O Pavilhão da Agricultura Familiar abriu suas portas durante a 49ª Expointer, realizada entre os dias 29 de agosto e 6 de setembro de 2026 no Parque Estadual de Exposições Assis Brasil, em Esteio, com a participação de 509 expositores oriundos de 216 municípios do Rio Grande do Sul. A estrutura reúne 400 agroindústrias familiares, 74 estandes de artesanato, 28 empreendimentos de plantas, mudas e flores, além de sete cozinhas comerciais e do espaço Cozinha Show. A operação do pavilhão durante os nove dias de evento estima a criação de mais de 1,5 mil postos de trabalho diretos e indiretos, consolidando o espaço como um dos principais vetores de comercialização, inclusão produtiva e agregação de valor para o meio rural gaúcho.
A composição dos expositores reflete avanços na sucessão familiar e no protagonismo feminino no campo. Do total de empreendimentos presentes, 265 são liderados por jovens e 179 são comandados por mulheres. A diversidade cultural e a sustentabilidade também ganham espaço, com a participação de oito expositores indígenas e três quilombolas no setor de artesanato, além de 69 propriedades que possuem certificação orgânica auditada para os seus produtos.
A gestão do pavilhão, articulada pela Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR) do Governo do Estado do Rio Grande do Sul, busca evidenciar como o processamento artesanal e o enquadramento sanitário adequado permitem elevar a rentabilidade das famílias agrícolas.
Agregação de valor e expansão da infraestrutura operacional do pavilhão
A variedade de itens comercializados engloba embutidos, queijos, laticínios, panificados, doces, mel, pescados, derivados da cana-de-açúcar, vinhos, cachaças, sucos, erva-mate, grãos e cervejas artesanais. A amplitude de preços praticados no espaço decorre diretamente do nível de processamento e das características singulares das matérias-primas utilizadas pelas agroindústrias.
Para comportar a demanda de público e expositores inscritos, a estrutura do pavilhão recebeu melhorias logísticas e de conforto, incluindo a instalação de um mezanino para ampliação da área de circulação e permanência. As adequações abrangem ainda o reforço em equipamentos de refrigeração industrial para a conservação de alimentos, ventiladores com aspersores de água, pontos de descanso e estações para carregamento de dispositivos móveis, cumprindo as exigências sanitárias do Estado.
Os números consolidados da estrutura e o perfil dos participantes do espaço estão dispostos a seguir:
Expositores Totais e Representatividade: 509 empreendimentos provenientes de 216 municípios gaúchos.
Divisão por Segmentos: 400 agroindústrias familiares, 74 artesanais, 28 de floricultura/mudas e sete cozinhas.
Perfil de Liderança: 265 jovens e 179 mulheres no comando dos negócios rurais.
Certificações e Inclusão: 69 produtores orgânicos e 11 expositores de origens indígenas e quilombolas.
Impacto Econômico: Estimativa de geração de mais de 1,5 mil empregos temporários e cadastramento de mais de 4,1 mil agroindústrias no Programa Estadual de Agroindústria Familiar (Peaf).
A modernização física do espaço garante a padronização dos processos de comercialização e o cumprimento rigoroso das normas de vigilância sanitária.
Concurso técnico amplia categorias e incentiva a padronização da qualidade
A programação do espaço inclui a realização do 14º Concurso de Produtos da Agricultura Familiar, que em 2026 expandiu sua atuação para 22 categorias distintas. A inclusão de novas modalidades atende às demandas operacionais apresentadas pelos próprios produtores rurais ao longo das últimas safras.
A avaliação técnica abrange novos segmentos como melado batido, doce cremoso de figo, erva-mate, queijo autoral e queijo artesanal serrano. Os jurados concedem premiações aos três primeiros colocados de cada categoria e disponibilizam relatórios de avaliação detalhados a todos os concorrentes, apontando parâmetros para o aprimoramento contínuo dos processos produtivos e embalagens.
A tabela abaixo resume os principais dados e a estrutura de funcionamento do pavilhão na feira agrícola:
| Parâmetro de Desempenho | Dados e Indicadores Operacionais | Impacto Econômico e Social |
| Total de Expositores | 509 empreendimentos | Cobertura de 216 municípios do Rio Grande do Sul |
| Geração de Empregos | Mais de 1,5 mil postos de trabalho | Renda direta para famílias produtoras durante a feira |
| Capacitação e Qualidade | 22 categorias no 14º Concurso de Produtos | Indução de melhorias contínuas em processos e embalagens |
| Base de Cadastramento | Mais de 4,1 mil agroindústrias no Peaf | Fortalecimento da política pública de formalização rural |
A análise técnica prestada durante o certame orienta os pequenos produtores na busca por certificações de origem e selos de inspeção sanitária.
Funcionamento e atendimento ao público na feira
O Pavilhão da Agricultura Familiar integra a rota de visitação do Parque Assis Brasil ao longo de toda a programação da exposição agropecuária.
Evento: 28º Pavilhão da Agricultura Familiar na 49ª Expointer.
Período: 29 de agosto a 6 de setembro de 2026.
Horário: Acompanha o funcionamento geral dos portões do parque.
Local: Parque Estadual de Exposições Assis Brasil, Esteio (RS).
Gestão: Secretaria de Desenvolvimento Rural do Estado do Rio Grande do Sul.
A comercialização direta aos consumidores finais permite o escoamento da produção e a prospecção de novos contratos de fornecimento para redes varejistas.
Análise Brasil Inovador
Os números apresentados pelo Pavilhão da Agricultura Familiar na Expointer 2026 demonstram que a inovação no agronegócio não está restrita à alta tecnologia do grande maquinário, mas abrange também a sofisticação dos processos de agregação de valor na pequena propriedade. A transição da produção primária para o processamento agroindustrial formalizado, respaldada por certificações orgânicas e padrões sanitários rigorosos, converte a agricultura familiar em um motor de desenvolvimento regional altamente resiliente.
A médio e longo prazo, o fortalecimento de marcas autorais, a sucessão promovida por jovens empreendedores e o acesso direto ao mercado consumidor garantem a sustentabilidade socioeconômica do interior gaúcho, posicionando a produção artesanal de alta qualidade como um ativo estratégico para a segurança alimentar e a diversificação da matriz econômica do estado.








