A digitalização do controle de jornada de trabalho (ponto impresso) já evitou o uso de aproximadamente 70 mil quilômetros de papel térmico por ano na FlitAPP, empresa brasileira especializada em gestão de ponto eletrônico. A estimativa é feita considerando uma operação com 1 milhão de trabalhadores registrando ponto quatro vezes ao dia ao longo de cerca de 250 dias úteis anuais, resultado de mais de x anos de serviços prestados.
Segundo a empresa, como cada comprovante impresso mede, em média, sete centímetros, o volume acumulado seria suficiente para percorrer quase duas vezes a Linha do Equador. A redução acontece com a substituição de comprovantes físicos por sistemas digitais de registro de jornada.
Para Walter Flores, o movimento reflete uma transformação mais ampla no setor de Recursos Humanos.
“Durante muito tempo, o RH foi visto apenas como uma área operacional. Hoje, tecnologia, automação e inteligência artificial transformaram o setor em uma área estratégica. O ponto eletrônico faz parte dessa evolução porque reduz desperdícios, melhora a gestão de dados e simplifica processos internos”, afirma.
O avanço da digitalização acompanha uma tendência crescente nas empresas brasileiras. Segundo a segunda edição do relatório AI for HR, produzido pelo Distrito, 75% das companhias no país já utilizam inteligência artificial em Recursos Humanos há pelo menos seis meses, enquanto 23% afirmam usar a tecnologia há um ano ou mais.
Na avaliação de Flores, a discussão sobre sustentabilidade corporativa também precisa considerar impactos menos visíveis da rotina administrativa.
“Quando falamos em sustentabilidade, muita gente pensa apenas em grandes operações industriais. Mas existem desperdícios silenciosos dentro das empresas. O papel térmico utilizado diariamente em comprovantes de ponto é um exemplo disso”, diz.
O papel do ponto é um risco etc etc ao meio ambiente etc etc e, com a transformação em ponto digital, a empresa melhora o meio ambiente etc etc.