O FEBRABAN TECH 2026, principal evento de tecnologia e inovação do setor financeiro, reunirá entre os dias 24 e 26 de agosto no Distrito Anhembi, em São Paulo, os principais executivos de tecnologia das maiores instituições bancárias do país. Sob o tema central “Agentes inteligentes, liderança humana”, o painel “O mindset da próxima onda da tecnologia bancária: quem decide?” debaterá as estratégias de priorização de investimentos diante do avanço simultâneo da inteligência artificial, governança de dados, cibersegurança e resiliência operacional. O encontro contará com lideranças do Bradesco, Itaú Unibanco, Banco do Brasil, Caixa, Santander Brasil e BTG Pactual, discutindo a transição do papel do CIO para uma atuação estritamente focada em negócios e mitigação de riscos sistêmicos.
Com área 70% maior em relação ao ano anterior, o congresso pretende superar o recorde de 58 mil visitantes registrado em 2025, abordando o equilíbrio entre velocidade de inovação e segurança institucional no sistema financeiro nacional.
Mudança de paradigma na gestão da tecnologia bancária
A evolução digital dos serviços bancários no Brasil, consolidada pelo sucesso do Pix e do Open Finance, atinge uma nova fase caracterizada pela sobreposição de tecnologias disruptivas. As lideranças do setor apontam que o diferencial competitivo das instituições deixou de ser a simples adoção de novas ferramentas digitais e passou a ser a capacidade de integrar inteligência artificial e análise de dados à governança corporativa.
A gestão de ativos tecnológicos exige dos CIOs e CTOs a habilidade de alinhar a arquitetura de TI às necessidades regulatórias e de negócios, priorizando projetos de alto impacto comercial e operacional.
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Integração de Inteligência Artificial: Aplicação de agentes inteligentes e modelos de aprendizado na tomada de decisão estratégica.
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Governança e Qualidade de Dados: Otimização de infraestruturas de dados para garantir compliance, privacidade e precisão analítica.
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Cibersegurança e Engenharia Social: Fortalecimento das defesas digitais com foco na gestão do comportamento humano e na prevenção de fraudes.
A tabela abaixo apresenta os executivos de tecnologia confirmados para o painel principal de liderança bancária e suas respectivas instituições:
| Executivo de TI | Cargo Institucional | Instituição Financeira |
| Cíntia Scovine Barcelos | CTO e Diretora-Executiva de Tecnologia | Bradesco |
| Ricardo Guerra | Head de Tecnologia, Dados, CX e Operações | Itaú Unibanco |
| Marisa Reghini | Vice-Presidente de Negócios e Tecnologia | Banco do Brasil |
| Guilherme Mendes | Diretor-Executivo | Caixa |
| Richard Silva | CIO e CEO da F1RST | Santander Brasil |
| Christian Flemming (Moderador) | COO e CTO | BTG Pactual |
Eixos temáticos e agenda de debates do FEBRABAN TECH 2026
A programação temática do evento reflete os desafios emergentes da economia digital, englobando desde a transição de assistentes virtuais simples para agentes autônomos de IA até o impacto regulatório do Drex e das stablecoins no mercado global. O congresso aborda a transição para arquiteturas de nuvem resilientes e a convergência intersetorial por meio de finanças embarcadas (embedded finance).
A agenda busca alinhar o desenvolvimento de soluções financeiras à transição para a economia verde (transition finance), posicionando os bancos como viabilizadores de capital para projetos sustentáveis.
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Agentes Autônomos de IA: Aceleração operacional e evolução do atendimento via redes de agentes inteligentes.
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Infraestrutura e Nuvem Resiliente: Estratégias multicloud e gerenciamento de riscos na era da computação em nuvem.
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Moeda Digital e Pagamentos: Desdobramentos operacionais do Drex e a competitividade com ativos digitais e stablecoins.
A tabela a seguir consolida as principais trilhas temáticas programadas para o congresso:
| Trilha Temática | Foco de Discussão Técnica |
| Agentes de IA em Rede | Evolução da inteligência artificial para sistemas autônomos e integrados |
| Cibersegurança | Estratégias de defesa ativa contra ameaças digitais e fraudes financeiras |
| Real-time Intelligent Banking | Processamento de dados em tempo real para personalização e análise de risco |
| Drex e Stablecoins | Implicações regulatórias e operacionais da moeda digital e ativos virtuais |
| Open Finance e Privacidade | Balanceamento entre interoperabilidade de dados e segurança da informação |
Análise Brasil Inovador
O debate promovido no FEBRABAN TECH 2026 evidencia que o sistema financeiro brasileiro atingiu um nível de maturidade digital em que a tecnologia deixa de ser uma área de suporte para se tornar a própria inteligência central do negócio. O grande desafio dos líderes de TI já não é a capacidade de implementação técnica, mas sim a competência analítica de filtrar e priorizar projetos em um ambiente onde múltiplas inovações avançam simultaneamente.
A transição de assistentes virtuais passivos para agentes de inteligência artificial autônomos exige uma reestruturação profunda da arquitetura de governança e cibersegurança dos bancos. A médio e longo prazo, a capacidade das instituições de manter a resiliência operacional enquanto escalam soluções em nuvem e adaptam suas operações ao Drex e às finanças abertas determinará a eficiência e a competitividade do ecossistema financeiro nacional frente aos players globais.