A delegação empresarial do Brasil consolidou-se como a maior representação da América Latina e uma das 20 maiores do mundo durante o SelectUSA Investment Summit 2026. Realizado entre os dias 3 e 6 de maio de 2026 em National Harbor, Maryland (EUA), o encontro anual reafirmou o dinamismo e a expansão da parceria bilateral de comércio e atração de investimentos. O comitê brasileiro reuniu companhias de múltiplos portes e verticais de mercado, abrangendo desde startups digitais em fase de tração e internacionalização até grandes conglomerados multinacionais consolidados.
Organizado pelo Departamento de Comércio dos Estados Unidos, o SelectUSA 2026 reuniu mais de 5.500 participantes provenientes de mais de 100 mercados globais. A edição histórica encerrou-se com a geração de mais de US$ 56 bilhões em novos compromissos formais de investimento direto em solo norte-americano.
Estoque de investimento e geração de empregos transfronteiriços
O Brasil posiciona-se como um dos investidores estratégicos mais relevantes para a economia dos EUA, apresentando um estoque total acumulado de quase US$ 40 bilhões em Investimento Estrangeiro Direto (IED) no mercado norte-americano. Essa presença corporativa transfronteiriça é responsável pela sustentação e fomento de mais de 100 mil empregos diretos gerados por filiais de matriz brasileira em território estadunidense.
A liderança institucional da delegação brasileira no evento ficou sob a responsabilidade de Gabriel Escobar, encarregado de Negócios dos EUA no Brasil. “A forte presença brasileira no SelectUSA 2026 demonstra a confiança das empresas do Brasil no mercado americano e no potencial de crescimento da nossa parceria econômica. O investimento brasileiro nos EUA gera empregos, impulsiona a inovação e fortalece cadeias de valor em ambos os países”, destacou o diplomata, ressaltando o ganho de eficiência mútua na integração das cadeias de suprimentos.
O papel do programa SelectUSA na expansão global
O SelectUSA atua como a agência governamental oficial de promoção e facilitação de negócios do Departamento de Comércio dos EUA. O programa funciona como um duto de inteligência de mercado, conectando investidores e fundadores estrangeiros a agências de desenvolvimento estaduais e locais do ecossistema norte-americano. A plataforma oferece:
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Informações de Inteligência Regulatória: Suporte em conformidade fiscal, leis trabalhistas locais e incentivos à inovação tecnológica em diferentes estados.
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Apoio Institucional e Diplomático: Redução da burocracia na transição de operações e abertura de CNPJ internacional (incorporation).
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Estruturas de Networking Qualificado: Conexões diretas com fundos de venture capital, grandes corporações compradoras e hubs regionais de aceleração.
Desde a sua fundação, a atuação estratégica do programa SelectUSA já viabilizou a atração e a execução de mais de US$ 250 bilhões em novos projetos de investimento em áreas verdes e de tecnologia, servindo de âncora para a sustentação de mais de 125 mil postos de trabalho qualificados nos Estados Unidos.
Abaixo, a tabela detalha os indicadores consolidados do evento, os números da balança de investimentos bilaterais e o impacto econômico em 2026:
| 2026 | Indicadores Técnicos e Financeiros | Impacto nas Relações Bilaterais |
| Volume Gerado no Evento | Mais de US$ 56 bilhões em novos aportes | Atração global de capital para projetos nos EUA |
| Estoque Acumulado do Brasil nos EUA | Quase US$ 40 bilhões em IED | Consolidação do país como grande investidor externo |
| Empregos Apoiados pelo Brasil | Mais de 100 mil vagas de trabalho nos EUA | Impacto social e operacional direto de marcas nacionais |
| Público do Summit 2026 | Mais de 5.500 participantes de 100 países | Hub máximo de conexões e soft landing corporativo |
| Representação Latino-Americana | Delegação brasileira foi a maior do bloco | Liderança do ecossistema de negócios do Brasil |
| Histórico Geral do SelectUSA | Mais de US$ 250 bilhões em projetos gerados | Parceria para mitigação de riscos na internacionalização |
Brasil Inovador
A massiva presença da delegação brasileira no SelectUSA Investment Summit em maio de 2026 sinaliza o amadurecimento e a ambição global das lideranças empresariais do país. A inserção no exigente e líquido ecossistema norte-americano deixou de ser um movimento exclusivo de exportadoras tradicionais de commodities e passou a ser o norte estratégico de empresas brasileiras focadas em inovação, fintechs, automação e desenvolvimento de software. Ao alocar quase US$ 40 bilhões no mercado externo, o empresariado nacional não está evadindo divisas, mas sim garantindo posições críticas em cadeias globais de valor, acessando novas fontes de financiamento internacional e capturando propriedade intelectual de ponta para retroalimentar suas matrizes no Brasil.
O grande desafio estrutural para as companhias brasileiras nesta jornada de expansão transfronteiriça residirá em manter a conformidade operacional face às complexas disputas de barreiras regulatórias e de cibersegurança e soberania de dados. Mapear de perto essas pontes que transformam o capital brasileiro em força produtiva global é a tese de análise permanente que a plataforma Brasil Inovador desenvolve para guiar a inserção internacional do país na nova economia.