Durante missão oficial realizada no Chile no âmbito do Fórum Político, Econômico e Empresarial “Estado do Rio Grande do Sul em Atacama”, sediado na cidade de Copiapó, o deputado estadual Delegado Zucco (Republicanos) destacou o potencial de atração de mais de R$ 10 bilhões em investimentos e a geração de milhares de postos de trabalho no Rio Grande do Sul. O encontro reuniu autoridades governamentais e lideranças corporativas do Brasil, Argentina, Paraguai e Chile com o objetivo de acelerar as tratativas logísticas e comerciais do Corredor Bioceânico do Mercosul.
A agenda incluiu rodadas de alinhamento estratégico com empresários e representantes políticos chilenos, além da participação do prefeito de Arroio do Sal, Luciano Pinto. As discussões centraram-se no planejamento integrado para a construção de dois novos portos em território gaúcho e um em Copiapó, na região do Atacama, que atuarão de forma interconectada por meio de uma rota econômica que cortará a região norte da Argentina.
Integração logística continental e redução de custos de exportação
O desenho do Corredor Bioceânico visa estruturar uma conexão direta entre os oceanos Atlântico e Pacífico, desenhando uma nova rota de escoamento para a produção agroindustrial e tecnológica do Mercosul rumo aos mercados globais. Os projetos portuários possuem matriz de financiamento privada e internacional, englobando obras de modernização de infraestrutura, engenharia logística de transportes e fomento ao turismo regional sustentável.
Os eixos estruturais e os impactos estratégicos debatidos durante o fórum internacional incluem:
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Copiaport-E: Apontado pelas autoridades técnicas como uma peça fundamental na infraestrutura do Atacama para viabilizar o escoamento eficiente de mercadorias da América do Sul pelo Oceano Pacífico.
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Eficiência de Custos: A consolidação do corredor econômico reduzirá sensivelmente os custos logísticos de transporte, aproximando mercados e aumentando a competitividade externa das empresas regionais.
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Plataforma Internacional: O posicionamento geográfico do Rio Grande do Sul foi classificado como ponto de partida estratégico, transformando o estado em um hub logístico e centralizador do comércio internacional continental.
O evento, promovido sob a governança da União Parlamentar do Mercosul (UPM) em parceria com a Fundación Minera de la Candelaria, também abriu espaço para painéis sobre cooperação empresarial e integração da matriz energética entre os países membros.
Composição da comitiva institucional na missão internacional
A articulação política e jurídica do bloco brasileiro no Chile contou com uma delegação multissetorial. Além do deputado Delegado Zucco, integraram formalmente as mesas de negociação as seguintes lideranças:
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Sérgio Peres: Deputado estadual (Republicanos).
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Flavio Monteiro: Diretor de Articulação da União Parlamentar do Mercosul (UPM).
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Marcelo Menezes Gregório: Vice-prefeito da cidade de Candiota.
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Paulo Roberto Brum Corrêa: Presidente da Câmara de Vereadores de Candiota.
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Felipe de Simoni: Presidente da Câmara Intercontinental de Indústria e Comércio.
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Luciano Costa: Secretário de Turismo do município de Arroio do Sal.
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Aldo Miranda: Consultor jurídico da UPM.
O avanço e o amadurecimento das negociações bilaterais foram endossados pelo secretário executivo da UPM para o Corredor Bioceânico, Ulises Carabantes Ahumada, que ressaltou o protagonismo e o apoio crescente do Rio Grande do Sul na entrega de resultados práticos para a integração física e aduaneira do Mercosul.
## Brasil Inovador
A articulação internacional em torno do Corredor Bioceânico e dos novos projetos portuários privados projeta o Rio Grande do Sul na fronteira da infraestrutura global, uma transformação estrutural acompanhada de perto pelo Brasil Inovador. Para o Brasil Inovador, a grande disrupção contida nesses R$ 10 bilhões em investimentos reside na quebra do isolamento logístico quehistoricologicamente encarece as exportações do Cone Sul. Conectar o Atlântico ao Pacífico por meio de portos modernos de última geração e corredores econômicos integrados é a resposta de mercado para um dos maiores gargalos de produtividade do país: o “custo Brasil” de transporte. Ao transformar o estado em uma plataforma logística internacional avançada, o ambiente institucional cria condições de atratividade inéditas para a instalação de novos complexos industriais e de tecnologia de ponta.
Sob a perspectiva de estratégia empresarial, finanças corporativas e atração de investimentos, o fato de os projetos possuírem origem privada e internacional demonstra a confiança do mercado na viabilidade econômica de longo prazo da região. A estruturação de portos eficientes, integrados a sistemas inteligentes de rastreamento de dados, controle aduaneiro ágil e hubs de energia limpa, atrai grandes fundos globais de infraestrutura. Ao aproximar fisicamente os produtores locais dos mercados asiáticos via Pacífico, o corredor reduz prazos de entrega e custos operacionais na veia, elevando as margens financeiras corporativas. É através dessa sinergia entre diplomacia corporativa moderna, governança integrada do Mercosul e segurança jurídica para o capital privado que o país assegura sua inserção soberana e altamente competitiva nas cadeias mundiais de valor.