Tulio Cerviño, CEO da Trackfy. Foto: divulgação
Documento reúne avaliação de especialistas que traçam perspectivas para os principais eixos tecnológicos do mercado.
A Trackfy, empresa brasileira que desenvolve soluções de IoT e data analytics aplicadas à otimização de processos industriais, é um dos destaques do Report Inovação 2026, publicação anual do Cubo Itaú, maior centro de empreendedorismo tecnológico da América Latina.
O relatório apresenta as 25 lideranças do ecossistema de inovação em setores como indústria, logística, jurídico, saúde, mídia e tecnologia, oferecendo um panorama abrangente sobre os movimentos tecnológicos que devem moldar o mercado nos próximos anos.
O reconhecimento reflete os resultados operacionais que a companhia vem alcançando. Recentemente, a Trackfy uniu-se à multinacional WakeCap, movimento que ampliou significativamente a vertical industrial global da companhia, tendo, agora, atuação em sete países e participação em projetos que somam mais de US$ 150 bilhões em valor agregado. A empresa também consolidou cases expressivos em operações industriais de grande porte, com reduções de até 40% nos incidentes de segurança em áreas monitoradas e ganhos médios de produtividade de 20% em rotinas de manutenção e operação.
“Com a tecnologia aplicada diretamente ao chão de fábrica, a produtividade média chegou a 67%, com retorno sobre o investimento de até 50 vezes o capital empregado, enquanto as organizações avançaram de forma consistente em indicadores de segurança e na experiência dos trabalhadores”, afirma Tulio Cerviño, CEO da Trackfy.
No Report Inovação 2026, especificamente no capítulo dedicado à Indústria (página 38), o executivo analisa as transformações em curso no setor industrial. Para ele, o destaque está na convergência entre inteligência artificial e Internet das Coisas (AIoT), movimento que amplia de forma decisiva o papel da automação e da inteligência operacional nas fábricas. “O verdadeiro diferencial está em integrar diferentes nós e fontes de dados em uma central digital, onde as informações se conectam, se comunicam e se retroalimentam continuamente”, diz, permitindo decisões mais rápidas, precisas e orientadas por dados ao longo de toda a operação industrial.
Outro ponto relevante abordado na publicação é o avanço das redes 5G e a evolução para 6G e 10G, que prometem ampliar a capacidade de transmissão e viabilizar aplicações críticas com menor necessidade de infraestrutura física.
“A mudança aponta para um novo estágio da conectividade industrial, mais leve e acessível, inclusive em ambientes remotos ou de alta complexidade operacional. O avanço impulsiona a adoção de soluções de IoT mais eficientes e alinhadas às necessidades reais da indústria”, observa Cerviño.