Abertura oficial do Fórum da Liberdade homenageia Luciano Hang e André Marsiglia 

Abertura oficial do Fórum da Liberdade homenageia Luciano Hang e André Marsiglia 

Advogado, professor, articulista e fundador da Lexum, André Marsiglia. Fotos: Vini Dalla Rosa

Evento é organizado pelo Instituto de Estudos Empresariais

A 39ª edição do Fórum da Liberdade começou na manhã desta quinta-feira (9) no Centro de Eventos da PUCRS, em Porto Alegre. O painel de abertura foi realizado no final da tarde com a entrega dos prêmios Libertas, para o empresário Luciano Hang (proprietário da Havan), e Liberdade de Imprensa, para o advogado, professor, articulista e fundador da Lexum, André Marsiglia.

A solenidade de premiação contou com apresentação da Orquestra Jovem do Theatro São Pedro. Em sua fala, o presidente do Instituto de Estudos Empresarias, Tiago Carpenedo, anunciou que o evento chegou a mais de 7 mil inscritos, recorde de público em relação às edições anteriores. “Vocês fazem a liberdade ser mais forte, vocês fazem o Fórum ser mais forte”, destacou aos participantes.

O prêmio Liberdade de Imprensa homenageia indivíduos dedicados ao desenvolvimento do pensamento crítico e à defesa e valorização da liberdade de imprensa. Nesta edição, o escolhido foi o advogado, professor, articulista e fundador da Lexum, André Marsiglia. “A minha liberdade não está resumida a nada, e não pode estar. Ela deve ser ampla o suficiente para não ter significado nenhum”, afirmou Marsiglia em seu discurso. Ele ainda completou: “A palavra não é perigo, não é arma, não é golpe de Estado. Se ela te ofender, você é o problema.”

Em seguida, Luciano Hang recebeu o prêmio Libertas, dedicado àqueles que, por sua atuação, contribuem para a valorização da liberdade, do empreendedorismo e da livre iniciativa. A fala de agradecimento do homenageado destacou as atuais dificuldades dos empresários no país. “O Brasil é o país mais inóspito do mundo para fazer negócios”. Hang exibiu um vídeo que mostrava um foguete dos Estados Unidos em comparação a um fogo de artifício no Brasil e trouxe a diferença entre os dois países. “Existe uma frase que diz: o abismo entre nós e eles é eterno. Como nós podemos aceitar isso? Se eles têm 500 anos e nós também? É porque enquanto eles estudam ciência, tecnologia e matemática, nós estamos estudando filosofia e sociologia”, completou.

Pela manhã, no painel inaugural do evento, os humoristas e roteiristas Cláudio Manoel e Renato Albani, ao lado do criador de conteúdo e ator Paulo Souza, analisaram os limites da liberdade de expressão no Brasil a partir do humor. Com humor, mas também muita seriedade, o trio abordou a situação atual do país no campo em que atuam. O painel discutiu até onde vai a liberdade de atuação no tema, quais os limites legítimos e o impacto no debate público e na cultura no país.

A seguir, Cristhiano Faé, CEO do Instituto B55; Guilherme Benchimol, fundador e chairman da XP; e Marcos Boschetti, cofundador e CEO da Nelogica, debateram sobre os caminhos para o sucesso no Brasil a partir da experiência deles como grandes empreendedores. Os três falaram sobre o que funcionou em suas trajetórias, os aprendizados e como transformar obstáculos em alavancas de crescimento.

À tarde, o professor de Economia na Universidad de Buenos Aires e Conselheiro Acadêmico da Fundação Liberdad y Progresso, Martin Krause, falou sobre o lançamento do índice de liberdade educacional na América Latina. Após, o painel com Juan Carlos Arruda, cientista político e CEO do Ranking dos Políticos, e Júlia Tavares, Gerente de Negócios da Apex Partners, trouxe a análise do grau de alinhamento entre eleitores e políticos, levantando provocações sobre a representatividade do pensamento brasileiro no Congresso.

