especialistas no interior do país. No médio e longo prazo, a expansão de modelos baseados em UTI digital reduz substancialmente os gastos públicos e privados com cuidados de dependência vitalícia, libera leitos hospitalares com maior rotatividade e comprova a viabilidade de exportar tecnologias médicas de alto valor agregado criadas no ecossistema brasileiro.