LinkLab Experience: Como grandes empresas estão inovando em 2026?

LinkLab Experience
Referências em inovação, como ArcelorMittal, Bradesco, iFood, Natura, Starian, Vale e Walbert, participaram do LinkLab Experience e compartilharam visões sobre o futuro dos negócios. Foto: divulgação

O LinkLab Experience, evento sobre cultura de inovação para médias e grandes empresas, reuniu mais de 100 decisores e profissionais interessados em impulsionar negócios com estratégia, criatividade e conexões com o ecossistema de tecnologia. O encontro realizado na última terça-feira (24), no CIA Passeio Sapiens em Florianópolis, abordou tendências da inteligência artificial (IA), investimentos e boas práticas para inovar.

O Vice-Presidente de Ecossistema da ACATE, Túlio Duarte, destacou na abertura como o programa de inovação aberta LinkLab busca apoiar as companhias em iniciativas como o Experience: “Foi um dia para construir o improvável para as empresas, um ambiente favorável à inovação e aos negócios. Este evento é a porta de entrada para que as corporações da economia tradicional se encontrem com o mundo da tecnologia.”

Em mais de cinco horas de programação de conteúdos, o palco do evento recebeu lideranças de grandes marcas, entre elas ArcelorMittal, Bradesco, iFood, Natura, Starian, Vale e Walbert. As palestras e painéis compartilharam cases de inovação, estratégias em Corporate Venture Capital e visões sobre o futuro dos negócios.

Dentre as corporações participantes do LinkLab Experience, mais de 20 também marcaram presença em um momento de matchmaking, em que puderam conhecer soluções inovadoras e se aproximar de startups associadas à ACATE. A programação do evento foi encerrada com um happy hour patrocinado pela Nexxt Cloud.

Esta foi a quarta edição do encontro realizado pelo LinkLab. O programa de inovação aberta da ACATE representa um dos três ecossistemas que mais cresce no Brasil, de acordo com o ranking 100 Open Startups, e atua para conectar os desafios de corporações e instituições públicas às soluções desenvolvidas por empresas de tecnologia.

O LinkLab Experience ainda contou com o patrocínio da Dell Technologies e da Nexxt Cloud, além do apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação de Santa Catarina (Fapesc).

Confira alguns destaques das palestras e painéis do LinkLab Experience:

Tendências da inovação corporativa

Abrindo a programação de conteúdos do evento, a Conselheira de Inovação da Walbert, Edna Schmitt, apontou que o futuro dos negócios se insere em um contexto de mercados mais voláteis, interconectados, regulados e tecnológicos. Dessa forma, inovar deixa de ser uma prática linear e interna: “Inovação não é mais sobre ideias brilhantes e isoladas, são sistemas inteligentes e conectados”, afirmou Schmitt.

Entre as tendências de inovação corporativa identificadas pela Conselheira, estão:

– Inovação orientada a ecossistemas: parcerias e interações como geradoras de valor;

– Inovação aberta pragmática: prática que busca impacto real no negócio, além de ser orientada pelo compartilhamento de riscos e investimentos;

– Inovação guiada por dados e IA: automação e inteligência se tornam vantagem competitiva;

– Inovação regulatória e sustentável: ESG como vetor de inovação;

– Clusterização para ampliar a competitividade em nível global: empresas concorrentes e complementares em determinadas cadeias produtivas compartilhando conhecimento, infraestrutura, riscos e projetos de inovação

A palestrante também apresentou o desenvolvimento de um cluster do setor automotivo catarinense, liderado pela Walbert, UFSC e UDESC, com previsão de lançamento para março. A iniciativa conecta mais de 80 empresas de diferentes portes da cadeia e busca consolidar um centro de excelência em manufatura avançada.

O papel real da inovação na sustentação do negócio 

O palco do encontro também recebeu Fabíola Murta, Gerente de Transformação Digital da ArcelorMittal – corporate do LinkLab que é referência em inovação aberta no Brasil, sendo eleita a campeã geral e a mais inovadora da década pelo ranking 100 Open Startups.

A Gerente compartilhou detalhes da jornada de inovação responsável por consolidar a empresa entre as líderes do país, baseada nos seguintes pilares de transformação do negócio: acelerar a entrega de resultados tangíveis e sustentáveis; ser agente da mudança de modelo mental; contribuir para associar inovação à marca; e fortalecer os ecossistemas de inovação digital.

Os pilares da companhia foram desenhados visando superar desafios internos para promover a inovação e alcançar os seguintes resultados:

– Alinhamento estratégico;
– Visão integrada e governança única;
– Aceleração da curva de aprendizado;
– Padronização das práticas;
– Otimização do investimento;
– Escalabilidade de soluções;
– Fortalecimento do ecossistema de inovação.

