Fireblocks leva masterclass sobre monetização de ativos digitais ao Web Summit Rio

Fireblocks leva masterclass sobre monetização de ativos digitais e infraestrutura financeira ao Web Summit Rio

Infraestrutura Blockchain e Adopção Institucional

A Fireblocks, plataforma global de segurança e infraestrutura para ativos digitais que acumula um histórico de proteção superior a US$ 14 trilhões em transações, consolidou sua presença no Web Summit Rio 2026. Em uma parceria estratégica com a Amazon Web Services (AWS), a companhia agendou para esta quarta-feira, 10 de junho de 2026, a realização da masterclass corporativa intitulada “From Infrastructure to Revenue: How Businesses Are Scaling with Digital Assets”. O encontro é focado em debater a transição da tecnologia de redes distribuídas de um plano puramente operacional para um vetor de faturamento direto.

O painel técnico foi desenhado para detalhar como bancos tradicionais, neobancos, fintechs e provedores de arranjos de pagamentos estão escalando operações onchain e remodelando a arquitetura financeira da América Latina. O debate é sustentado por casos de uso práticos e fluxos de trabalho implementados por grandes players globais e regionais, incluindo:

  • Nubank e Bitso (operações de varejo e liquidação de criptoativos).

  • BTG Pactual e Grupo Bancolombia (estruturação de tokenização e canais bancários digitais).

  • Revolut (expansão de carteiras multiativas internacionais).

Monetização e Eficiência Operacional na América Latina

A estratégia da Fireblocks para o mercado latino-americano visa demonstrar que a integração de blocos de blockchain, custódia segura e suporte a mais de 150 blockchains converte-se em eficiência de capital. A infraestrutura oferecida simplifica processos de custódia institucional, conformidade regulatória (compliance), contabilidade digital, originação de rendimentos (yield) e negociação de ativos.

O foco central das novas linhas de receita institucionais se apoia em três pilares:

  1. Stablecoins e Pagamentos Cross-Border: Utilização de moedas pareadas em ativos estáveis para reduzir o custo de fricção e o tempo de liquidação de remessas internacionais, contornando a malha de correspondentes bancários tradicionais.

  2. Tokenização de Ativos Reais (RWA): Fragmentação e registro digital de títulos e bens físicos para ampliação de liquidez de mercado e acesso a novos perfis de investidores.

  3. Sistemas de Liquidação Instantânea: Acoplamento de trilhos programáveis a ecossistemas de pagamentos locais já maduros para otimizar o fluxo de caixa corporativo.

A tese defendida por Jorge Borges, head Latam da Fireblocks, aponta que a maturidade dos arranjos de pagamentos instantâneos locais, somada ao avanço regulatório na região, posiciona a América Latina como um dos laboratórios mais férteis do mundo para testes e expansão de produtos financeiros nativos digitais de alta escala. A carteira global de clientes da Fireblocks engloba ainda gigantes como Worldpay e BNY.

Brasil Inovador

A transição das arquiteturas blockchain de projetos experimentais para a espinha dorsal de novos produtos financeiros com receita auditável marca um momento de consolidação para as Fintechs e para o mercado de capitais regulado, uma dinâmica acompanhada com rigor pelo Brasil Inovador. Para o Brasil Inovador, a grande disrupção da masterclass da Fireblocks com a AWS no Web Summit Rio reside em posicionar os ativos digitais não como instrumentos especulativos, mas como infraestrutura crítica de software para redução de custos de liquidação internacional e ganho de eficiência operacional. A forte tendência de adoção de stablecoins corporativas e a tokenização de ativos reais (RWA) por bancos do calibre de BTG Pactual e Nubank provam que a programabilidade do dinheiro é o próximo salto evolutivo dos trilhos de pagamento, unindo a velocidade instantânea de liquidação à segurança criptográfica de ponta.

Ao mitigar o risco de custódia e compliance através de uma plataforma que unifica mais de 150 blockchains, a infraestrutura digital elimina barreiras de engenharia de software para que instituições tradicionais lancem produtos de investimento e remessa em frações de tempo do modelo convencional. Sob a perspectiva estratégica do Brasil Inovador, o mercado brasileiro, impulsionado pelos avanços do Drex e pelas diretrizes claras de regulação de criptoativos, transforma-se no principal Polo de validação de modelos de negócios baseados em finanças descentralizadas institucionais (DeFi). Em um ambiente econômico global altamente competitivo, dominar os mecanismos de automação e liquidação onchain é o requisito indispensável para as empresas de pagamentos garantirem escalabilidade e criarem produtos financeiros de margem elevada e alcance internacional.

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