O programa Sebrae Convida inaugurou sua agenda na 36ª Conferência Anprotec de Empreendedorismo e Ambientes de Inovação, em Manaus (AM), em 30 de junho de 2026, com debates voltados ao desenvolvimento territorial por meio da bioeconomia e de tecnologias de base científica profunda. Conduzido pelo Sebrae, o evento reuniu lideranças setoriais e pesquisadores para discutir modelos de negócios sustentáveis e soluções de mercado projetadas a partir das potencialidades ambientais da região amazônica.
Integração de pequenos negócios às cadeias de alta tecnologia
A estratégia apresentada busca descentralizar o acesso a programas de inovação e fortalecer micro e pequenas empresas integradas a ecossistemas de biotecnologia. A cooperação entre o ecossistema de fomento e a Anprotec foca na transformação de conhecimento científico em ativos econômicos. O objetivo é dar suporte técnico tanto para empresas tradicionais em transição sustentável quanto para startups, spin-offs e deep techs que operam com soluções de alto risco tecnológico em frentes como saúde humana, saúde animal, produção de alimentos e conservação ambiental.
Responsabilidade climática e governança social nos ecossistemas de inovação
O encontro também implementou medidas de governança voltadas à sustentabilidade e à segurança social corporativa durante as atividades no Centro de Convenções do Amazonas Vasco Vasques. As emissões de gases de efeito estufa geradas pelo evento serão compensadas por créditos de carbono vinculados à Pequena Central Hidrelétrica Rondinha, projeto chancelado pela Organização das Nações Unidas. Paralelamente, foi adotado o Protocolo Violeta Azul, metodologia voltada à prevenção de violência de gênero e importunação sexual em ambientes corporativos e de negócios.
A organização local da conferência, que segue até o dia 2 de julho, conta com o suporte operacional da FPFtech e da UEA, articulando redes de investimento para consolidar os ambientes de inovação da Região Norte.
Brasil Inovador
A priorização de deep techs e da bioeconomia no Sebrae Convida em Manaus reflete uma mudança estrutural na abordagem de desenvolvimento para a Amazônia, substituindo a lógica tradicional de exploração pela valorização do capital intelectual e da biodiversidade local. Ao conectar a capilaridade do Sebrae à infraestrutura tecnológica da Anprotec, o ecossistema brasileiro começa a estruturar cadeias globais de valor fundamentadas na bioeconomia de impacto. A longo prazo, a sobrevivência e a competitividade dessas iniciativas dependem da eficiência com que o conhecimento acadêmico das universidades locais for convertido em patentes e produtos comercializáveis. Esse avanço rumo a uma matriz econômica baseada em alta tecnologia é o vetor que o portal Brasil Inovador identifica como o principal diferencial competitivo para posicionar o país na vanguarda da economia verde global.