Sistema FIERGS destaca transição energética como vetor de competitividade no South Summit

Sistema FIERGS destaca transição energética como vetor de competitividade no South Summit

Potencial do acordo Mercosul-União Europeia também foi tema de painel da federação no segundo dia de evento. Foto: Lucas Machado, Sistema FIERGS, Divulgação

O Sistema FIERGS apontou a transição energética, a inovação e a desburocratização como fatores centrais para ampliar a competitividade do Rio Grande do Sul, durante participação nesta quinta-feira (26) no segundo dia do South Summit Brazil 2026, realizado no Cais Mauá, em Porto Alegre. Os potenciais do acordo comercial Mercosul – União Europeia também foram abordados pela Federação.

No painel “Transição Energética: Impulsionando um futuro industrial centrado no ser humano”, o diretor do Sistema FIERGS Diogo Bier destacou a relevância do tema. “Não é apenas uma questão ambiental. A transição é essencial para que possamos ser competitivos”, afirmou. Segundo ele, 70% da indústria de transformação gaúcha já utiliza fontes renováveis, mas ainda falta visão estratégica para transformar esse diferencial em vantagem de mercado. “Vivemos em um mundo globalizado. Não basta apenas utilizar essas fontes, é preciso saber como usá-las a nosso favor”, disse.

Bier também ressaltou a atuação da FIERGS, por meio do Senai-RS, no aumento da produtividade das empresas, inclusive na área energética, com iniciativas como o programa Brasil Mais Produtivo. “Precisamos ter esse direcionamento para o desenvolvimento, até porque 85% das indústrias gaúchas têm até 20 colaboradores. É necessário estimular a compreensão de que a transição nos processos produtivos precisa ser acelerada e acessível. É isso que promovemos enquanto instituição”, afirmou.

Entre os desafios, apontou a falta de políticas públicas de incentivo ao setor e os entraves do chamado custo Brasil. “Temos uma matriz energética limpa e iniciativas sustentáveis, como no setor de alumínio e aço. Ainda assim, perdemos competitividade por causa do custo Brasil. Precisamos desburocratizar e, com isso, avançar no mercado de carbono”, avaliou.

O diretor também destacou a necessidade de renovação do parque fabril das empresas, cuja idade média é de 14 anos, além do melhor aproveitamento dos parques tecnológicos disponíveis no Estado. Também participaram do painel o CEO da Prospera Tecnologia, Marcelo Freitas, e o advogado Felipe Saraiva Russowsky.

No painel “Cidades em transformação: inovação e liderança municipal no setor público”, mediado por Diogo Bier, o foco esteve na importância da inovação e da desburocratização para tornar a gestão pública mais eficiente. “É nos municípios que os problemas precisam ser resolvidos e onde a população cobra resultados. A riqueza do estado nasce nas cidades. Por isso, é fundamental usar a inovação para reduzir burocracias, simplificar processos e melhorar a qualidade de vida”, afirmou.

Diogo Bier também destacou o excesso de normas e de legislação no país. “O Brasil é um dos países com maior volume de legislação no mundo, com cerca de 700 milhões de leis, normas e projetos em tramitação”, disse.

O presidente da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, Sergio Peres, também participou do debate. “Toda tecnologia deve ser orientada e controlada por pessoas comprometidas em resolver problemas reais”, pontuou. 

ACORDO MERCOSUL-UNIÃO EUROPEIA

Encerrando o segundo dia do evento, o Sistema FIERGS promoveu o painel “Competir globalmente: como o acordo Mercosul–União Europeia redefine inovação e indústria no RS”, reunindo o o diretor do Sistema FIERGS Aderbal Lima, o economista-chefe do Sistema FIERGS, Giovani Baggio, e a especialista em comércio exterior do Sistema FIERGS, Thaísa Lunelli Rodrigues, com mediação do gerente de Relações Internacionais e Comércio Exterior do Sistema FIERGS, Luciano D’Andrea.

Os painelistas destacaram que o acordo, que deve entrar em vigor a partir de 1º de maio, pode gerar até 30 mil empregos, atrair novos investimentos europeus e eliminar cerca de 91% das tarifas, além de ir além da redução tarifária ao ampliar a integração tecnológica e a segurança jurídica para pesquisa e desenvolvimento. Também foram ressaltadas as oportunidades para startups exportarem serviços e acessarem fundos europeus de inovação, reforçando o potencial do acordo para impulsionar a competitividade do Rio Grande do Sul.

De acordo com estimativas elaboradas pela Unidade de Estudos Econômicos da FIERGS, projeta-se que, ao longo dos próximos 15 anos, as exportações industriais gaúchas para a União Europeia possam se expandir em aproximadamente US$ 801,3 milhões. No plano macroeconômico, o efeito agregado desse choque positivo de demanda externa resultaria em um acréscimo aproximado de 4,6% (R$ 31 bilhões) no PIB do Rio Grande do Sul no horizonte de 15 anos.

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