A Anprotec (Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores) e a RNP (Rede Nacional de Ensino e Pesquisa) formalizaram um Acordo de Cooperação Técnica para a estruturação da Rede Nacional de Inovação, em cerimônia realizada no Centro de Convenções Vasco Vasques, em Manaus (AM), em 30 de junho de 2026. Firmado durante a 36ª Conferência Anprotec, o tratado visa integrar parques tecnológicos, incubadoras e aceleradoras de todo o país à infraestrutura digital avançada de alta velocidade da RNP. A iniciativa busca acelerar a transformação digital dos ecossistemas locais, otimizar a transferência de tecnologia entre a academia e o mercado e fortalecer a segurança cibernética corporativa.
Pilares operacionais do compartilhamento de infraestrutura digital
A parceria estratégica possui vigência inicial de 12 meses e estabelece uma agenda de implementação imediata, com início das operações previsto para até 60 dias após a assinatura. Para garantir a viabilidade técnica e o atendimento das demandas específicas do ecossistema empresarial, a cooperação foi estruturada em eixos prioritários de entrega. A RNP assumirá o fornecimento de serviços de conectividade, soluções integradas em nuvem e a federação de identidade digital para os ambientes credenciados, enquanto a Anprotec liderará o mapeamento de demandas e a mobilização de sua rede nacional de associados.
As ações imediatas pactuadas entre as instituições estão divididas em quatro frentes de trabalho:
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Fórum de Gestores de TIC: Criação de um canal permanente para debater necessidades de tecnologia da informação nos ecossistemas de inovação.
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Catálogo de Serviços Personalizados: Desenvolvimento de um portfólio de soluções tecnológicas da RNP direcionado para incubadoras e startups.
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Ampliação do Sistema RNP: Mapeamento e inclusão ativa de novos ambientes de inovação na infraestrutura de rede da organização.
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Governança Compartilhada: Instituição de um comitê gestor unificado para monitorar, avaliar e aprimorar as ações conjuntas executadas.
Soberania tecnológica e convergência de redes nacionais
A integração cumpre uma diretriz regulatória iniciada em 2019, quando os ambientes promotores de inovação foram habilitados a integrar o Sistema RNP, rede que historicamente atende universidades públicas e institutos federais. Ao conectar os centros de desenvolvimento de negócios inovadores a uma malha de dados soberana, desenvolvida com tecnologia nacional pelas próprias instituições do país, o acordo reduz a dependência de plataformas de conectividade comerciais estrangeiras. O movimento pretende descentralizar o acesso a redes de alto desempenho, assegurando que incubadoras e parques tecnológicos situados fora do eixo tradicional de capitais contem com a mesma qualidade de tráfego de dados para hospedar operações digitais robustas.
A conferência, que sedia a assinatura do tratado, é realizada em parceria com o Sebrae e conta com a organização local da FPFtech e da UEA (Universidade do Estado do Amazonas).
Brasil Inovador
O acordo firmado entre a Anprotec e a RNP na Conferência Anprotec 2026 é um marco para a infraestrutura de dados e a segurança cibernética dos ambientes de inovação brasileiros. A médio e longo prazo, conectar fisicamente e digitalmente os parques tecnológicos e incubadoras à rede de ensino e pesquisa cria uma autoestrada de dados fundamental para o avanço da computação em nuvem, inteligência artificial e internet das coisas (IoT). Ao simplificar a governança e oferecer identidade federada, a iniciativa remove entraves burocráticos e técnicos para que startups transacionem dados e validem protótipos com laboratórios universitários em tempo real. Essa integração sistêmica de infraestrutura crítica é o que a plataforma Brasil Inovador identifica como um passo indispensável para consolidar a soberania digital e escalar negócios de alto valor agregado na economia global.