A Universidade Feevale lançou a quarta edição do Novo Hamburgo Feevale Summit 2026 durante cerimônia realizada no Câmpus II, em Novo Hamburgo (RS). O evento presencial e gratuito ocorrerá entre os dias 15 e 17 de setembro, com o objetivo de integrar empresas, comunidade acadêmica, estudantes, startups e o poder público para fortalecer o ecossistema regional de empreendedorismo. Sob o tema “Onde a inovação vira referência. Ideias, tecnologia e pessoas construindo o futuro”, a convenção projeta reunir mais de três mil participantes, 100 empresas e mais de 100 palestrantes para debater transformações tecnológicas na indústria, educação, saúde e economia criativa.
A iniciativa atua como um polo de conexão estratégica entre a produção científica e o setor produtivo do Vale do Rio dos Sinos. A estrutura da edição 2026 foi projetada para expandir a geração de negócios e a transferência de conhecimento por meio de palcos temáticos, rodadas de negociação e espaços dedicados ao ecossistema de startups. O evento conta com o apoio direto de entidades de fomento econômico e cooperativas de crédito para alavancar a competitividade da indústria e dos serviços regionais.
Estrutura de conteúdo e atrações voltadas à geração de negócios
A programação do Novo Hamburgo Feevale Summit 2026 será distribuída em dois palcos principais: Conexões 360 e Negócios Conscientes Inspiram. As apresentações e painéis abordarão eixos estratégicos para a modernização do mercado, como indústria 4.0, saúde, tecnologia, economia criativa, futuro do trabalho e novas metodologias de ensino. A infraestrutura do evento também contará com um estúdio voltado à gravação de mais de 15 programas de podcast, visando a disseminação dos conteúdos apresentados ao longo dos três dias.
Entre os espaços confirmados está a Vila de Startups, ambiente voltado para a exposição de modelos de negócios inovadores e atração de investimentos. A Rodada de Negócios promoverá reuniões exclusivas entre médias e grandes empresas e deep techs para a resolução de gargalos operacionais reais. Na dimensão acadêmica internacional, o painel Be International reunirá representantes de universidades estrangeiras parceiras da Universidade Feevale para debater cooperação científica e transferência de tecnologia além das fronteiras nacionais.
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Open Labs: Abertura dos laboratórios de pesquisa do Feevale Techpark para visitação técnica de empresários e investidores.
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Open City: Roteiros turísticos e culturais guiados pela cidade de Novo Hamburgo para promover o desenvolvimento econômico local.
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Sala do Empreendedor: Atendimento presencial focado na regularização, desburocratização e fomento a novos negócios durante o evento.
Palestrantes confirmados e lideranças do setor de tecnologia
A grade de palestrantes reúne especialistas de atuação nacional e internacional nos setores de marketing, inteligência artificial, estratégia corporativa e relacionamento com o consumidor. O evento busca conectar o conhecimento prático de executivos de grandes multinacionais às demandas das empresas de base tecnológica da região.
| Palestrante | Cargo / Atuação Profissional | Empresa / Instituição | Foco das Abordagens |
| Arthur Diehl | Líder de Marketing de Produto | Dell Technologies | Tecnologias emergentes e mercado de TI |
| Eduardo Ogawa | Professor e ex-Head de Marketing Science | Meta | Inteligência Artificial e Analytics aplicado |
| Patrícia Jaczak | CEO e Consultora de Startups | Ella Hub | Estratégia digital e ecossistemas de inovação |
| Fabio Makita | Fundador e Consultor Estratégico | Equinox | Gestão da inovação e transformação corporativa |
| Felipe Paniago | Cofundador e CMO | Reclame AQUI | Experiência do cliente e reputação de marca |
A diversidade dos palestrantes reflete a busca da comissão organizadora por aliar metodologias de análise de dados e inteligência artificial a modelos de gestão voltados ao crescimento sustentável. A proposta metodológica visa entregar insumos práticos que possam ser aplicados imediatamente por micro, pequenos e grandes empreendedores.
Integração entre universidade, setor público e iniciativa privada
O modelo de governança do Novo Hamburgo Feevale Summit baseia-se na hélice tríplice, promovendo a articulação contínua entre a academia, a gestão pública e as corporações. O reitor da Universidade Feevale, José Paulo da Rosa, destacou que o diferencial do encontro reside na utilização do ambiente universitário como laboratório vivo, aproximando a pesquisa científica dos desafios reais enfrentados pelos setores de comércio, serviços e manufatura.
A parceria institucional conta com a atuação da Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Inovação do município, que disponibilizará a infraestrutura da Sala do Empreendedor dentro do campus para prestar consultorias diretas durante a programação. O apoio técnico do Sebrae RS reforça a estratégia de conectar micro e pequenas empresas tradicionais aos fluxos de automação e digitalização, garantindo que a inovação não fique restrita apenas às empresas de tecnologia nativas.
O financiamento e o suporte institucional do evento contam com a co-realização do Sicredi, que acompanha o projeto desde sua concepção. A atuação da cooperativa visa fortalecer o acesso ao crédito orientado e promover a retenção de talentos e capital no ecossistema gaúcho, impulsionando a maturidade dos parques tecnológicos regionais.
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Inscrições gratuitas: As adesões para os três dias de atividades estão abertas e podem ser realizadas diretamente no portal oficial do evento.
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Histórico de impacto: Nas três edições anteriores, o encontro somou 122 horas de conteúdo, impactando oito mil participantes e mais de 500 empresas.
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Entidades apoiadoras: O summit conta com a colaboração do Sistema Fiergs, Unimed, Vipal Borrachas, Associação Comercial, Industrial e de Serviços de Novo Hamburgo (ACI-NH) e Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL-NH).
Análise Brasil Inovador
A continuidade e a expansão de fóruns regionais de inovação como o Feevale Summit evidenciam a descentralização dos polos de tecnologia fora das grandes capitais brasileiras. Ao estruturar um ambiente de negócios no interior do Rio Grande do Sul focado na integração da hélice tríplice, o setor produtivo local cria mecanismos de resiliência e diferenciação competitiva frente aos desafios macroeconômicos e à automação industrial.
A aproximação direta entre a pesquisa aplicada, as pequenas empresas tradicionais e as fintechs acelera a modernização de cadeias de valor históricas, como o setor calçadista e a manufatura leve da região. No médio e longo prazo, a consolidação desses ecossistemas universitários de inovação não apenas estanca a fuga de cérebros técnicos, mas posiciona as regiões de interior como hubs atrativos para capital de risco, desenvolvimento de patentes e retenção de empresas de alto crescimento.