A Magazord Digital Commerce, empresa de tecnologia especializada em soluções de e-commerce sediada em Rio do Sul, inaugurou no dia 11 de agosto de 2026 sua primeira filial no bairro Pedra Branca, em Palhoça. O movimento faz parte de um plano plurianual de investimentos estimado em mais de R$ 50 milhões para acelerar a expansão orgânica e inorgânica da companhia até o ano de 2030. A nova unidade demandou um aporte inicial de R$ 210 mil para a adequação e estruturação de seu espaço físico, com capacidade instalada para atender 80 postos de trabalho. A inauguração oficial contou com a participação do executivo Jaison Goedert, CEO da empresa, e de Marcos Lichtblau, diretor do Polo da ACATE na Grande Florianópolis. Com a nova operação, a empresa busca sustentar o crescimento de suas equipes comerciais e alcançar R$ 3 bilhões em volume bruto de mercadorias (GMV) ainda em 2026, montante que representa um acréscimo de R$ 500 milhões sobre o faturamento transacionado em 2025.
O avanço geográfico para a região metropolitana de Florianópolis viabiliza o fortalecimento das operações de inteligência comercial, marketing, vendas e sucesso do cliente (customer success). A infraestrutura visa dar suporte ao plano de alcançar a marca de 350 colaboradores até o encerramento do exercício de 2026, direcionando mais de uma terça parte dessa força de trabalho para a área de prospecção e atendimento de contas de pequenos e médios varejistas.
Escolha estratégica de Palhoça e atração de talentos no litoral catarinense
A seleção do ecossistema do bairro Pedra Branca, em Palhoça, ocorreu após uma série de análises técnicas que avaliaram diversas microrregiões no estado de Santa Catarina. O polo urbano da Grande Florianópolis destacou-se pela alta densidade de mão de obra qualificada e pela forte capacidade de atrair profissionais em estágio inicial e intermediário de carreira no setor de tecnologia. Antes de consolidar a compra e a reforma da sede própria de 80 posições, a empresa realizou um projeto-piloto em um espaço de coworking local, alocando dez colaboradores para validar a logística operacional e a capacidade de retenção de talentos na região.
Enquanto o escritório recém-inaugurado concentra a tração de mercado e as atividades de relacionamento com clientes, a matriz da empresa em Rio do Sul, no Alto Vale do Itajaí, permanece consolidada como o centro de desenvolvimento de software, infraestrutura e engenharia de produtos da marca.
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Capacidade Instalada: O novo escritório em Palhoça possui espaço para 80 postos de trabalho, projetando ocupar entre 40 e 50 vagas até o fim de 2026.
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Projeção de Quadro Pessoal: A meta corporativa prevê atingir 350 colaboradores em 2026, com uma força de vendas superior a 100 profissionais dedicados.
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Meta Financeira de GMV: A empresa projeta processar R$ 3 bilhões em volume bruto transacionado pelas lojas integradas em sua plataforma.
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Estrutura Operacional: Divisão clara entre o polo de tração de vendas na Grande Florianópolis e a engenharia de tecnologia mantida em Rio do Sul.
| Parâmetro Corporativo | Desempenho Anterior (2025) | Meta Projetada (2026) | Horizonte de Longo Prazo (2030) |
| Volume Bruto de Mercadorias (GMV) | R$ 2,5 bilhões | R$ 3,0 bilhões | Expansão continuada |
| Total de Colaboradores | Em expansão | 350 colaboradores | Escala nacional |
| Investimento em Expansão | Aportes pontuais | R$ 210 mil (Filial Palhoça) | R$ 50 milhões em P&D e M&A |
| Aquisições de Empresas (M&A) | 3 empresas integradas | 4ª aquisição em negociação | Mapeamento continuado de verticals |
Consolidação do ecossistema de e-commerce para pequenas e médias empresas
Fundada no ano de 2010, a empresa construiu uma plataforma tecnológica proprietária que atende mais de 3 mil lojistas e operações digitais em todo o território nacional. A solução integra em um único ambiente os módulos de gestão empresarial (ERP), conectores para meios de pagamento, inteligência logística, ferramentas de automação de marketing e concessão de crédito para o varejo.
A estratégia de expansão inorgânica da companhia foca na aquisição de empresas especialistas em nichos estratégicos do comércio eletrônico (verticals), permitindo acelerar a entrada em novos segmentos de mercado e incorporar tecnologias complementares ao seu ecossistema:
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BW Commerce: Empresa gaúcha focada no desenvolvimento de soluções para o segmento de joias e semijoias.
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Braavo!: Startup paulista especializada em tecnologias para o mercado de moda e vestuário.
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Livexa: Empresa paulista com portfólio direcionado para o segmento de bem-estar e produtos íntimos.
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Quarta Aquisição: Operação em fase de mapeamento para ampliação da oferta de serviços no ecossistema da marca ainda em 2026.
Estruturação de capital e ampliação do portfólio de verticais
A estratégia de destinar R$ 50 milhões para fusões, aquisições (M&A) e expansão orgânica visa consolidar a empresa como uma das principais infraestruturas de software para o varejo digital no Brasil. Ao integrar ferramentas financeiras, de crédito e de logística diretamente na plataforma de vendas dos clientes, a empresa reduz custos de intermediação e eleva o valor médio de retenção de cada conta (LTV).
O ecossistema montado pela marca permite que pequenos e médios varejistas acessem recursos tecnológicos comparáveis aos utilizados por grandes redes do varejo nacional. A inclusão da quarta empresa no portfólio reforçará a diversificação de nichos atendidos, mitigando riscos de sazonalidade e expandindo a margem operacional das soluções oferecidas.
| Empresa do Grupo | Origem Geográfica | Segmento de Atuação | Impacto no Ecossistema |
| BW Commerce | Rio Grande do Sul | Joias e Semijoias | Especialização em nicho de alto valor agregado |
| Braavo! | São Paulo | Moda e Vestuário | Automação e catálogo para o setor têxtil |
| Livexa | São Paulo | Bem-estar e Saúde | Soluções para e-commerce de Nicho |
| Nova Adquirida (2026) | Em fase de M&A | Diversificação de vertical | Ampliação do faturamento e portfólio corporativo |
Análise Brasil Inovador
O movimento de expansão da Magazord com uma nova unidade na Grande Florianópolis e um plano de investimentos de R$ 50 milhões sinaliza uma tendência irreversível no setor de tecnologia brasileiro: a consolidação de plataformas completas de e-commerce via estratégias de M&A. O mercado de software para o varejo deixou de exigir soluções isoladas e passa a demandar ecossistemas integrados que resolvam desde a gestão de estoque (ERP) até a oferta de crédito e logística. A decisão de descentralizar as operações — mantendo a engenharia técnica no interior do estado e fixando a inteligência comercial na capital — reflete um modelo eficiente de gestão de custos e atração de talentos. A médio e longo prazo, a capacidade de incorporar pequenas empresas de tecnologia especializadas em nichos específicos permitirá à companhia elevar o valor transacionado por seus clientes, posicionando-se como uma força altamente competitiva frente a multinacionais de tecnologia que disputam o mercado de PMEs no Brasil.