Os eventos do setor fintech evoluíram de simples encontros para verdadeiros laboratórios de inovação, onde tecnologia e negócios se combinam para redesenhar o futuro financeiro. Funcionando como pontos de convergência entre startups, investidores, grandes instituições e especialistas, esses ambientes fomentam networking, troca de ideias e parcerias estratégicas.
De acordo com Vanessa Chiarelli Schabbel, diretora-executiva da Bop Comunicação Integrada — agência especializada em eventos corporativos e proprietários, incluindo o universo das fintechs —, em um mercado de transformação acelerada, o grande desafio é criar experiências que unam conteúdo relevante, dinamismo e tecnologia. “Eventos que conseguem unir profundidade, criatividade e inovação deixam de ser agendas corporativas e passam a ser plataformas de posicionamento. É isso que diferencia marcas que apenas acompanham tendências daquelas que realmente as criam”, destaca.
Essa força é evidente em encontros como o Febraban Tech 2025, considerado o maior evento do país em tecnologia e inovação financeira. A edição deste ano registrou 58 mil visitas e 30 mil participantes únicos, consolidando-o como um dos principais hubs de inovação da América Latina. Iniciativas como Expert XP e Fintech Trends também reforçam o papel desses espaços ao democratizar debates sobre tecnologias emergentes e gerar oportunidades reais de negócios.
As marcas do mercado financeiro têm intensificado seus investimentos em estandes e eventos proprietários como parte de estratégias que buscam mais presença e relacionamento. Esses ambientes deixaram de ser expositivos e passaram a funcionar como extensões vivas das empresas, onde ativações imersivas, demonstrações assistidas por IA, hubs de conteúdo ao vivo e dinâmicas gamificadas tornam soluções complexas — como blockchain, tokenização e modelos de risco — mais compreensíveis e atrativas para o público.
“Tanto os estandes quanto os eventos proprietários no universo fintech são plataformas estratégicas que ampliam o posicionamento das marcas, conectam players e aproximam startups, investidores e reguladores. Eles ganharam protagonismo porque permitem experiências imersivas, demonstrações inteligentes e conteúdos que tornam tecnologias avançadas mais acessíveis. A cenografia e o design de experiência são decisivos nesse processo: traduzem propósito, criam ambientes de relacionamento qualificado e impulsionam novos negócios”, afirma Vanessa.
As tendências destacadas em 2025 reforçam esse movimento, com inteligência artificial, criptoativos e segurança cibernética ganhando ainda mais espaço. “As tendências apresentadas este ano mostram que IA, blockchain e segurança digital deixaram de ser temas de futuro e passaram a ser pilares estruturais do setor.
Para as marcas, compreender esse cenário é fundamental para aprimorar a participação nos próximos eventos, criando experiências que traduzam essas inovações de forma prática e impactante. Quando conseguimos incorporar essas tecnologias na jornada — das ativações aos conteúdos — ampliamos o valor entregue ao mercado”, completa.
A especialista compartilha um “checklist” para o sucesso de fintechs que desejam promover ou participar de eventos do segmento:
1 – Demonstre a aplicação real da tecnologia financeira
“Em vez de apresentações conceituais, use cases de open finance, gestão de dados e compliance automatizado. Simulações interativas com dados reais ajudam o visitante a entender o impacto prático da solução”, indica.
2 – Use a cenografia para traduzir tecnologia em confiança
“No setor financeiro, confiança é o maior ativo. A cenografia deve reforçar a credibilidade, com visual limpo, integração de telas em tempo real e fluxos que conduzam o visitante da descoberta à demonstração. É uma ferramenta de narrativa, não apenas estética”, direciona.
3 – Ofereça conteúdo guiado por dados e regulação
“Painéis sobre LGPD, open finance e segurança digital estão entre os mais procurados. Usar conteúdo técnico, com linguagem acessível e especialistas do mercado e fortalecer o posicionamento de autoridade da fintech”, destaca.
4 – Aposte em data tracking para mensurar interações e gerar leads qualificados
“Eventos fintechs geram muitos dados. Use QR codes, formulários interativos e sistemas de análises para entender o perfil dos visitantes, rastrear interesses e planejar o pós-evento com base em comportamento”, orienta.
5 – Crie espaços de networking guiado entre startups, bancos e investidores
“As melhores conexões não acontecem por acaso. Ferramentas de matchmaking, agendas pré-agendadas e lounges de interação ajudam a transformar o evento em um hub de negócios real e a marca em facilitadora dessas conexões”, explica.
6 – Estenda a experiência digitalmente após o evento
“O pós-evento é parte da estratégia. Plataformas online com conteúdos sob demanda, newsletters segmentadas e convites personalizados para follow-ups mantêm viva a relação e aumentam a conversão em parcerias ou vendas “, finaliza.
A Bop Comunicação Integrada já atuou na produção de eventos e execução de projetos proprietários para fintechs como PicPay, Ebury, Bex, SRM e Uinvex.
Sobre a Bop Comunicação Integrada: Fundada em 2020, é uma agência especializada em eventos corporativos e proprietários, sendo a idealizadora do Oasis Connection, que visa transformar o setor de eventos no Brasil por meio de inovação, autenticidade e conexões genuínas. Liderada por Vanessa Chiarelli Schabbel, a Bop tem mais de 15 anos de atuação em eventos, com soluções abrangentes em Concepção, Diagnóstico e Planejamento, Produção de Eventos, Employer Branding, Branding e Marketing Digital. Acumula quatro Prêmios Caio, nas Categorias Congressos Nacionais (2022) e Eventos de Incentivo (2023), e já realizou eventos de grandes marcas como Cyrela, Elopar, SulAmérica, Bexs, entre outras.