Vitrine, da Rede RS Startup, recebe Flávia Fiorin, Diretora do Tecnopuc


Neste episódio do programa Vitrine, da Rede RS Startup, Clarice Lamb entrevista Flávia Fiorin, Diretora do Tecnopuc (Parque Científico e Tecnológico da PUCRS). A conversa aborda a trajetória do parque, sua importância no ecossistema de inovação gaúcho e o papel da liderança e das startups nesse contexto.

Trajetória do Tecnopuc e de Flávia Fiorin

  • Formação e Início: Flávia é formada em arquitetura com especialização em gestão e negócios. Sua carreira em ambientes de inovação começou há quase 20 anos, trabalhando com spinoffs acadêmicas e empresas de base tecnológica (as chamadas deep techs de hoje) [01:51].

  • Experiência: Antes do Tecnopuc, Flávia teve uma passagem importante pelo Tecnocinos, onde implementou modelos de gestão de incubadoras [03:11].

  • Sucesso do Tecnopuc: O parque é hoje referência na América Latina. Flávia atribui isso à “prontidão para a transformação” e à instabilidade positiva, mantendo o modelo em constante evolução para conectar a academia, o setor produtivo e o governo [07:23].

Desenvolvimento de Startups e Ecossistema

  • Apoio Metodológico: O Tecnopuc utiliza o CriaLab para desenhar metodologias que apoiam desde a modelagem inicial e validação de hipóteses até a inserção global de empresas maduras [11:34], [12:14].

  • Cultura de Abundância: O sucesso do parque está ligado à sinergia com outros atores regionais, como o Instituto Caldeira, Tecnocinos e Zenit Park. A visão é de que, quando o ecossistema local cresce, todos ganham [10:11].

  • Impacto e Sustentabilidade: O parque enfatiza que a sustentabilidade do negócio deve andar junta com o impacto socioambiental. Startups são incentivadas a pensar além do lucro imediato, focando na contribuição para o planeta [22:15].

Liderança em Inovação

  • Gestão Horizontal: Flávia descreve um modelo de liderança onde o gestor não precisa saber tudo. No Tecnopuc, a diretoria frequentemente é liderada por membros do time que dominam áreas específicas, promovendo um ambiente leve e de aprendizado contínuo [30:45].

  • Time Empreendedor: A equipe é composta por cerca de 60 pessoas com perfil empreendedor, focadas em transformar desafios complexos em oportunidades [32:00].

Tendências e Futuro

  • Foco na Ciência: Para os próximos cinco anos, o objetivo do Tecnopuc é intensificar a conexão entre a pesquisa científica de excelência da universidade e o mercado [40:21].

  • Desenvolvedores, não apenas usuários: O parque mira o desenvolvimento de tecnologias de ponta (como IA e computação quântica), buscando não ser apenas operador de ferramentas existentes, mas criador das tecnologias do futuro [40:43].


A Rede RS Startup, gerida pela Secretaria de Inovação, Ciência e Tecnologia (SICT) do Rio Grande do Sul, é a plataforma oficial que mapeia, conecta e fortalece o ecossistema empreendedor gaúcho. Em março de 2026, ela atua como o “sistema nervoso central” da inovação no estado.

Aqui estão os pilares e funcionalidades de destaque desta plataforma:

1. Mapeamento e Visibilidade (O “Censo” da Inovação)

A plataforma funciona como um diretório dinâmico que permite visualizar a densidade tecnológica do estado:

  • Startups: Cadastro de empresas de base tecnológica, permitindo que sejam encontradas por investidores e potenciais parceiros corporativos.

  • Ambientes de Inovação: Mapeia parques tecnológicos (como o Tecnosinos e Tecnopuc), incubadoras (como a Hub-IT da Feevale) e hubs privados.

  • Geolocalização: Permite identificar a força de cada região (como o ecossistema de Canoas ou do Vale do Sinos) através dos programas do Inova RS.

2. Conexão e Matchmaking

A Rede RS Startup facilita o encontro de oportunidades:

  • Conexão com Grandes Empresas: Aproxima as dores de inovação das indústrias tradicionais das soluções criadas pelas startups gaúchas.

  • Acesso a Mentores e Especialistas: Base de dados de profissionais que auxiliam no desenvolvimento de modelos de negócio e escalabilidade.

3. Editais e Fomento (Oportunidades em 2026)

A SICT utiliza a rede para divulgar e gerir programas de incentivo financeiro:

  • Educação e Talento: Editais voltados para a formação de capital humano em tecnologia (essencial para suprir a demanda dos hubs regionais).

  • Internacionalização: Apoio para startups que desejam participar de missões internacionais ou eventos globais como o South Summit.

  • Resiliência e Reconstrução: Em 2026, há um foco especial em editais que financiam soluções voltadas à sustentabilidade, prevenção de desastres e infraestrutura resiliente.

4. Integração com o Inova RS

A rede é a ferramenta operacional do programa Inova RS, que divide o estado em 8 regiões estratégicas. Ela garante que a inovação não fique restrita à capital, impulsionando polos como:

  • Metropolitana e Delta do Jacuí: Fortalecimento de Canoas e Porto Alegre.

  • Vales: Foco na transformação da indústria calçadista e metalmecânica (Novo Hamburgo e São Leopoldo).

  • Sul: Impulsionando hubs como o Rampa em Pelotas.

5. Benefícios de Estar na Rede

  • Selo RS Startup: Validação institucional que facilita a participação em chamadas públicas e rodadas de investimento.

  • Dados Estratégicos: Acesso a relatórios sobre o comportamento do ecossistema, tendências de mercado e lacunas tecnológicas no estado.

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