Centro de Treinamento Paraolímpico Brasileiro terá equipamento que combate o mosquito da dengue

Centro de Treinamento Paraolímpico Brasileiro, em São Paulo, terá equipamento que combate o mosquito da dengue

A Indústria Elétrica Marangoni Maretti e o Centro de Treinamento Paraolímpico Brasileiro, localizado no bairro de Vila Guarani, em São Paulo (SP), próximo à Rodovia dos Imigrantes, que liga a capital ao litoral paulista, firmaram uma parceria para instalação de cinco equipamentos Mosqitter até meados de abril. Dotado de tecnologia inteligente, o aparelho é capaz de reduzir em até 93% as picadas de pernilongos em humanos sem uso de químicos, além de combater de maneira eficaz o mosquito Aedes aegypti, causador da dengue e de outras enfermidades. Foto: Gil Silva, Mosqitter/divulgação.

“O Mosqitter vai ficar no centro paraolímpico até meados de abril e vai comprovar o que alguns estudos já apresentaram. Eficiência e eficácia, especialmente em áreas de até 50 metros, quando não há obstáculos pela frente, como paredes, vasos, entre outros”, afirma Pedro Moreira, responsável pela Mosqitter no Brasil. Estudos demonstram que o equipamento cria zonas livres desses insetos, sendo capaz de atraí-los em até 50 metros de distância do aparelho.

“Nós, do Hotel do Centro de Treinamento Paraolímpico Brasileiro, enfrentávamos grandes dificuldades com a questão dos pernilongos, por estarmos próximos a uma área de mata auxiliar. Notávamos uma grande incidência desses insetos nas áreas comuns e nos quartos do hotel e, por isso, topamos realizar um teste com o uso do equipamento Mosqitter. Após 15 dias da instalação, notamos uma diminuição significativa dos insetos com o uso do equipamento. Por ora, podemos considerar o teste um sucesso. Temos a intenção de evoluir com essa solução para que se torne um método definitivo de controle desses insetos dentro do Hotel do Centro de Treinamento Paraolímpico”, conta Lívia Gobbis, supervisora de hotelaria.

O Mosqitter já está instalado em restaurantes, hotéis boutique, condomínios e clubes pelo Brasil, além de escolas e hospitais, como por exemplo no Hotel Rosewood, Tangará, Mercure Accor, Clube Sírio-Libanês, Clube Paulistano, entre outros. Baseado apenas em tecnologia eletrônica, o equipamento foi desenvolvido por uma startup ucraniana, sendo fabricado e distribuído no Brasil pela Indústria Elétrica Marangoni Maretti, sediada em Mogi Mirim (SP). “O Mosqitter não gera resíduos e tampouco oferece riscos à saúde”, afirma Moreira.

Fundada na década de 40 do século passado, a Indústria Marangoni tem grande experiência nos segmentos de energia, infraestrutura e metalmecânico. Oferece soluções consolidadas para transformadores elétricos e segurança viária. Com toda essa expertise, a empresa passou a fabricar o Mosqitter no País, que conta com um sistema tecnológico patenteado formado por multicomponentes de atração.

A aposta, portanto, no Mosqitter visa impulsionar a tecnologia em uma empresa sólida que oferece garantia e suporte técnico no Brasil. Até 2025, a empresa entregou ao redor de 300 equipamentos, o que lhe proporcionou um faturamento próximo de R$ 2 milhões. E a meta é ter pelo menos 1.000 equipamentos no mercado nos próximos dois anos.

“Acreditamos que esta é uma solução que fará a diferença no Brasil, tanto pela redução do uso de inseticidas e, principalmente, na promoção da saúde, ao evitar a transmissão de doenças como a dengue, que tem causado filas em hospitais em todo o Brasil, além do risco de casos graves que podem levar à morte. Nosso compromisso é promover um meio ambiente equilibrado e seguro”, afirma Ricardo Marangoni Brandão Bueno, CEO da Indústria Elétrica Marangoni Maretti.

