A SP House, hub de inovação, negócios e economia criativa do Governo do Estado de São Paulo no South by Southwest (SXSW), foi indicada ao Prêmio Live 2026 na categoria “Ativação ou Evento do Ano no Exterior”. O projeto, desenvolvido sob as diretrizes da gestão paulista e com produção executiva da agência de brand experience SRCOM, consolidou-se como um dos principais cases de internacionalização de marcas e atração de investimentos do país. O reconhecimento coroa uma edição histórica em Austin (Texas), onde o pavilhão registrou um crescimento de 107% no fluxo de visitantes em relação ao ano anterior.
Considerado a principal premiação de live marketing e experiência de marca da América Latina, o Prêmio Live avalia e reconhece iniciativas que se destacam pelos critérios de excelência estratégica, criatividade, execução logística e impacto de resultados de mercado. O período de votação popular para a escolha dos vencedores da temporada de 2026 estende-se até o dia 17 de julho, com a validação dos votos ocorrendo diretamente nos canais digitais oficiais do certame.
Expansão física e internacionalização de negócios em Austin
Para absorver o volume recorde de 31 mil visitantes de 52 nacionalidades diferentes ao longo de quatro dias de programação ativa, a infraestrutura física da SP House foi expandida para 2.200 m², praticamente duplicando a área útil operada na edição anterior. O levantamento estatístico de público revelou o forte caráter global da ativação: cerca de 69,9% dos frequentadores do espaço eram compostos por estrangeiros, registrando forte presença de delegações corporativas provenientes dos Estados Unidos, Alemanha, Japão, Reino Unido e Canadá.
Operando sob o conceito temático “We are borderless” (Somos sem fronteiras), o hub funcionou como uma plataforma de fomento e internacionalização para empresas paulistas. O volume de marcas e comissões governamentais presentes no Texas saltou de 20 para 35 corporações aceleradas. A arquitetura de fomento de negócios internacionais foi coordenada pela InvestSP em parceria direta com as secretarias estaduais, por meio de programas como o CreativeSP (Cultura, Economia e Indústria Criativas) e o SP Global Tech (Ciência, Tecnologia e Inovação), abrindo canais de exportação e parcerias para startups e produtoras nacionais.
Curadoria em formato de squad e grade densa de inovação
O aprimoramento conceitual do espaço refletiu-se em uma grade programática densa: foram transmitidas 58 horas de conteúdo distribuídas em 56 sessões analíticas com a participação de 152 palestrantes seniores. Pela primeira vez, a arquitetura de curadoria foi descentralizada e estruturada sob o modelo ágil de squads por eixos temáticos. A liderança geral de Franklin Costa foi complementada por especialistas de mercado que ditaram a linha editorial dos palcos:
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Tech & Innovation: Simone Kliass e Ronaldo Lemos;
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Creativity & Marketing: Dilma Campos e Gustavo Pacete;
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ESG & Impact: Luciane Coutinho e Jandaraci Araujo;
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Culture & Arts: Caire Aoas e Aninha de Fátima.
Essa governança de conteúdo aproximou o pavilhão paulista de pensadores globais da nova economia, incluindo apresentações e debates com referências internacionais de inovação, inteligência artificial e futurismo de mercado, como Amy Webb (CEO do Future Today Institute), Faith Popcorn, Ian Beacraft, Sandy Carter, Kasley Killam, Amy Gallo e Neil Redding.
Abaixo, a tabela detalha as principais métricas físicas, de público e operacionais registradas pela SP House durante sua atuação no SXSW 2026:
| Indicador de Desempenho (2026) | Métricas e Escopo Operacional | Impacto Estratégico no Mercado |
| Crescimento de Público | Alta de 107% vs. edição anterior | Consolidação do case de live marketing internacional |
| Visitação Consolidada | 31 mil pessoas de 52 países | Vitrine de atração de investimentos externos para SP |
| Perfil da Audiência | 69,9% de visitantes estrangeiros | Conexão com decisores globais em Austin, Texas |
| Área de Ativação | 2.200 m² de infraestrutura física | Expansão de espaço para estúdios e XR Exhibition |
| Empresas Aceleradas | 35 companhias e missões oficiais | Internacionalização de soluções tecnológicas de SP |
| Densidade de Conteúdo | 58 horas de programação / 152 palestrantes | Curadoria especializada no modelo corporativo de squads |
Tecnologia avançada de captação e suporte institucional
O pavilhão paulista também dobrou sua capacidade tecnológica de geração e transmissão de dados e conteúdo de mídia local. Na edição de 2026, a infraestrutura de transmissão operou de forma simultânea com dois estúdios de videocast integrados e duas galerias de realidade estendida (XR Exhibition), otimizando a captação audiovisual e a experiência imersiva de marcas patrocinadoras e parceiros técnicos.
O ecossistema institucional da SP House 2026 contou com o apoio comercial de uma ampla rede de patrocinadores e apoiadores estratégicos dos setores público e privado, incluindo Desenvolve SP, Fundação Itaú, Paçoca Gui, IDW, Instituto Butantan, KPMG, Metrô de São Paulo, Oracle, Prefeitura de São Paulo, SP Negócios, Adesampa, SPCine, Prodesp, Sabesp, Toyota e suporte em nuvem da AWS. Outro grande marco operacional foi a estreia do projeto SPVoices, realizado em parceria com a Fundação Itaú, que selecionou quatro propostas brasileiras de alto impacto focadas em desafios globais para integrar os palcos principais do evento nos Estados Unidos.
Brasil Inovador
O desempenho recorde da SP House e sua indicação ao prêmio máximo de live marketing na América Latina em 2026 exemplificam uma virada de maturidade na diplomacia corporativa e no posicionamento econômico do Estado de São Paulo no exterior. Ao desenhar um hub que vai além da mera exposição institucional, integrando curadoria em squads, tecnologia imersiva e rodadas de negócios de comércio eletrônico e economia criativa, o governo paulista e a SRCOM criaram um duto direto para a internacionalização de pequenas marcenarias tecnológicas, desenvolvedores de software e startups nacionais.
A médio e longo prazo, a sustentabilidade dessa estratégia de posicionamento global dependerá da capacidade do ecossistema de converter os 31 mil visitantes e as conexões geradas no Texas em contratos comerciais líquidos e aportes de capital produtivo nas frentes de infraestrutura e inovação em solo brasileiro. Mapear essa transição crítica, na qual as ativações culturais e tecnológicas funcionam como a principal porta de entrada para a atração de capital internacional de risco, é o escopo de análise que a plataforma Brasil Inovador monitora para antecipar as dinâmicas do desenvolvimento econômico nacional.