Envelhecer no Brasil tem deixado de ser apenas uma questão de saúde e se tornado um tema central de qualidade de vida, autonomia e modelos de cuidado. Hoje, mais de 32 milhões de brasileiros têm 60 anos ou mais, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), levando famílias a repensarem como cuidar e viver a longevidade. É nesse contexto que nasce o Residencial Florência, inaugurado neste mês de fevereiro em Santo André, região do ABC Paulista. Foto: divulgação
Pensado para oferecer acolhimento máximo e respeito, o espaço se apresenta como um residencial de alto padrão, que prioriza o cuidado personalizado aliado a uma rotina que preserva autonomia, vínculos sociais e a experiência de viver o dia a dia com significado.
A ideia surgiu da inquietação de dois amigos de infância, Luigi Perazza Martins, profissional da área de Recursos Humanos, e o advogado Fernando Nasser. Inspirado pela experiência da própria família, que atua há cerca de dez anos no segmento de cuidados com idosos, Fernando enxergou a oportunidade de criar um modelo diferente dos existentes.
“Em muitos lugares, o idoso é tratado como paciente o tempo inteiro. A gente queria romper com essa lógica de clínica ou casa de repouso. Cuidar da saúde é fundamental, mas a vida não pode ser reduzida a horários de remédio e protocolos”, afirma Fernando.
Quando decidiram empreender neste segmento, os fundadores visitaram dezenas de modelos de residências sênior no Brasil e exterior, realizaram pesquisas detalhadas e buscaram referências e conhecimento com especialistas no segmento. O plano de negócios tinha como base oferecer um espaço que fosse não apenas o mais bonito e completo da região, mas que proporcionasse também o maior nível de acolhimento e atenção aos cuidados individuais com os residentes, e melhor custo-benefício para um residencial de alto padrão.
Como profissional de RH, Luigi complementa que a influência do ambiente no comportamento e bem-estar das pessoas foi algo que sempre lhe chamou a atenção. “No Florência, a ideia foi pensar o cuidado não só como procedimento, mas como experiência diária, desde a forma como os espaços são desenhados até as relações que se constroem aqui dentro.”
Arquitetura como parte do cuidado
Instalado em uma área residencial tranquila, próximo ao bairro Jardim e centro de Santo André, o Residencial Florência ocupa uma construção inspirada na arquitetura renascentista, preservando elementos de uma antiga mansão, edificada por uma família de origem espanhola. Portas, vitrais e detalhes arquitetônicos originais foram mantidos, e o jardim abriga uma árvore trazida da Espanha, reforçando a identidade do espaço.
Com cerca de 750 m² de área construída e jardim integrado de 120 m², que reúne mais de 50 espécies de plantas, o projeto privilegia luz natural, ventilação e contato com o verde. Os quartos são espaçosos e iluminados, com janelas amplas – algumas voltadas para o jardim -, e os ambientes de convivência foram planejados para estimular encontros, circulação e autonomia.
Rotina que estimula corpo, mente e relações
A proposta do Florência é estruturar o cuidado em três dimensões: física, cognitiva e social. A rotina inclui fisioterapia, atividades cognitivas, oficinas artísticas, como dança e artesanato, práticas de mindfulness, atividades lúdicas e experiências de contato com a natureza, como a horta terapêutica, ou com pets – a pet terapia.
Todas as ações são supervisionadas por profissionais de saúde e organizadas de forma multidisciplinar, preenchendo uma lacuna importante no mercado e garantindo que cuidado e bem-estar caminhem juntos.
O residencial conta com equipe formada por médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, nutricionistas e terapeutas ocupacionais, com acompanhamento contínuo e planos de cuidado individualizados. As refeições — seis por dia — são adaptadas às necessidades de cada residente.
“Não existe uma fórmula única para envelhecer bem. Por isso, o acompanhamento é personalizado e revisto constantemente. Nosso foco é preservar o máximo possível de autonomia, respeitando a história e o ritmo de cada pessoa”, explica Luigi.
Tecnologia e segurança como suporte ao cuidado
Além do conforto, o Residencial Florência incorpora recursos tecnológicos voltados à prevenção de riscos, como sistemas de monitoramento e tecnologias de prevenção de quedas, além de dispositivos de emergência nos quartos. A estrutura de segurança inclui controle de acesso e monitoramento 24 horas.
Ao se posicionar como residencial, o Florência se conecta a uma tendência internacional de moradia assistida, que integra cuidado especializado, convivência social e qualidade de vida em um mesmo espaço. O modelo responde a uma demanda crescente de famílias que buscam alternativas mais humanas e qualificadas para o envelhecimento.
Com diferentes formatos de permanência, do cuidado diário à moradia permanente, o espaço atende idosos a partir dos 60 anos, independentes, semidependentes e dependentes, sempre com foco na preservação da autonomia, da identidade e dos vínculos familiares. As mensalidades são a partir de R$7 mil, em quartos triplos ou quádruplos.