Funcionamento

Mas, afinal, como a máquina funciona? Por meio de cinco formas de atração controladas e otimizadas por um software patenteado, dentre as quais pequenas quantidades de CO2 e um feromônio sintético, o equipamento consegue despertar a atenção das fêmeas – as únicas que picam os humanos. Com uso contínuo, com o Mosqitter ligado 24h por dia, a ideia é retirar quantidade de fêmeas daquele ambiente, interrompendo ciclo de reprodução e obrigando machos a migrar dali por escassez de potenciais companheiras.

Experimentos com o Mosqitter foram realizados pelo Grupo de Pesquisa em Imunoparasitologia da Universidade do Sul de Santa Catarina (IMPAR – UNISUL) entre dezembro de 2022 e junho de 2023. Inicialmente um teste em condições controladas de laboratório, simulando um ambiente fechado com temperatura, vento e umidade controlados. Por outro lado, também ocorreram testes em ambiente aberto, com as variáveis naturais e outros insetos presentes.

Segundo Josiane Prophiro, Coordenadora do Grupo de Pesquisa, os resultados foram muito impressionantes. “De maneira geral o equipamento tem uma eficácia bastante evidente. De todos os equipamentos já analisados, esse é o que mais imita as características do corpo humano, com temperatura de 37 graus, além do diferencial de emitir o feromônio sintético. Então isso faz com que seja recomendado para ambientes externos”, enfatiza Josiane.

Aqui entra também uma questão de saúde, que extrapola o aspecto do bem-estar para clientes e funcionários. Afinal, o Mosqitter tem eficácia no combate de insetos como o aedes aegypt, anopheles e culex ­– vetores de doenças como dengue, Zika, Chikungunya e febre amarela. Segundo a Organização Mundial da Saúde, mais da metade da população do planeta corre o risco de contrair essas doenças. Segundo Josiane Prophiro, seu uso em hospitais e escolas poderia melhorar muito o combate a essas moléstias.

A principal técnica de controle usada hoje ainda é a termonebulização, como são chamados os ‘fumacês’, porém são soluções caras, químicas e antiecológicas porque matam outros animais além de pernilongos, além de demandarem fechamento dos estabelecimentos por alguns dias.

O aspecto da segurança tanto para os seres humanos quanto para o meio ambiente é outro diferencial e resultado de métodos de controle não tóxicos, como armadilhas físicas em vez de pesticidas químicos. Assim se reduz o risco de exposição a substâncias nocivas e se evita danos colaterais a espécies não-alvo, como insetos benéficos e animais de estimação.

As tecnologias ambientais de baixo impacto utilizadas foram projetadas levando em consideração os melhores princípios de sustentabilidade. Além disso, a Mosqitter foi construída para minimizar o desperdício e a necessidade de troca frequente, proporcionando um equipamento com alta durabilidade e longo ciclo de vida.

A máquina é capaz de coletar dados e poderá no futuro fornecer análises detalhadas das populações de mosquitos em uma determinada área. Essas informações podem ser valiosas para planejar e implementar estratégias de controle direcionadas mais eficazes. Ou seja, o equipamento vai além do simples controle de mosquitos, contribuindo para o entendimento e manejo inteligente desses insetos.

Desta forma, as empresas que utilizam o Mosqitter podem colaborar com comunidades locais, autoridades de saúde pública e organizações de conservação ambiental. É um trabalho em conjunto para desenvolver abordagens sustentáveis e eficazes para o controle dos mosquitos, promovendo a conscientização sobre a prevenção de doenças transmitidas por esses insetos e protegendo o ecossistema local.

SOBRE A MOSQITTER

Elaborado a partir de uma solução criada por uma startup ucraniana, hoje sediada nos Estados Unidos, o Mosqitter é um equipamento que se propõe a revolucionar o combate a mosquitos e pernilongos de maneira inovadora e ecologicamente correta. Fabricado e distribuído no Brasil pela Indústria Elétrica Marangoni Maretti, empresa brasileira com experiência nos segmentos de energia, infraestrutura e metal-mecânico, fundada na década de 40 na cidade de Mogi-Mirim, interior de São Paulo. Além de oferecer soluções para transformadores elétricos e segurança viária, a Marangoni Maretti acredita na promoção da saúde como elemento transformador da sociedade e por isso trabalha para impulsionar o uso deste equipamento em todo o Brasil e América Latina.

Imprensa – Kyvo PR
Maurício Capela – capela@kyvo.com.br
(11) 9.9215-4207

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