Hoje, 19 de fevereiro de 2026, acontece o segundo dia do IndiaAI Impact Summit 2026, reforçando algo que já está claro: Inteligência Artificial deixou de ser apenas tecnologia e virou infraestrutura estratégica, tema de soberania e questão geopolítica.
Especialistas destacam que a Índia e Brasil buscam se posicionar como ponte entre economias avançadas e o Sul Global, defendendo uma IA escalável, inclusiva e com impacto real em políticas públicas.
Mas o debate vai além da inovação. Governos estão cada vez mais preocupados com a centralização da IA nas mãos de poucas Big Techs. Quando modelos fundacionais concentram dados, poder computacional e distribuição, surge um risco estrutural: dependência tecnológica e influência indireta sobre narrativas, decisões e políticas.
Tecnicamente, o ponto sensível é o viés no treinamento dos modelos. Viés pode ser introduzido na curadoria de dados, no processo de rotulagem, no fine-tuning ou nas camadas de políticas que moldam as respostas. Isso pode favorecer determinadas perspectivas culturais, políticas ou econômicas, muitas vezes de forma sutil.
E quando modelos passam a mediar educação, pesquisa, mídia, serviços públicos e decisões corporativas, esse viés deixa de ser apenas técnico e passa a ter impacto geopolítico, transformando a IA em poder. E quem controla os modelos controla, em parte, a infraestrutura cognitiva do mundo digital.
Por isso, a vortice.ai defende a ética, transparência, mitigação de vieses e soberania digital como pré-requisitos estratégicos para todos.
*Por Giovanni La Porta. Foto: divulgação
Framework Digital Group Co-Founder | Deep Reflection Researcher | vortice.ai CEO | UPLifz CTO | Artificial Intelligence | R&D | MarTech | SLM | LLM