Neste episódio do podcast Performa Q. Pod, os anfitriões Léo Tristão e Samir Carã recebem Renata Marques, CIO da Natura América Latina, eleita uma das 10 principais CIOs pela Forbes Brasil. A conversa aborda inovação, liderança, o uso de IA na floresta amazônica e os ensinamentos de seu livro “Quem disse que não é para mim?”.
Aqui estão os destaques principais:
1. O Livro: “Quem disse que não é para mim?”
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Mentoria Escalável: Renata escreveu o livro para compartilhar aprendizados de sua jornada como executiva, mãe e avó, transformando os “nãos” recebidos em alavancas de crescimento [01:52].
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Vulnerabilidade: O livro aborda tanto acertos quanto erros, servindo como uma mentoria inspiracional para líderes de qualquer área, especialmente mulheres em tecnologia [06:11].
2. Novas Competências na Era da IA
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Curiosidade e Humildade: Em um mundo onde a tecnologia muda rapidamente, a curiosidade é a competência número um. Renata afirma que hoje “ninguém é guru, todo mundo é guri”, reforçando a necessidade de aprendizado contínuo [08:12].
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Obsessão pelo Problema: Lideranças devem focar em resolver problemas de negócio, e não apenas na tecnologia pela tecnologia [10:22].
3. Sustentabilidade e Tecnologia na Amazônia
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Regeneração: Na Natura, a tecnologia começa na floresta. Um exemplo é o mapeamento de 60.000 hectares de bioativos na Amazônia usando drones e IA, reduzindo um trabalho que levaria 20 anos para apenas 6 meses [15:07].
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Impacto Social: Projetos de conectividade (em parceria com a Vivo) levaram internet para 1.700 famílias de comunidades extrativistas, permitindo que elas sincronizem dados de colheita e se digitalizem [16:12].
4. Implementação de IA e o “Iceberg”
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Estrutura de Dados: Renata compara a IA à ponta de um iceberg. Para ela funcionar, 80% do trabalho está “embaixo d’água”: governança, segurança e organização de dados (Data Lake) [19:10].
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Estratégia Natura: Baseia-se em quatro pilares:
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Data Expansion: Expansão organizada dos dados.
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Data Care: Governança e segurança.
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Data for All: Letramento de dados para toda a organização.
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Nature AI: Criação de agentes inteligentes (como a “Maia”) e uso massivo de ferramentas como o Google Gemini [19:51].
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5. Inovação e Cultura Organizacional
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Ambiente para Errar: É preciso separar áreas de “continuidade de negócio” (onde erros são críticos, como no SAP ou emissão de notas) de áreas de inovação e teste de hipóteses [11:44].
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Inovação Federada: A inovação deve ser responsabilidade da empresa inteira, não apenas de um departamento isolado na “garagem” [30:24].
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Mensuração: Na Natura, projetos de Analytics e IA retornam, em média, R$ 5 para cada R$ 1 investido [39:43].