A ACATE (Associação Catarinense de Tecnologia) e o Sebrae reuniram cerca de 30 delegações internacionais em Florianópolis (SC), na terça-feira, 25 de agosto de 2026, para a recepção oficial das comitivas estrangeiras participantes do Startup Summit 2026. O encontro, marcado por um coquetel de networking que concentrou cerca de 100 lideranças do setor de tecnologia, autoridades governamentais e diplomatas, visou consolidar pontes de negócios entre o ecossistema catarinense e ecossistemas globais de inovação. A iniciativa impulsiona a atração de capital de risco externo, a internacionalização de startups brasileiras e a realização de rodadas diretas de negócios entre investidores internacionais e empresas do país.
A concentração de representantes de entidades multinacionais e órgãos diplomáticos em Florianópolis reforça o posicionamento da capital catarinense como um polo de relevância continental. A presença de delegações compostas por lideranças corporativas, fundos de investimento e consulados viabiliza um fluxo bilateral de investimentos e intercâmbio tecnológico. A estratégia busca integrar a produção local de software e soluções imersivas diretamente às demandas de mercados maduros na América do Norte e Europa.
A articulação prévia realizada durante a recepção oficial e as visitas técnicas preparou o terreno para negociações que se desdobram ao longo de toda a feira corporativa. O fortalecimento dessas redes institucionais visa mitigar barreiras regulatórias e operacionais para empresas brasileiras que buscam escala internacional, ao mesmo tempo em que apresenta o ambiente catarinense como destino seguro para o capital produtivo estrangeiro.
Articulação diplomática e presença de lideranças institucionais
O evento de recepção às comitivas internacionais reuniu autoridades municipais, representantes diplomáticos e executivos de instituições ligadas ao comércio exterior e ao fomento empresarial. A presença de lideranças globais reforça o peso político e econômico atribuído ao polo de inovação do estado de Santa Catarina.
Entre os participantes do encontro estiveram lideranças estratégicas envolvidas no desenvolvimento de parcerias econômicas e na promoção de investimentos:
Diego Ramos: Presidente da ACATE, responsável por conduzir as diretrizes de expansão internacional da entidade.
Henrique Bilbao: Vice-Presidente de Internacionalização da ACATE, focado no mapeamento de oportunidades globais.
Topázio Neto: Prefeito de Florianópolis, representando a gestão pública e o apoio institucional do município.
Jason Green: Cônsul-Geral dos Estados Unidos em Porto Alegre, articulando o relacionamento bilateral com o mercado norte-americano.
Gabriel Bastien: Vice-Cônsul do Consulado Geral do Canadá em São Paulo, atuando na facilitação de conexões comerciais.
Rodrigo Soares: Presidente do Sebrae, instituição coorganizadora de iniciativas de apoio ao ecossistema de startups.
Peter Hawkins: Copresidente da BCCC (Brazil-Canada Chamber of Commerce), impulsionando a integração entre os dois países.
Ricardo Saavedra: Diretor do Brazil Business Center Cologne e representante da KölnBusiness, fortalecendo elos com o mercado europeu.
A convergência dessas autoridades permitiu alinhar prioridades regulatórias e comerciais antes das rodadas formais de matchmaking programadas para a feira de negócios.
Consolidação da infraestrutura e maturidade do polo catarinense
Antes das reuniões formais de negócios, as delegações internacionais percorreram um roteiro técnico por instituições, empresas e centros de inovação da cidade. A programação apresentou o histórico de quatro décadas de desenvolvimento da infraestrutura de tecnologia de Santa Catarina, construída a partir da colaboração entre universidades, iniciativa privada e poder público.
