CEO da Hedgehog Digital destaca o avanço do GEO na jornada de busca do consumidor

Felipe Bazon, pioneiro em Generative Engine Optimization no Brasil, analisa como o avanço das inteligências artificiais está transformando a descoberta de marcas e impulsionando a evolução do SEO

O avanço do GEO na jornada de busca do consumidor transformou a maneira como pessoas pesquisam informações, descobrem marcas e tomam decisões de compra na internet. Com o crescimento de ferramentas de inteligência artificial generativa, como ChatGPT, Gemini e Perplexity, parte da busca digital migrou dos mecanismos tradicionais para interfaces conversacionais alimentadas por IA.

O movimento já começa a impactar estratégias de marketing, produção de conteúdo e posicionamento digital de empresas em diferentes mercados. A principal mudança está na forma como marcas passam a disputar relevância dentro das respostas geradas por inteligência artificial, e não apenas nas páginas tradicionais dos buscadores.

Quem acompanha essa transformação de perto é Felipe Bazon, CEO da Hedgehog Digital, agência de SEO pioneira em GEO no Brasil, e um dos primeiros especialistas do país a discutir publicamente o conceito de Generative Engine Optimization. Nos últimos meses, o executivo participou de uma temporada de palestras sobre SEO, IA e comportamento digital na Europa, Reino Unido e Brasil.

“Trabalho com SEO há mais de 20 anos. Vi muita tendência surgir, ganhar hype e desaparecer. O GEO não é isso. É uma mudança estrutural na forma como as pessoas buscam informação, pesquisam produtos e tomam decisões de compra”, afirma Bazon.

Entre os eventos da agenda recente do especialista estão conferências realizadas no Digital Marketing Conference Europe, em Portugal, no BrightonSEO, no Reino Unido e no Gramado Summit, no Brasil.

GEO na jornada de busca já impacta marcas

Segundo o executivo, a movimentação observada nos diferentes mercados mostra que empresas começam a entender que a disputa por relevância digital não acontece mais apenas dentro dos buscadores tradicionais. A presença das marcas nas respostas geradas por IA passa a se tornar estratégica para descoberta de produtos, serviços e informações.

“Quando o consumidor começa a usar ChatGPT, Gemini ou Perplexity para pesquisar um produto ou serviço, sua marca aparece nessa resposta ou simplesmente não existe para aquele usuário. Não tem posição 2. Não tem segunda chance”, diz.

A proposta do GEO, segundo Bazon, é justamente adaptar as metodologias tradicionais de SEO para os novos ecossistemas de busca impulsionados por IA. O conceito envolve práticas voltadas para compreensão semântica, fortalecimento de entidades digitais, autoridade temática e produção de conteúdo original capaz de ser interpretado pelos modelos generativos.

Além da transformação tecnológica, a mudança também impacta diretamente a produção de conteúdo e as estratégias digitais das empresas. Conteúdos genéricos, criados apenas para ranqueamento, começam a perder espaço para materiais aprofundados, contextualizados e com informações originais.

Como as IAs estão mudando o SEO tradicional

O avanço das buscas conversacionais também acelera mudanças importantes dentro do SEO tradicional. Estratégias focadas exclusivamente em palavras-chave ou volume de backlinks começam a dividir espaço com abordagens voltadas para autoridade temática, contexto e relevância semântica.

Segundo especialistas do setor, os mecanismos generativos passam a interpretar marcas, produtos e conteúdos como entidades digitais conectadas em diferentes fontes da web. Nesse cenário, empresas que conseguem estruturar melhor suas informações tendem a ganhar mais relevância dentro das respostas produzidas pelas IAs.

No Brasil, Bazon afirma que o movimento já começou a ganhar força dentro do mercado corporativo, especialmente entre lideranças de marketing e transformação digital.

“No Gramado Summit ficou claro que o mercado corporativo brasileiro chegou antes da própria comunidade técnica. Vi diretores de marketing da Renner, da Stone e de outras grandes marcas colocando o GEO como parte integral das suas estratégias.”

Com a aceleração das buscas conversacionais e o crescimento da presença das inteligências artificiais na rotina dos usuários, a expectativa do mercado é que o GEO se consolide como uma das principais evoluções do SEO nos próximos anos, acompanhando a mudança no comportamento digital e a expansão das plataformas generativas.

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