O Instituto Caldeira escolheu a China para abrir sua agenda internacional de 2026 em um momento em que o país asiático se consolida como uma das maiores potências tecnológicas do mundo. Responsável por uma parcela significativa das patentes globais e com investimentos bilionários anuais em pesquisa e desenvolvimento, a China tem se destacado por integrar Inteligência Artificial, 5G e computação em nuvem à infraestrutura nacional e por implementar soluções tecnológicas em larga escala em grandes centros urbanos. Foto: divulgação.
É nesse contexto que o Caldeira, em parceria com a Invest RS, levará executivos brasileiros para uma missão de imersão entre os dias 23 e 30 de maio, com agendas em Beijing e Shanghai.
A iniciativa marca o início de uma nova rodada das Missões Internacionais organizadas pelo Caldeira, programa criado em 2021 com o objetivo de aproximar lideranças empresariais brasileiras dos principais centros globais de inovação. A proposta é combinar aprendizado estratégico, networking qualificado e geração de oportunidades de negócios.
O foco central da Missão China 2026 será a aplicação prática da Inteligência Artificial em setores considerados estratégicos para o desenvolvimento econômico, como mobilidade urbana, logística, energia e infraestrutura. A agenda inclui visitas técnicas a empresas que lideram a integração de IA em larga escala, entre elas Tencent, Baidu, Alibaba e Huawei.
Além dos encontros corporativos, o grupo participará de debates com especialistas e representantes de universidades e parques tecnológicos. A proposta é analisar como a China tem estruturado políticas públicas e estratégias empresariais para tratar tecnologias emergentes como IA, 5G e computação em nuvem como infraestrutura nacional.
Estratégia de internacionalização
De acordo com o diretor-executivo do Caldeira, Pedro Valério, as missões são estruturadas para gerar conhecimento aplicável.
A proposta é ampliar o repertório estratégico das lideranças e acelerar a internacionalização das empresas brasileiras, conectando executivos a novas frentes de negócio, parcerias e oportunidades de investimento.
O grupo será formado por até 25 participantes, entre C-levels, gestores e decisores estratégicos. O formato reduzido busca preservar a qualidade das conexões e aprofundar as discussões técnicas ao longo da semana de imersão.
Desde sua criação, as Missões Internacionais já envolveram mais de 200 executivos de cerca de 90 empresas brasileiras, resultando em parcerias comerciais, projetos de inovação e novas frentes de cooperação internacional.
Parceria com a Invest RS amplia alcance
Realizadas em parceria com a Invest RS desde o ano passado, as missões também têm o objetivo de fortalecer a inserção do Rio Grande do Sul no cenário global de inovação. Para o presidente da agência, Rafael Prikladnicki, a aliança consolida um modelo colaborativo que amplia o impacto das iniciativas.
Segundo ele, a estratégia não se limita a levar executivos brasileiros ao exterior, mas também a posicionar o ecossistema gaúcho como destino atrativo para investimentos e cooperação internacional. A expectativa é que as conexões estabelecidas durante a missão possam gerar desdobramentos concretos em novos negócios e projetos estruturantes.
A viagem à China abre o calendário internacional de 2026, que ainda prevê outras duas missões ao longo do ano, com destinos nos Estados Unidos e no Oriente Médio. A ampliação da agenda reforça a estratégia do Instituto Caldeira de consolidar-se como elo entre empresas brasileiras e os principais polos globais de tecnologia.