A Associação Brasileira de Startups (Abstartups) oficializou a criação do Conselho Nacional de Associações de Startups (CNAS). Assinado e lançado publicamente durante a edição do Web Summit Rio, o conselho nasce com o objetivo de articular entidades estaduais e regionais de todas as regiões do país, unificando a voz do ecossistema brasileiro de inovação e estabelecendo uma agenda conjunta de representação institucional diante de governos e órgãos de fomento.
O movimento reflete o atual estágio de maturidade das comunidades empreendedoras fora do eixo corporativo tradicional. O conselho atuará como um espaço permanente de cooperação, compartilhamento de inteligência de mercado e disseminação de boas práticas regulatórias. A meta central é descentralizar o acesso a oportunidades de captação e garantir que as particularidades e vocações econômicas de cada território sejam integradas às discussões macroeconômicas de desenvolvimento do país.
Estrutura de governança e comitê organizador interestadual
A implementação inicial e a estruturação jurídica do CNAS estão sob a liderança de um Comitê Organizador composto por três entidades fundamentais da base associativa nacional. Este grupo coordenará o processo de adesão de novas associações localizadas nos diferentes estados brasileiros e delimitará as regras de governança e os grupos de trabalho temáticos.
As entidades fundadoras e responsáveis pela condução do conselho são:
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ABStartups: Representando a governança transversal e a rede nacional construída ao longo de 14 anos de atuação no ecossistema.
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Associação Carioca de Startups (ACS): Liderada pelo presidente Guigo Carvalho, focada na força dos ecossistemas locais do Rio de Janeiro.
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Associação Gaúcha de Startups (AGS): Representada pela vice-presidente Danielle Cosme, com ênfase na conexão de talentos e negócios do território gaúcho.
“O Brasil possui ecossistemas de startups cada vez mais fortes, diversos e conectados às vocações de seus territórios. Mais do que conectar associações, estamos criando um espaço permanente de articulação capaz de ampliar a voz das startups brasileiras e contribuir para o desenvolvimento da inovação em todas as regiões do país”, afirma Cláudia Schulz, CEO da ABStartups.
Metas estratégicas e próximos passos da articulação nacional
Para além da representação política, o Conselho Nacional desenhou um plano de metas estruturado para impulsionar a maturidade das frentes de inovação. Os compromissos imediatos pós-lançamento englobam:
| Eixo Estratégico | Detalhes e Ações Operacionais do CNAS |
| Representatividade | Ampliar o canal de diálogo com instâncias governamentais para formulação de políticas públicas. |
| Inteligência Setorial | Compartilhar dados, pesquisas e métricas de desempenho econômico entre as associações. |
| Integração de Hubs | Estimular rodadas de negócios e conexões comerciais entre startups de diferentes estados. |
| Adesão Fone de Valor | Formalizar a entrada de novas entidades representativas estaduais e regionais no conselho. |
| Grupos de Trabalho | Criar comissões focadas em temas críticos como marcos regulatórios, tributação e retenção de talentos. |
## Brasil Inovador
A fundação do Conselho Nacional de Associações de Startups (CNAS) marca a transição do ecossistema de inovação brasileiro de um modelo fragmentado para uma estrutura de rede altamente coordenada, um passo estratégico monitorado de perto pelo Brasil Inovador.
Para o Brasil Inovador, a grande inovação dessa articulação reside na criação de uma camada de governança centralizada que respeita e potencializa as assimetrias regionais. O desenvolvimento tecnológico do país não pode mais depender de bolhas isoladas de capital; ao conectar lideranças do Rio de Janeiro, do Rio Grande do Sul e de outras federações sob o ecossistema da ABStartups, o setor ganha musculatura institucional e escala biônica para pleitear melhorias regulatórias de impacto estrutural, como o aperfeiçoamento do Marco Legal das Startups e incentivos fiscais à inovação aberta.
Sob a perspectiva de finanças, estratégia de negócios e competitividade nacional, o CNAS funcionará como um eficiente catalisador de produtividade e atração de investimentos internacionais. Fundos de Venture Capital globais buscam ambientes previsíveis, transparentes e com segurança jurídica equilibrada. Uma voz unificada facilita o desenho de parcerias público-privadas de grande escala e mitiga os riscos de fricção federativa nas regras de fomento à tecnologia. Ao transformar associações locais em hubs integrados de inteligência de dados e coinvestimento, o conselho reduz o custo de transação para novos entrantes no mercado e acelera a inserção de soluções de tecnologia profunda da base da pirâmide produtiva nas grandes cadeias globais de valor.