No dia 20 de agosto de 2026, a Associação Gaúcha de Supermercados (Agas) apresentou o balanço oficial de encerramento da Expoagas 2026 durante coletiva de imprensa no Centro de Eventos da Fiergs, em Porto Alegre. Conduzida pelo presidente da entidade, Lindonor Peruzzo Junior, a apresentação confirmou a maior edição da história do evento, com uma movimentação financeira de R$ 830 milhões em negócios fechados entre 610 expositores e compradores ao longo de três dias. A feira atraiu 69 mil visitantes e consolidou-se como a principal convenção do setor supermercadista no Cone Sul, superando a marca de R$ 795,1 milhões registrada no ano anterior e impulsionando a cadeia de abastecimento regional.
O desempenho expressivo da exposição reflete a relevância socioeconômica do varejo de alimentos e bens de consumo no Rio Grande do Sul. A expansão da estrutura física, combinada à incorporação de novas tecnologias de credenciamento e à setorização dos espaços de negociação, garantiu eficiência operacional às reuniões entre fornecedores industriais e distribuidores comerciais.
Expansão física e modernização da infraestrutura do evento
Para comportar a alta demanda de fornecedores e compradores, a comissão organizadora inaugurou o Pavilhão 3, uma estrutura anexa de 7 mil metros quadrados ao complexo da Fiergs. A ampliação permitiu a entrada de novas empresas no quadro de expositores e viabilizou uma reorganização por categorias de produtos, otimizando o fluxo de circulação e a dinâmica das rodadas de negociação.
A edição também adotou inovações tecnológicas para aprimorar a jornada do congressista. O acesso ao parque de exposições utilizou biometria facial, reduzindo o tempo de espera nas portarias, enquanto um aplicativo dedicado auxiliou o mapeamento dos estandes e o acompanhamento das agendas técnicas.
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Pavilhão 3: Adição de 7 mil metros quadrados de área útil para abrigar novas empresas e marcas do setor de suprimentos.
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Credenciamento por biometria facial: Implementação de controle de acesso automatizado para agilizar a entrada dos visitantes.
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Setorização comercial: Organização dos expositores por segmentos de atuação para otimizar as reuniões corporativas.
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Mobilidade e acesso: Disponibilização de linhas de ônibus exclusivas para interligar pontos estratégicos da capital ao centro de convenções.
Debates estratégicos, gestão e inovação no varejo de alimentos
A programação técnica abordou os principais gargalos e tendências do varejo moderno, reunindo especialistas para discutir automação industrial, inteligência artificial aplicada ao ponto de venda, gestão de pessoas e sucessão familiar. Os fóruns temáticos serviram como espaço de capacitação para empresários que buscam modernizar operações e adaptar suas redes ao perfil do consumidor atual.
Dentre os painéis institucionais, o Painel Político reuniu candidatos ao Governo do Estado para debater diretrizes econômicas e políticas fiscais afetas ao abastecimento. Paralelamente, os encontros regionais focaram na formação de lideranças emergentes e na valorização da gestão feminina na indústria e no comércio.
| Evento / Fórum Temático | Foco das Discussões | Público-Alvo e Relevância |
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| Painel Político | Relação do poder público com o setor e ambiente de negócios | Candidatos ao governo e lideranças empresariais |
| Agas Jovem | Sucessão empresarial, transformação digital e novas lideranças | Herdeiros, executivos jovens e empreendedores do setor |
| Agas Mulher | Gestão de pessoas, competências comportamentais e liderança | Executivas, gestoras e empreendedoras do varejo |
| Palestras Técnicas | Inteligência artificial, automação e comportamento de consumo | Diretores de operações, gestores de TI e compradores |
As sessões dedicadas à governança familiar ressaltaram a importância do alinhamento entre gerações para a continuidade dos negócios supermercadistas no estado. A troca de experiências buscou instrumentalizar as empresas familiares com ferramentas modernas de governança e profissionalização da gestão.
O impacto socioeconômico da cadeia supermercadista no Rio Grande do Sul
Os resultados registrados na feira dialogam diretamente com a dimensão do setor supermercadista gaúcho na economia regional. Dados apresentados pela diretoria da Agas mostram que o segmento movimenta aproximadamente R$ 75 bilhões por ano no estado, sendo responsável pela geração de 162 mil empregos diretos e pelo atendimento diário de cerca de 4 milhões de consumidores.
A tração gerada pela convenção estende-se para além dos limites do setor varejista, impactando a produção agrícola, a indústria de transformação, o setor de logística e a prestação de serviços. O volume de negócios transacionado ao longo dos três dias assegura a renovação de estoques e o abastecimento das redes de supermercados para o segundo semestre.
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Faturamento anual do setor: Movimentação de R$ 75 bilhões na economia do Rio Grande do Sul.
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Geração de empregos: Manutenção de 162 mil postos de trabalho diretos na rede de varejo e distribuição.
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Alcance de público: Atendimento diário estimado em 4 milhões de clientes nos estabelecimentos gaúchos.
Com o encerramento da edição de 2026, a diretoria da associação iniciou os preparativos para o ciclo do próximo ano. A meta da entidade é consolidar os aprendizados operacionais da edição histórica para expandir a relevância da feira como polo de inovação e desenvolvimento econômico na América Latina.
Análise Brasil Inovador
O resultado recorde de R$ 830 milhões alcançado pela Expoagas 2026 ratifica o papel do setor supermercadista como um dos motores mais resilientes da economia do Rio Grande do Sul e do Cone Sul. A ampliação física com o Pavilhão 3 e a adoção de soluções como a biometria facial demonstram que a inovação no varejo não se restringe às plataformas e-commerce, mas alcança a infraestrutura de feiras de negócios e a otimização de operações físicas.
Em um mercado altamente competitivo, marcado pelo avanço da automação e por margens operacionais pressionadas, a capacidade de integrar inteligência de dados, logística eficiente e governança familiar profissionalizada torna-se o divisor de águas para a sustentabilidade das redes regionais. No médio e longo prazo, a consolidação de polos de negociação e qualificação desse porte fortalece a cadeia de suprimentos local, atrai investimentos em automação comercial e garante ao varejo gaúcho maior musculatura para enfrentar a expansão de grandes conglomerados globais.