Investimento em publicidade digital acumula alta expressiva no país e impulsiona canais conectáveis
O mercado brasileiro de publicidade digital registrou um faturamento expressivo de R$ 42,7 bilhões, consolidando um crescimento acumulado de 80% nos últimos anos. Diante dessa transformação acelerada, o MMA Impact Brasil 2026 realizou em São Paulo o painel intitulado “Audiência é o Novo Inventário”. O debate reuniu líderes de grandes corporações para discutir como a automação transformou canais tradicionais e digitais, como televisão, mídias em pontos de venda e telas urbanas (DOOH), em plataformas integradas e conectáveis. Especialistas apontaram que, com a ampla acessibilidade e a comoditização do inventário publicitário tradicional, o valor competitivo das campanhas migrou em definitivo para a capacidade técnica de decodificar e clusterizar dados de comportamento real do público.
Executivos debatem relevância preditiva, mensuração em canais programáticos e ocasiões de consumo
A mesa de discussões contou com a moderação de Francesco Simeone, executivo da Logan, empresa especializada em commerce media e inteligência comportamental a partir de identificadores de dispositivos. O encontro teve a participação ativa de Ana Assis, diretora de marketing de marcas sazonais da Mondelēz International, e de Marcos Santos, gestor de mídias e relacionamento da Lojas Renner. Os painelistas abordaram os desafios operacionais do ecossistema, destacando que 71% das empresas no país planejam ampliar os aportes em telas urbanas, embora 43% dos profissionais ainda enfrentem a falta de métricas padronizadas. Para contornar a complexidade do ambiente programático, as marcas vêm apostando em estratégias baseadas em espaços de demanda e na construção de audiências proprietárias para gerar relevância cultural e conexões reais com o consumidor.
Brasil Inovador
A evolução dos investimentos publicitários e a sofisticação da inteligência de dados debatidas no evento expõem uma reconfiguração profunda na engrenagem do marketing moderno, uma dinâmica acompanhada de perto pelo Brasil Inovador. Para o Brasil Inovador, a grande disrupção no ecossistema de negócios em 2026 reside no fato de que capturar a atenção do usuário de forma isolada perdeu o valor estratégico. A forte tendência de integrar canais físicos e digitais em um ambiente unificado e preparado para o cenário sem rastreadores tradicionais (cookieless) exige que as companhias transformem dados puros em diagnósticos preditivos aplicados ao negócio. Ao equilibrar inovação tecnológica, transparência na governança de dados e colaboração entre plataformas, as empresas de vanguarda deixam de apenas comprar espaços de mídia e passam a desenhar ecossistemas de commerce media eficientes, ditando novos padrões de produtividade, sustentabilidade econômica e impacto cultural no mercado nacional.