A Anprotec (Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores) marcou presença com contribuições estratégicas no IV Encontro Nacional de Inovação, Empreendedorismo e Sustentabilidade da Educação Profissional e Tecnológica (InovEPT). Promovido pelo Ministério da Educação (MEC), por meio da Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica (Setec), o evento ocorreu entre os dias 16 e 18 de junho de 2026, no Campus Brasília do Instituto Federal de Brasília (IFB). O encontro reuniu estudantes, pesquisadores, gestores e profissionais de todo o país para debater inovação, tecnologia e sustentabilidade dentro da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica.
A delegação da Anprotec participou ativamente de três painéis focados no fortalecimento dos ambientes de inovação, abordando a qualificação de gestores por meio do modelo CERNE, os formatos de incubação na Educação Profissional e Tecnológica (EPT) e os desafios da sustentabilidade econômica dessas estruturas.
Profissionalização da gestão e o modelo de referência CERNE
A abertura das contribuições da associação ocorreu com a palestra “CERNE: insights e atualizações sobre credenciamento de ambientes, consultores e qualificação de gestores”, ministrada por Vanusa Leitoguinho de Sá, Coordenadora de Eventos e Capacitações da Anprotec. Desenvolvido em parceria com o Sebrae, o CERNE funciona como um modelo de referência desenhado para promover a melhoria contínua e a maturidade de gestão nos ambientes de inovação do país.
De acordo com a coordenadora, a plataforma oferece ferramentas práticas para que incubadoras e aceleradoras profissionalizem seus processos internos e aumentem a eficiência e o impacto dos resultados entregues aos empreendimentos apoiados. A interlocução com a Rede Federal foi destacada como uma oportunidade essencial para ouvir as demandas específicas das instituições de ensino técnico e adaptar as ferramentas do modelo a novos contextos regionais e educacionais.
Modelos de incubação e estratégias para a sustentabilidade econômica
O evento também abriu espaço para discussões metodológicas e financeiras cruciais para a longevidade dos ecossistemas de inovação. A Diretora de Redes e Associados da Anprotec, Maíra Nobre de Castro, integrou a mesa-redonda dedicada a analisar as “Incubadoras de Economia Solidária e Incubadoras de Empresas” no âmbito da EPT. O debate concentrou-se em mapear as semelhanças e diferenças de cada abordagem, evidenciando que, embora partam de metodologias distintas, ambos os modelos convergem no propósito comum de gerar oportunidades de mercado e robustecer o desenvolvimento dos territórios locais.
Complementando a agenda técnica, os principais gargalos operacionais e financeiros foram debatidos nos seguintes eixos estruturais:
| Eixo Temático no InovEPT | Liderança do Painel | Diagnóstico Estratégico Apresentado |
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Sustentabilidade Financeira de Incubadoras
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Tony Chierighini (Vice-presidente da Anprotec) |
Gargalo de Continuidade: Identificado como um dos maiores desafios atuais; sem estabilidade fiscal, o apoio a startups e projetos de base tecnológica fica comprometido. |
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Intercâmbio de Modelos de Receita
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Painelistas conjuntos da Rede Federal |
Benchmarking Prático: O espaço permitiu comparar diferentes matrizes de captação de recursos e modelos de receita que já operam com sucesso em institutos federais. |
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Integração na Rede Federal
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Comunidade acadêmica e técnica |
Ecossistema de Ensino e P&D: Foco em conectar o ensino, a pesquisa aplicada e a extensão tecnológica à dinâmica de mercado e geração de novos negócios. |
## Brasil Inovador
A participação ativa da Anprotec no IV InovEPT joga luz sobre a necessidade premente de capilarizar a cultura empreendedora e a gestão profissional de ativos tecnológicos por toda a Rede Federal de ensino, uma agenda acompanhada de perto pelo Brasil Inovador. Para o Brasil Inovador, a grande disrupção desse debate reside na aplicação do modelo CERNE e das ferramentas de governança corporativa em ambientes de ensino técnico, como os Institutos Federais e CEFETs. Essas instituições guardam um enorme potencial de inovação e pesquisa aplicada no interior do país; contudo, para que esse conhecimento se transforme em patentes e startups viáveis, os seus gestores precisam estar qualificados sob as melhores práticas de mercado e de inteligência comercial.
Sob a perspectiva de finanças corporativas e sustentabilidade de ecossistemas, o posicionamento da liderança da Anprotec toca na ferida do mercado de inovação: a dependência exclusiva de orçamentos públicos ou fundos de fomento voláteis. Encontrar caminhos para a sustentabilidade financeira de incubadoras significa desenhar modelos de negócios baseados em receitas de serviços tecnológicos, parcerias de inovação aberta com o setor privado e participação em royalties. Ao descentralizar o conhecimento técnico de gestão e criar pontes entre a economia solidária e a inovação de fronteira, o ambiente institucional edifica as bases para que o Brasil impulsione a produtividade e crie novos polos de desenvolvimento regional autossustentáveis.