Mastrangela Teixeira: O poder estratégico dos eventos em tempos de Copa do Mundo

Mastrangela Teixeira: O poder estratégico dos eventos em tempos de Copa do Mundo

Mastrangela Teixeira – gerente executiva da ADVB/RS

Os tempos são outros. O mercado evoluiu, as tecnologias redefiniram processos e a forma como enxergamos o mundo mudou drasticamente. Mas há uma verdade incontestável: ninguém passa por uma Copa do Mundo sem ser impactado por ela. Nem que seja 1%.

Neste período, o mercado se transforma. Marcas se posicionam ainda mais, criam metas mais agressivas, desenham produtos com experiências e buscam oportunidades para vender mais e se fazerem notar seja no ambiente online ou no presencial. Há um movimento coletivo onde, no mínimo, uma bandeira é colocada na fachada para comunicar: “nós também estamos no clima”.

Mas o time que entra em campo aqui não é aquele fardado com o uniforme verde e amarelo, chuteiras desejadas, um cabelo diferente, uma dancinha ensaiada que pode viralizar ou até mesmo aquele gol que gritamos com toda nossa força.

O nosso time é o que faz desse grande evento macro uma engrenagem para impulsionar micro acontecimentos que geram receita, movimentam o mercado e convertem demandas reprimidas no maior acerto do ano.

Eu gosto muito de fazer analogias com o futebol e, ao contrário do ditado popular, eu defendo que: time que está ganhando se mexe sim! Um evento bem desenhado muda a cara de uma organização, gera desejo e posiciona a marca. Se a sua empresa está esperando a oportunidade perfeita para criar um motivo, eu deixo aqui a nossa convocação e a nossa tática:

O trabalho é o mesmo:Fazer um evento para 10 ou para 1.000 pessoas dá o mesmo trabalho de bastidor. Portanto, aposte no que você acredita, planeje com excelência e não perca tempo. Faça!

Seja o capitão da experiência: Crie momentos memoráveis. Como liderança da sua organização, coloque-se no centro e lidere o espaço. É no olho no olho com o cliente que você marca o gol da história da sua empresa.

Defina as posições em campo: Desenhe claramente o papel de cada colaborador que entrará na “partida” com você. São eles que vão conduzir a bola e dar a assistência perfeita para o fechamento de um grande negócio.

Goleada de criatividade (e não de orçamento): Não falo sobre investimentos astronômicos, falo sobre “hora-pensada”. Dedique tempo para entender o que faz sentido para o seu público. Seja sensível. O que fica na memória do cliente é o sentimento de: “eles pensaram na minha presença e em como eu me sentiria ao chegar aqui”.

A partida tem dois tempos: Nem sempre as coisas se concretizam na hora. Em eventos, o pós-evento funciona como o segundo tempo e a prorrogação. Não perca nenhuma chance de se fazer presente e, principalmente, de analisar as oportunidades que o seu concorrente não está cuidando.

O placar do mercado: números que chamam a atenção

Para quem ainda duvida do poder dessas conexões, os dados macroeconômicos jogam a favor. O setor de eventos se consolidou como um verdadeiro gigante da economia brasileira e vive seu auge em 2026:

  1. Impacto no PIB e Empregos: A indústria de eventos responde por cerca de 4,6% do PIB nacional. Esse ecossistema reúne aproximadamente 300 mil empresas e é responsável por manter cerca de 12,7 milhões de empregos diretos e indiretos no país.
  2. Consumo em Alta: O faturamento e o consumo gerados pelo setor de eventos no Brasil mantêm um ritmo de crescimento superior à média da economia nacional, consolidando a projeção de movimentar mais de R$ 141 bilhões anuais.
  3. O Boom dos Eventos Corporativos: Após registrar uma expansão de quase 20% no fechamento do último ano, o mercado de congressos, convenções, feiras de negócios e premiações empresariais iniciou 2026 com um volume recorde de solicitações de propostas e investimentos focados em experiência.

O mercado já percebeu que as empresas digitalizaram seus processos, mas as relações humanas continuam sendo construídas no olho no olho, presencialmente. É por isso que os investimentos migraram com força para experiências qualificadas, encontros exclusivos e plataformas de relacionamento.

Ou seja, os eventos deixaram de ser uma despesa operacional para se consolidarem como um investimento estratégico em relacionamento, conexões, posicionamento e geração de negócios.

A bola está rolando e o mercado está assistindo. Qual é a estratégia que a sua marca vai colocar em campo para vencer esse campeonato?

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