Após um dia intenso de debates e com recorde de público, o Fórum da Liberdade encerrou sua primeira parte nesta quinta-feira (9). No final da tarde, o Instituto de Estudos Empresariais (IEE), organizador do Fórum, confirmou o número de 7 mil inscritos, um recorde histórico nos 39 anos de existência do evento. Nesta sexta-feira (10), o evento prossegue a programação no Centro de Eventos da PUCRS, em Porto Alegre. Foto: Vini Dalla Rosa
O painel dos presidenciáveis foi um dos momentos mais concorridos do Fórum, com plateia lotada. Conduzido pelo presidente do IEE, Tiago Carpenedo, o encontro reuniu o ex-ministro Aldo Rebelo, o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema e o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado.
Um dos temas mais quentes do painel foi a segurança. Caiado reforçou que “não tem Estado Democrático de Direito sem segurança”. Ele garantiu que, se eleito, encaminharia a definição de grupo terrorista para facções criminosas. “Tem que se combater com competência. Hoje, bandido não se cria em Goiás”, declarou.
Em sua fala, Zema lembrou de El Salvador, país da América Central que reduziu drasticamente os homicídios. “Em El Salvador, foi feito algo muito simples: manter bandido atrás das grades. Aqui, mata-se mais do que em todas as guerras. São 40 mil famílias traumatizadas todo ano, um custo social altíssimo e um custo previdenciário gigantesco”, detalhou.
Rebelo, por sua vez, disse que a questão da segurança pública virou uma questão de segurança nacional. “É preciso uma lei de exceção para o crime organizado”, defendeu.
Última atração do dia, o ex-ministro da Economia Paulo Guedes, observou o auditório lotado e comentou sobre o avanço dos ideais liberais no país. “A gente vinha aqui (no Fórum da Liberdade) e tinha 50, cem pessoas. Depois já eram 500 pessoas. Agora, milhares. Hoje, no Brasil, somos milhões de liberais democratas”, afirmou.
Segundo Guedes, o Brasil é vítima de um modelo econômico equivocado, e defende desregulamentações e o protagonismo da iniciativa privada para mudar esse cenário. A riqueza do país e sua população trabalhadora são ferramentas para tanto. Mais olhares sobre essas características do país, as qualidades e defeitos do brasileiro serão debatidas nesta sexta-feira, último dia do Fórum da Liberdade.
Confira a programação desta sexta-feira (9):
9h-10h30min
Sujeito a reformas?
Ana Carla Abrão – economista e diretora-presidente da Open Finance
Cláudio Feoli – Coronel da reserva e ex-Comandante-Geral da Brigada Militar (RS)
Diogo Costa – cientista político e presidente da Foundation for Economic Education (FEE)
10h30min-12h
Quem quer, dá um jeito
Alcione Albanesi – empresária e filantropa, fundadora da ONG Amigos do Bem
Chieko Aoki – fundadora e presidente da Blue Tree Hotels
Morongo – fundador e proprietário da Mormaii
13h30min-15h
Eleições 2026: o jeito que elege
Caio Coppolla – comentarista político e apresentador do Boletim Coppolla
Lucas de Aragão – cientista político e sócio da Arko Advice
Mauricio Moura – doutor em Economia e fundador do Instituto de Pesquisa IDEIA
15h-15h15min
Lançamento da 30ª edição do livro da série “Pensamentos Liberais”
15h15min-16h45min
Jeito ou jeitinho?
Felipe Miranda – economista e fundador da Empiricus
Leandro Narloch – escritor e jornalista
Ysani Kalapalo – ativista indígena e criadora de conteúdo
16h45min-18h15min
O mundo perdeu o jeito?
Adam Howard – diretor da Churchill Society International, historiador e ex-diretor do Escritório do Historiador no Departamento de Estado dos EUA
Denis Lerrer Rosenfield – filósofo, professor e articulista
Pedro Urruchurtu – Cientista e ativista político venezuelano
18h15min-19h
Presidenciáveis: qual o jeito para o Brasil?
Flávio Bolsonaro – senador
19h-19h45min
A liberdade é o jeito
Deirdre McCloskey – economista e professora emérita na University of Illinois (EUA)
O Brasil tem jeito
O tema do evento deste ano é uma proposta de reflexão sobre o “tem jeito”: a convicção de que o Brasil pode dar certo e o conjunto de características que formam o jeito de ser brasileiro. Ao mesmo tempo em que o povo brasileiro apresenta muitas virtudes – é trabalhador, criativo, resiliente e capaz de transformar escassez em solução –, também é preciso reconhecer seus vícios – personalista, patrimonialista, corporativista, entre outros “istas”, que podem ser condensados no “jeitinho brasileiro” de fazer as coisas.
Entre virtudes que nos impulsionam e vícios que nos desviam, o Fórum da Liberdade 2026 propõe uma reflexão sobre as raízes culturais do Brasil, os desafios que mantêm o país aquém do seu potencial e as oportunidades para converter nossa energia em prosperidade real. O título que norteia o evento não se restringe a quem somos, e sim qual Brasil queremos ser e qual é, de fato, o jeito para que o Brasil dê certo.
Sobre o IEE
O IEE é uma instituição civil sem fins lucrativos ou compromissos político-partidários, fundada em Porto Alegre em 1984 e que organiza o Fórum da Liberdade anualmente. O Instituto tem como objetivo incentivar e preparar novas lideranças, com base nos conceitos de livre iniciativa e liberdades individuais. Uma das principais atribuições do IEE é a formação de lideranças com capacidade empreendedora. Nesse sentido, estimula o debate e a troca de experiências entre os seus associados para que desempenhem suas funções na sociedade de forma ética e planejada, com persistência e motivação para conquista do sucesso em suas áreas de atuação.