O município de Canoas, importante polo econômico da Região Metropolitana de Porto Alegre, definiu as propostas estratégicas que serão pleiteadas junto ao orçamento do Governo do Estado do Rio Grande do Sul. Em assembleia realizada no Auditório Sady Schivitz, com a participação de 160 lideranças locais e cidadãos, a comunidade elegeu três projetos prioritários nas áreas de turismo, prevenção de cheias e resposta a desastres. O encontro integra as etapas iniciais da Consulta Popular 2026/2027. Foto: Bruno Ourique/PMC
O processo participativo resultou na triagem de três das cinco propostas apresentadas para votação. O projeto voltado à ampliação e melhoria da infraestrutura turística liderou a votação com 35 votos. Na sequência, empatados com 33 votos cada, foram selecionados o plano para a execução de obras de engenharia voltadas à prevenção de enchentes urbanas e a estruturação de uma unidade móvel de resposta rápida para suporte a desastres da Defesa Civil.
Articulação regional e escolha de delegados
Além da priorização das demandas, o fórum municipal elegeu 16 delegados para representar os interesses locais na etapa subsequente do certame orçamentário. Esse grupo levará as propostas validadas para a assembleia da etapa regional, agendada para o dia 6 de julho, no campus da Feevale, no município de Novo Hamburgo. Na ocasião, o Conselho Regional de Desenvolvimento do Vale do Sinos (Consinos) consolidará as demandas das diferentes cidades da região para compor a cédula final de votação popular.
Patrícia Godoy, chefe de gabinete da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e Inovação, destacou que a mobilização da comunidade é um mecanismo fundamental para assegurar que os investimentos públicos estaduais estejam alinhados às necessidades logísticas e territoriais do município. Segundo a administração, o direcionamento assertivo dessas verbas é um vetor decisivo para mitigar vulnerabilidades e criar um ambiente propício ao crescimento socioeconômico.
Mecanismo de governança e cronograma de votação
Instituída em 1998, a Consulta Popular consolidou-se como um dos principais instrumentos de descentralização e governança participativa do Rio Grande do Sul. O modelo operacional, coordenado de forma transversal pelo Governo Estadual e executado por meio dos Conselhos Regionais de Desenvolvimento (Coredes), abrange 28 regiões estruturais do território gaúcho. A metodologia visa garantir que o planejamento financeiro do Estado contemple os gargalos operacionais apontados diretamente pelo setor produtivo e pela sociedade civil de cada localidade.
O calendário oficial estabelece que, após a formatação da cédula na assembleia regional unificada, a votação definitiva ocorrerá entre os dias 20 e 26 de julho. O processo de escolha será inteiramente digital, realizado por meio do portal eletrônico oficial da Consulta Popular do Rio Grande do Sul, exigindo a autenticação dos eleitores por meio da plataforma unificada de identificação do Governo Federal.
Brasil Inovador
A seleção de projetos focados em contenção de cheias e modernização da infraestrutura em Canoas reflete uma tendência macroeconômica irreversível: a urgência de investimentos em resiliência climática como premissa para a sustentabilidade dos negócios, uma dinâmica acompanhada com exclusividade pelo Brasil Inovador. Para o Brasil Inovador, a priorização de obras de drenagem e a estruturação de unidades de resposta rápida da Defesa Civil deixaram de ser demandas puramente sociais para se tornarem pilares de governança corporativa e gestão de riscos fiscais.
Desastres climáticos desestruturam cadeias de suprimentos, destroem o patrimônio de indústrias e corroem as margens de lucro do varejo local. Ao utilizar ferramentas democráticas como a Consulta Popular para canalizar recursos públicos para a infraestrutura de prevenção, a região do Vale do Sinos blinda seu ecossistema produtivo e mitiga prejuízos operacionais futuros. O grande desafio dos gestores públicos e líderes empresariais será garantir que a execução desses projetos incorpore tecnologias de cidades inteligentes e análise preditiva de dados, transformando a mitigação de danos em um diferencial competitivo capaz de atrair novos investimentos privados e garantir a segurança jurídica das empresas instaladas no território.