André Domingues, fundador da Musique. Crédito: Kika Domingues
A Musique, empresa brasileira de tecnologia especializada em arquitetura sonora e sonorização integrada, anunciou a expansão de sua plataforma proprietária com foco na digitalização e eficiência econômica dos pontos de venda físicos. Fundada em 2016 por André Domingues e Renato Alves, a companhia reposiciona o áudio ambiente — historicamente tratado pelas corporações como um recurso meramente operacional — para transformá-lo em uma ferramenta estratégica capaz de gerar novas fontes de receita e reduzir custos fixos. Os dados consolidados da operação apontam um incremento médio de 9% no tempo de permanência dos consumidores nos estabelecimentos e um salto de até 20% nas vendas de produtos anunciados por meio de sistemas de áudio inteligente.
Atualmente, a empresa atende mais de 5 mil pontos de venda distribuídos na América Latina e na Ásia, gerenciando a identidade sonora de grandes marcas globais e nacionais, como RiHappy, Volvo e BMW. A reestruturação comercial desenhada para o segundo semestre de 2026 prioriza a aceleração da entrada da marca nos segmentos de moda e farmacêutico, mercados com alta densidade de tráfego físico e forte demanda por personalização. Com o suporte dessas novas frentes de mercado e a consolidação de métricas proprietárias que comprovam o retorno financeiro do som para o varejista, a meta institucional da empresa para este ano é atingir um crescimento de 300% no faturamento e expandir sua base de clientes ativos em 80%.
Plataforma proprietária integra retail media e acervo exclusivo
A engenharia de serviços da companhia fundamenta-se em uma plataforma proprietária que opera de forma integrada em três eixos principais: música estratégica, sonoplastia programada e mídia de áudio voltada para o ecossistema de retail media. Este último modelo permite que as grandes redes varejistas monetizem seus espaços físicos transformando os alto-falantes em canais de publicidade digital programada, onde marcas parceiras podem comprar anúncios direcionados ao consumidor no momento exato da decisão de compra. A solução técnica atua de forma direta na convergência entre a inteligência de dados de consumo e a experiência física do cliente em loja.
Um dos principais diferenciais competitivos da empresa para mitigar os custos das redes supermercadistas e varejistas é o desenvolvimento de um acervo musical exclusivo. Criado por um time interno de compositores, o catálogo é otimizado e escalado por meio do uso de ferramentas digitais e algoritmos de inteligência artificial durante os processos de produção e arranjo. De acordo com o fundador e CEO da marca, André Domingues, a tecnologia não atua em substituição à capacidade criativa humana, mas como um acelerador de escala. Esse modelo de negócios fornece uma alternativa jurídica aos formatos tradicionais de licenciamento, gerando uma economia de milhões de reais por ano em direitos autorais para as grandes corporações parceiras.
Abaixo, a tabela detalha os principais indicadores operacionais, o impacto financeiro nas lojas e as metas de expansão comercial estabelecidas para o ciclo de 2026:
| Indicador de Desempenho e Expansão | Impacto Métrico nos Pontos de Venda | Planejamento Estratégico (2026) |
| Conversão de Vendas | Aumento de até 20% em produtos anunciados via áudio | Foco nos setores de moda e farmacêutico |
| Retenção de Público | Incremento de 9% no tempo de permanência no local | Expansão de infraestrutura na América Latina e Ásia |
| Pontos de Venda Ativos | Mais de 5 mil unidades integradas internacionalmente | Meta de ampliação de 80% na base de clientes |
| Eficiência Operacional | Redução de custos fixos com licenciamento tradicional | Crescimento de 300% projetado no faturamento |
| Arquitetura de Produto | Música, sonoplastia programada e retail media | Aplicação de inteligência artificial em escala de áudio |
O amadurecimento das redes de comunicação nos pontos de venda físicos acompanha a tendência global de digitalização do comércio, que exige dos estabelecimentos uma transição rápida para modelos interativos e integrados. A proposta de valor desenvolvida pela empresa visa instrumentalizar os gestores para que utilizem o som como um canal ativo de relacionamento ao longo de toda a jornada do consumidor, substituindo playlists genéricas por programações baseadas no comportamento de compra, no perfil demográfico regional e nos horários de pico de cada estabelecimento.
Brasil Inovador
A movimentação estratégica da Musique reflete uma profunda transformação na economia do varejo físico, onde cada elemento do ambiente interno passa a ser auditado e otimizado por algoritmos para gerar rentabilidade. Em 2026, diante do avanço do comércio eletrônico, as lojas físicas deixaram de ser apenas armazéns de distribuição para se tornarem centros de experiência sensorial e plataformas de mídia de alta performance (retail media). Ao utilizar inteligência artificial para contornar os gargalos tradicionais de direitos autorais e comprovar o impacto financeiro direto do som no volume de vendas, a empresa valida o conceito de que a inovação digital pode reestruturar ativos invisíveis e gerar eficiência macroeconômica.
O grande desafio para o setor residirá em equilibrar a escala tecnológica com a identidade artística local, garantindo que a automação não gere ambientes homogêneos e saturados de publicidade. Acompanhar essa convergência crítica, que une tecnologia sonora, inteligência de dados e a reconfiguração dos canais de vendas tradicionais, é o foco de análise permanente que a plataforma Brasil Inovador realiza para contextualizar o surgimento de novas verticais de negócios altamente lucrativas no país.