A evolução constante dessa arquitetura institucional é reconhecida por investidores externos como um elemento de previsibilidade e segurança para a alocação de recursos. A criação do ACATE International Tech Cocktail, que chegou à sua quarta edição consecutiva em 2026, quadruplicou de tamanho desde a sua estreia em 2023, demonstrando o interesse crescente de agentes globais na região.
| Edição do Encontro | Crescimento de Participantes | Foco das Conexões Internacionais | Parcerias e Apoios Estratégicos |
| 2023 (1ª Edição) | Patamar inicial de engajamento | Estabelecimento de primeiras redes de contato | Grupo Temático de Internacionalização ACATE |
| 2024 (2ª Edição) | Expansão de comitivas regionais | Apresentação de cases locais e visitas institucionais | BCCC e parceiros do ecossistema |
| 2025 (3ª Edição) | Consolidação da rede de apoio | Atração de consulados e câmaras de comércio | WTM, Brazil Business Center Cologne e KölnBusiness |
| 2026 (4ª Edição) | Dobro de participantes em relação ao início | Matchmaking estruturado e trilha de conteúdos 100% em inglês | Sebrae Startups, hubs e consulados internacionais |
A evolução histórica dos dados revela que o ecossistema local superou a condição de polo regional para se estabelecer como um centro de convergência internacional.
Estrutura dedicada à expansão global na feira de negócios
O Startup Summit 2026 estruturou áreas exclusivas direcionadas à negociação e ao intercâmbio de soluções entre empresas brasileiras e representantes estrangeiros. A feira corporativa conta com um espaço dedicado à expansão internacional, viabilizando reuniões estruturadas de matchmaking com fundos de capital de risco e lideranças institucionais.
A programação técnica do evento também reflete a priorização do tema no ecossistema. A agenda do dia 28 de agosto inclui uma trilha de conhecimento voltada à internacionalização no palco 4, acompanhada por palestras na plenária principal ministradas integralmente em inglês com tradução simultânea para os congressistas.
Espaço de Expansão Internacional: Área fixa para atração de investimentos e rodadas de matchmaking.
Trilha Temática no Palco 4: Painéis focados em estratégias de entrada em mercados norte-americanos e europeus.
Plenária Internacional: Apresentações de grandes nomes globais conduzidas em inglês.
Painéis no Estande Institucional: Debates sobre expansão de negócios mediados pela diretoria de internacionalização.
A infraestrutura do evento foi planejada para encurtar o ciclo de negociação de empresas brasileiras que buscam abrir operações no exterior.
Programação estratégica e cooperação com hubs em Miami e Canadá
A agenda do estande da ACATE reserva espaço para discussões focadas na expansão prática de negócios brasileiros no exterior. No dia 27 de agosto, às 16h50, ocorre o painel mediado por Henrique Bilbao, com a participação de Conrado Morais, COO do hub Mana Tech (sediado em Miami), e Peter Hawkins, Copresidente da BCCC.
O debate aborda os caminhos operacionais para a entrada de empresas brasileiras nos mercados da América do Norte, alavancando a posição de Miami como porta de entrada e o ecossistema canadense como ambiente receptor de tecnologias aplicadas. A atuação contínua da associação reúne mais de 100 empreendedores em fóruns periódicos de discussão sobre sustentabilidade e competitividade em mercados externos.
Conexão Miami (Mana Tech): Facilitação para validação de mercado e atração de fundos de venture capital.
Corredor Brasil-Canadá (BCCC): Integração comercial, programas de aceleração cruzada e facilitação regulatória.
Fóruns Permanentes: Reuniões periódicas para a troca de dados e estratégias de internacionalização entre empreendedores.
A consolidação de canais permanentes de diálogo reduz os custos de transação para empresas que buscam estabelecer presença física ou comercial fora do Brasil.
Análise Brasil Inovador
A atração recorrente de dezenas de delegações internacionais para Santa Catarina confirma que o sucesso da internacionalização de um ecossistema de inovação depende da construção contínua de infraestrutura, governança e pontes institucionais de longo prazo. A evolução do Startup Summit em um hub de matchmaking global demonstra que o mercado internacional busca ativos de tecnologia respaldados por segurança jurídica, ambiente colaborativo e apoio governamental estruturado.
A médio e longo prazo, a integração direta das empresas brasileiras com ecossistemas da América do Norte e Europa não apenas elevará o nível de sofisticação do software nacional, mas transformará o país em um polo exportador de inovação de alto valor agregado, atraindo investimentos estrangeiros diretos e fortalecendo a resiliência do setor produtivo diante das oscilações da economia global.