A palestrante também destacou que a inovação na ArcelorMittal tem foco nas pessoas: “Estamos falando de IA, Machine Learning, mas a transformação começa com gente. Gente que aprende, erra e aprende de novo, que precisa de capacitação e ser ouvida pela liderança. O ser humano não vai ser eliminado pela máquina”, finalizou Fabíola Murta.

Investimentos em startups

Estratégias de investimento em startups foram debatidas em um painel com a participação de: André Tavares, CFO da Starian; Isabella Polli Galvão, Coordenadora de Inovação Aberta & Cultura de Inovação da Natura; Úrsulla Monteiro, Vice-Presidente de Private Equity e Venture Capital do Bradesco; e mediado por Gabriel Sant’Ana, Diretor-Executivo da ACATE.

Cada um dos representantes das companhias destacou que realiza diferentes formas de investimentos, entre elas M&A (fusões e aquisições) e em Venture Capital, além de terem foco em startups com maturidades distintas, desde empresas em fases iniciais até lideranças de segmentos.

As corporações têm se destacado no cenário nacional por formar ecossistemas, agregando soluções que complementam seus portfólios. A catarinense Starian, spin-off da Softplan, tem foco em desenvolvedoras de software que atuam em setores considerados late adopters (que adotam tecnologias de forma tardia). Já a Natura investe em empresas, inclusive internacionais, com inovações em sustentabilidade, potencializadoras de vendas, que expandam a experiência dos clientes, além de habilitadoras para a cadeia de valor da companhia de cosméticos. O Bradesco tem seus investimentos em startups orientados pelo retorno financeiro gerado a partir do desenvolvimento do negócio.

Por fim, os painelistas compartilharam dicas para a construção de veículos de investimento em corporações, entre elas:

– Definição de boa estratégia e tese de investimento;
– Não desviar do objetivo da companhia;
– Disciplina no acompanhamento e apoio às empresas investidas;
– Foco em bons produtos que resolvam dores do mercado.

IA generativa e o futuro da tomada de decisão corporativa

O case de aplicação da inteligência artificial na Vale foi apresentado por Julio Barbosa, Especialista Técnico em Soluções e Sistemas, e Cledson Malaquias, Gerente de IA e Democratização da companhia de mineração. Eles destacaram a tecnologia como essencial para a tomada de decisão, mas que ela “por si só não gera resultado. É necessária uma estratégia clara, dados confiáveis, pessoas capacitadas e coragem para gerar resultados com a IA”, afirmou o Gerente.

Com aplicações de IA desde 2017, a Vale tem utilizado, por exemplo, para predições de logística e de falhas em equipamentos, monitoramento de ativos, além da análise de informações armazenadas há mais de 50 anos pela corporação.

Os painelistas ainda detalharam que a transformação com IA na Vale acontece em três ondas, visando: eficiência operacional, novos processos nativos e novos modelos de negócio.

Práticas culturais que aceleram a transformação em grandes corporações

O encerramento da programação de conteúdos do LinkLab Experience foi conduzido por Maria Rigatto, Gerente de Inovação Aberta no iFood. Ela contou a história da empresa que nasceu como guia de cardápios impresso e, hoje, é um dos principais aplicativos de delivery do país, tendo ultrapassado a marca de 200 milhões de pedidos.

Ao longo do tempo, o iFood evoluiu também com a criação de novos produtos e serviços. A Gerente destacou que o crescimento foi amparado pela cultura do negócio, que tem entre seus pilares a inovação, a qual está relacionada às seguintes características:

– Ambidestria: Capacidade de realizar a operação, ao mesmo tempo em que mantém a criatividade e inovação no que está sendo feito

– Agilidade: testar, errar e aprender rápido.

O iFood também implementa o método Jet Ski de inovação disruptiva, no qual times multidisciplinares de colaboradores colocam ideias em teste e desenvolvem um projeto piloto por cerca de dois meses. As soluções que evoluem, passando por etapas como a constatação de aderência ao mercado, otimização e operação com excelência, são consideradas transatlânticos e podem ser novos produtos da companhia.

Deseja inovar com o LinkLab?

O LinkLab já apoiou mais de 65 organizações, entre corporações e instituições públicas, no processo de aceleração da cultura de inovação por meio da geração de negócios com startups e de uma metodologia que abrange desde o diagnóstico de desafios até a implementação de soluções inovadoras. Em nove anos de atividades, mais de 600 desafios já foram mapeados pelo programa e divulgados para uma base de mais de dez mil startups de todo o país.

Clique aqui para saber mais sobre o programa e faça parte!

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