O Sebrae e o Magalu assinaram, na terça-feira, 28 de julho de 2026, um convênio de cooperação técnica com duração de 36 meses na Arena Magalu, em São Paulo (SP), com o objetivo de capacitar 10 mil micro e pequenos empreendedores em todo o Brasil. A iniciativa foca na ampliação da inclusão digital e na aceleração da entrada desses negócios no comércio eletrônico, disponibilizando trilhas de aprendizagem, consultorias especializadas, oficinas presenciais e benefícios comerciais para o ingresso no marketplace. O acordo busca preencher a lacuna entre a conectividade digital e a conversão de vendas no varejo online, reunindo a expertise educacional da entidade de fomento e a infraestrutura logística e tecnológica do ecossistema varejista.
A solenidade de assinatura contou com a presença de delegações e microempreendedores de 18 estados brasileiros, demonstrando o caráter nacional do projeto. O modelo busca acelerar o onboarding de micro e pequenas empresas no ambiente digital, fornecendo instrumentos práticos para que marcas regionais consigam escalar suas operações e atingir consumidores fora de suas geografias locais.
A continuidade do projeto amplia um histórico de colaboração que já apresentou números expressivos para a economia nacional. A união de forças atua diretamente nos gargalos de capacitação operacional, suporte no cadastro de produtos e estratégias de precificação para aumentar a competitividade dos novos vendedores no ambiente de marketplace.
Conversão de vendas e evolução das cifras no varejo digital
Durante o ato de assinatura, o presidente do Sebrae, Rodrigo Soares, enfatizou que o principal obstáculo enfrentado pelas micro e pequenas empresas não é mais a falta de acesso à internet, mas a capacidade de transformar a presença online em receita operacional. A expansão das vendas virtuais do segmento reforça a oportunidade de crescimento dentro de ecossistemas consolidados.
A discrepância entre o número de empresas conectadas e as que efetivamente operam em plataformas de marketplace evidencia o potencial de mercado a ser trabalhado pelo convênio:
Conectividade vs. Marketplace: Embora quase 100% dos pequenos negócios possuam acesso à internet, menos de 30% estão integrados a marketplaces.
Crescimento do Faturamento: As vendas online dos pequenos negócios saltaram de R$ 4 bilhões, em 2019, para R$ 67 bilhões em 2024.
Meta de Capacitação: A nova fase prevê a formação de 10 mil empresários em 36 meses.
Atendimento Regional: Ações estruturadas serão direcionadas a empreendedores em todas as regiões do país.
A parceria busca criar caminhos técnicos para que os pequenos empreendedores superem desafios operacionais e integrem canais de venda digitais de alta tração.
Resultados acumulados e a estrutura do convênio de cooperação
A renovação do acordo fortalece uma trajetória iniciada em 2020, quando as duas instituições uniram operações para mitigar os impactos econômicos sobre os pequenos comércios. O histórico da parceria comprova a eficácia de programas focados no suporte contínuo ao comerciante.
Os dados históricos e as novas entregas previstas na parceria estruturam-se da seguinte forma:
| Indicador / Etapa | Histórico Acumulado (2020–2025) | Meta e Entregas da Nova Fase (2026–2029) |
| Empreendedores Capacitados | Mais de 33 mil capacitados | 10 mil novos empreendedores capacitados |
| Pequenos Negócios no Marketplace | Cerca de 4 mil empresas inseridas | Aceleração de onboarding com benefícios comerciais |
| Formatos de Aprendizagem | Cursos e conteúdos online | Trilhas gratuitas no Portal Sebrae e oficinas presenciais |
| Acompanhamento Técnico | Suporte básico de cadastro | Apoio especializado e consultorias de especialistas |
A presidente do Conselho do Magalu, Luiza Helena Trajano, destacou que a união entre o conhecimento metodológico de capacitação e a experiência prática de comércio eletrônico constrói uma rede colaborativa de aprendizado entre os participantes.
Facilitação no onboarding e condições comerciais diferenciadas
A adesão de pequenos comerciantes a grandes marketplaces esbarra frequentemente em dificuldades metodológicas para o cadastro de itens, gestão de estoques e cálculo de margens de frete. Para superar essa barreira, o diretor de Marketplace do Magalu, Ricardo Garrido, detalhou que os empresários participantes do programa contarão com acompanhamento técnico dedicado.
As frentes operacionais garantidas pelo programa para acelerar o faturamento das empresas incluem:
Condições Comerciais Exclusivas: Benefícios e incentivos negociados para os participantes elegíveis da parceria.
Suporte Técnico de Cadastro: Auxílio no envio e otimização dos catálogos de produtos no sistema.
Integração Logística: Acesso direto à malha de distribuição e entregas do ecossistema varejista.
Orientação Continuada: Acompanhamento de especialistas das duas entidades durante o processo de integração.
A simplificação da entrada na plataforma diminui o tempo necessário para que o comerciante realize suas primeiras vendas no ambiente online.
Impacto nos ecossistemas regionais e capacitação prática
A efetividade do convênio reflete-se no engajamento de caravanas regionais que utilizam a iniciativa para alavancar negócios do interior do país. Durante o evento em São Paulo, empresárias maranhenses integrantes do programa Trilha Up Varejo, desenvolvido pelo Sebrae Maranhão, participaram de missões empresariais voltadas à transformação digital.
A experiência de empreendedoras do setor varejista tradicional exemplifica a transição de modelos físicos locais para operações omnicanais de alcance nacional:
Capacitação Continuada: Jornadas de seis meses abrangendo mentorias, consultorias e missões de negócios.
Inclusão do Varejo Tradicional: Preparação de estabelecimentos com anos de mercado para atuar em plataformas online.
Expansão Geográfica: Acesso a mercados consumidores em diferentes estados sem a necessidade de abertura de filiais físicas.
O fortalecimento da cultura empreendedora por meio do treinamento prático garante maior resiliência financeira para os pequenos negócios regionais.
Análise Brasil Inovador
A renovação do acordo de cooperação técnica entre uma das maiores entidades de fomento ao empreendedorismo do país e uma das principais varejistas do mercado nacional sinaliza que o futuro do e-commerce brasileiro reside na democratização e na descentralização da cadeia de suprimentos. Ao atuar diretamente sobre a principal dor dos pequenos comércios — a conversão de presença digital em receita recorrente —, o programa estabelece um modelo sustentável de escala que integra a inteligência de negócios ao ambiente de marketplace.
A médio e longo prazo, a capacitação contínua de milhares de empreendedores locais não apenas fortalece a competitividade das micro e pequenas empresas frente às oscilações da economia, mas também adensa o ecossistema de inovação, impulsiona a eficiência logística regional e consolida o comércio eletrônico como um motor decisivo para a inclusão produtiva e a distribuição de renda no país.








