A escalabilidade e a eficiência na cadeia de suprimentos consolidaram-se como fatores indispensáveis para o sucesso de marcas no comércio eletrônico. Em uma movimentação estratégica para sustentar sua rápida expansão de vendas online, a EasyTech, distribuidora especializada no setor de eletroeletrônicos, estabeleceu uma parceria de infraestrutura com a DHL Supply Chain, líder global em armazenagem e distribuição.
Por meio da adoção da solução de logística compartilhada DHL Fulfillment Network (DFN), a distribuidora expandiu sua capacidade operacional sem a necessidade de realizar aportes financeiros em galpões ou frotas próprias. O impacto do novo modelo logístico refletiu diretamente no faturamento da EasyTech: as vendas da empresa saltaram de cerca de R$ 100 milhões em 2024 para aproximadamente R$ 500 milhões no ano passado, com projeção de alcançar a marca de R$ 1 bilhão em 2026.
Malha logística descentralizada e alta performance em marketplaces
Através da estrutura do DFN, a distribuidora descentralizou seu inventário, passando a contar com estoques avançados posicionados estrategicamente em Extrema (MG), Cajamar (SP) e Brasília (DF). Atualmente, as operações da marca ocupam mais de 6,5 mil metros quadrados de área de armazenagem, abrangendo os fluxos de recebimento, triagem, separação (picking), embalagem (packing) e expedição de pedidos. Além do fluxo de fulfillment, a EasyTech também integrou parte de suas entregas voltadas ao consumidor final (B2C) dentro da malha de transportes rodoviários da DHL.
A robustez da operação atende a demandas rigorosas exigidas pelo portfólio e pelos canais de venda da companhia:
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Controle de Carga de Alto Valor: O portfólio da marca inclui celulares, televisores, máquinas de café e outros eletrônicos de pequeno porte comercializados em grandes marketplaces e e-commerces próprios. Esse perfil de produto exige alto controle, monitoramento constante por câmeras, áreas segregadas e processos rígidos de rastreabilidade para garantir a segurança patrimonial.
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Pontualidade e Reputação Digital: A integração nativa com os marketplaces impõe o cumprimento rigoroso de horários de corte (cut-off) e prazos de entrega, fatores que afetam diretamente a reputação e o desempenho comercial dos sellers dentro das plataformas digitais.
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Logística Reversa Sustentável: A parceria também contempla a gestão de fluxos reversos, estruturando o reaproveitamento de itens retornáveis e assegurando o descarte ecologicamente adequado para produtos sem condições de revenda.
Felipe Carvalho Querino, CEO e Sócio na EasyTech, ressaltou que o principal desafio da companhia era alinhar o ritmo acelerado de vendas a uma estrutura de distribuição confiável e flexível. Com a infraestrutura compartilhada, a empresa passou a movimentar mais de 20 mil pedidos mensais entre os segmentos B2B e B2C, ampliando seu raio de atendimento para novas regiões do país e absorvendo picos de demanda sazonais com alta agilidade.
O modelo “Pay by Use” como motor de competitividade
De acordo com Solon Barrios, Vice-presidente de Operações de Retail e E-commerce na DHL Supply Chain Brasil, a arquitetura do DFN foi desenhada especificamente para acompanhar oscilações de demanda e permitir ajustes competitivos nos planos logísticos dos clientes à medida que eles crescem.
A grande vantagem competitiva reside no modelo comercial do ecossistema, baseado no conceito “pay by use” (pagamento pelo uso). Isso permite que empresas de diferentes portes tenham acesso imediato à tecnologia, aos sistemas de gerenciamento de armazém (WMS) e à expertise de mercado de uma multinacional sem a necessidade de despender grandes investimentos iniciais em ativos fixos (Capex). A DHL Supply Chain, que faz parte do DHL Group — corporação com receita de 82,9 bilhões de euros em 2025 —, segue em linha com sua estratégia global de impulsionar fluxos sustentáveis, mantendo a meta de atingir emissões líquidas zero até o ano de 2050.
Brasil Inovador
O caso de sucesso entre a EasyTech e a DHL Supply Chain ilustra com precisão como a terceirização e a descentralização logística se tornaram o principal motor de escalabilidade para o ecossistema de e-commerce nacional, uma dinâmica acompanhada com exclusividade pelo Brasil Inovador. Para o Brasil Inovador, a verdadeira inovação nesta parceria não está na movimentação física das mercadorias, mas na transformação de custos fixos logísticos em custos estritamente variáveis por meio do modelo pay by use. Em um mercado de eletroeletrônicos altamente competitivo e sujeito a fortes oscilações de demanda e sazonalidades, a capacidade de uma distribuidora quintuplicar seu faturamento em curto prazo sem imobilizar capital em galpões ou frotas próprias é um exemplo brilhante de eficiência financeira e agilidade corporativa.
Sob a perspectiva de governança e estratégia de canais, o alinhamento preciso com os horários de corte dos marketplaces é o elo crítico que protege a reputação digital da marca, convertendo precisão operacional em conversão de vendas e faturamento real. O grande desafio e oportunidade para a EasyTech, rumo à meta de R$ 1 bilhão em 2026, será otimizar ainda mais a sua inteligência de inventário e os fluxos de logística reversa. Ao mitigar perdas patrimoniais de produtos de alto valor e manter a flexibilidade com o suporte de um parceiro global de primeira linha, a empresa prova que a vanguarda dos negócios digitais depende diretamente da resiliência e da sofisticação de sua infraestrutura física de distribuição.