Simone Stülp , Secretária de Inovação, Ciência e Tecnologia do Governo do Estado do Rio Grande do Sul. Foto: divulgação
Estado busca ampliar conexões entre universidades, empresas e sociedade.
1. Quais são os principais desafios para o desenvolvimento da inovação, ciência e tecnologia no Rio Grande do Sul atualmente?
Com base no trabalho que estamos fazendo na Secretaria de Inovação, Ciência e Tecnologia (Sict), observamos que os principais desafios para o desenvolvimento da inovação, ciência e tecnologia no Estado envolvem a necessidade de articular e fortalecer os ecossistemas regionais de inovação, ampliando a conexão entre universidades, empresas, governo e sociedade. Também estão entre os pontos centrais a atração e manutenção de talentos qualificados, a ampliação da competitividade das startups gaúchas em mercados nacionais e internacionais e a consolidação de políticas públicas voltadas à sustentabilidade. Além disso, temos o desafio de incorporar a agenda da resiliência climática como eixo estratégico do desenvolvimento científico e tecnológico, especialmente após os eventos climáticos extremos que impactaram o Estado.
2. Como o Governo do Estado pretende impulsionar soluções inovadoras e tecnológicas neste ano?
Para impulsionar soluções inovadoras e tecnológicas, o governo do Estado tem investido um volume expressivo de recursos públicos, com orçamento histórico destinado à área de inovação, ciência e tecnologia.
Entre 2021 e 2025, foram cerca de R$ 760 milhões. Para este ano, a estratégia inclui editais de mobilidade acadêmica internacional e fortalecimento de ambientes de inovação, bem como a continuidade de programas estruturantes como o Inova RS e de iniciativas como o RS Talento e Professor do Amanhã, que investem na atração e manutenção de talentos. Além disso, o Estado correaliza grandes eventos de inovação, como o South Summit Brazil, que ampliam a visibilidade internacional do Rio Grande do Sul e fomentam investimentos, parcerias e novos negócios.
3. Existem novas políticas e estratégias de resiliência climática pensadas pela Secretaria de Inovação, Ciência e Tecnologia para o futuro?
No campo da resiliência climática, a Sict tem atuado de forma estratégica ao integrar ciência e tecnologia às políticas públicas de adaptação. Um dos exemplos é o Comitê Científico de Adaptação e Resiliência Climática, que integra o Plano Rio Grande, iniciativa que reúne ações de reconstrução como resposta às enchentes que assolaram o Estado em 2024. Também está prevista a consolidação de iniciativas voltadas à produção de conhecimento aplicado sobre mudanças climáticas, como o Centro de Referência Internacional em Estudos Relacionados às Mudanças Climáticas (Criec), reforçando o papel da ciência na formulação de políticas públicas de longo prazo.
4. Como startups podem ajudar no desenvolvimento do setor público do Rio Grande do Sul?
As startups desempenham um papel fundamental no desenvolvimento do setor público gaúcho ao oferecer soluções tecnológicas para desafios concretos da administração pública. Em parceria com a Secretaria de Planejamento, Governança e Gestão (SPGG), a Sict desenvolve um projeto chamado Laboratório de Inovação Aberta – LabPIÁ RS, que busca impulsionar a inovação aberta na administração pública estadual, atuando como um espaço de conexão entre órgãos governamentais, startups, universidades, instituições de pesquisa, empresas e sociedade civil. A proposta é criar soluções colaborativas e alinhadas às demandas econômicas e sociais, com foco nos desafios prioritários definidos pelo governo do Estado.
5. De que formas eventos como o GovTech Summit 2026 auxiliam na transformação do ecossistema de inovação, ciência e tecnologia?
Eventos como o GovTech Summit têm um papel relevante na transformação do ecossistema de inovação ao aproximar gestores públicos, empreendedores, investidores e pesquisadores. Esses encontros promovem troca de experiências, apresentação de soluções tecnológicas aplicáveis ao setor público e geração de conexões estratégicas, além de posicionar o Rio Grande do Sul como referência nacional em inovação governamental. Ao estimular parcerias e acelerar a adoção de tecnologias no Estado, esses eventos contribuem para a modernização da gestão pública e para o fortalecimento do ambiente de inovação gaúcho.
Por Enfato Comunicação