Depois, o ex-presidente da Bolívia, Tuto Quiroga, comparou países da América Latina a partir de suas trajetórias recentes e analisou se estão retrocedendo ou evoluindo em questões de liberdade. Antes do painel de abertura oficial, Fernando Schüler, cientista político, professor e articulista, junto com Luiz Felipe Pondé, filósofo, escritor e professor, e Jorge Caldeira, historiador, sociólogo e professor, realizou uma reflexão sobre a formação do Brasil e identidade nacional. Eles abordaram quais pontos positivos e negativos marcam o nosso modo de ser e como isso influencia em como o país se organiza e se enxerga.

Empresário Luciano Hang (proprietário da Havan)

Confira a programação do Fórum da Liberdade 2026 nesta sexta-feira*:

9h-10h30min
Sujeito a reformas?
Ana Carla Abrão – economista e diretora-presidente da Open Finance
Cláudio Feoli – Coronel da reserva e ex-Comandante-Geral da Brigada Militar (RS)
Diogo Costa – cientista político e presidente da Foundation for Economic Education (FEE)

10h30min-12h
Quem quer, dá um jeito
Alcione Albanesi – empresária e filantropa, fundadora da ONG Amigos do Bem
Chieko Aoki – fundadora e presidente da Blue Tree Hotels
Morongo – fundador e proprietário da Mormaii

13h30min-15h
Eleições 2026: o jeito que elege
Caio Coppolla – comentarista político e apresentador do Boletim Coppolla
Lucas de Aragão – cientista político e sócio da Arko Advice
Mauricio Moura – doutor em Economia e fundador do Instituto de Pesquisa IDEIA

15h-15h15min
Lançamento da 30ª edição do livro da série “Pensamentos Liberais”

15h15min-16h45min
Jeito ou jeitinho?
Felipe Miranda – economista e fundador da Empiricus
Leandro Narloch – escritor e jornalista
Ysani Kalapalo – ativista indígena e criadora de conteúdo

16h45min-18h15min
O mundo perdeu o jeito?
Adam Howard – diretor da Churchill Society International, historiador e ex-diretor do Escritório do Historiador no Departamento de Estado dos EUA
Denis Lerrer Rosenfield – filósofo, professor e articulista
Pedro Urruchurtu – Cientista e ativista político venezuelano

18h15min-19h
Presidenciáveis: qual o jeito para o Brasil?
Flávio Bolsonaro – senador

19h-19h45min
A liberdade é o jeito
Deirdre McCloskey – economista e professora emérita na University of Illinois (EUA)

O Brasil tem jeito

O tema do evento deste ano é uma proposta de reflexão sobre o “tem jeito”: a convicção de que o Brasil pode dar certo e o conjunto de características que formam o jeito de ser brasileiro. Ao mesmo tempo em que o povo brasileiro apresenta muitas virtudes – é trabalhador, criativo, resiliente e capaz de transformar escassez em solução –, também é preciso reconhecer seus vícios – personalista, patrimonialista, corporativista, entre outros “istas”, que podem ser condensados no “jeitinho brasileiro” de fazer as coisas.

Entre virtudes que nos impulsionam e vícios que nos desviam, o Fórum da Liberdade 2026 propõe uma reflexão sobre as raízes culturais do Brasil, os desafios que mantêm o país aquém do seu potencial e as oportunidades para converter nossa energia em prosperidade real. O título que norteia o evento não se restringe a quem somos, e sim qual Brasil queremos ser e qual é, de fato, o jeito para que o Brasil dê certo.

Sobre o IEE

O IEE é uma instituição civil sem fins lucrativos ou compromissos político-partidários, fundada em Porto Alegre em 1984 e que organiza o Fórum da Liberdade anualmente. O Instituto tem como objetivo incentivar e preparar novas lideranças, com base nos conceitos de livre iniciativa e liberdades individuais. Uma das principais atribuições do IEE é a formação de lideranças com capacidade empreendedora. Nesse sentido, estimula o debate e a troca de experiências entre os seus associados para que desempenhem suas funções na sociedade de forma ética e planejada, com persistência e motivação para conquista do sucesso em suas áreas de atuação.

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