Paraná celebra uma década de Separtec e anuncia aporte de R$ 25 mi para ambientes de inovação

Paraná celebra uma década de Separtec e anuncia aporte de R$ 25 milhões para ambientes de inovação

O ecossistema de alta tecnologia e empreendedorismo da Região Sul do país formalizou um novo marco de expansão e governança pública. A Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores (Anprotec), representada por seu vice-presidente, Tony Chierighini, participou da solenidade virtual em comemoração aos dez anos do Sistema Estadual de Ambientes Promotores de Inovação do Paraná (Separtec). O evento, promovido pela Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Paraná (Seti), reuniu lideranças dos setores acadêmico, corporativo e governamental para celebrar os resultados históricos do estado e chancelar o lançamento do Programa Arandu, edital de fomento que injetará R$ 25 milhões na infraestrutura tecnológica paranaense.

A consolidação das políticas públicas estaduais reflete-se diretamente nos índices macroeconômicos de competitividade. De acordo com o Índice Brasil de Inovação e Desenvolvimento (IBID), organizado pelo INPI (Instituto Nacional da Propriedade Industrial), o Paraná registrou o maior salto em inovação da última década entre os estados brasileiros, ascendendo para a terceira posição no ranking das economias mais inovadoras do país.

Programa Arandu injetará capital semente em 489 ambientes credenciados

O novo mecanismo de fomento financeiro, batizado com o termo guarani que significa “sabedoria”, tem publicação oficial prevista para o bimestre de junho e julho de 2026. O edital foi desenhado estrategicamente para descentralizar os recursos de apoio à inovação e atenderá a rede de 489 ambientes tecnológicos credenciados pelo Separtec, distribuídos por 64 municípios paranaenses. A meta do governo estadual é selecionar e financiar aproximadamente 100 projetos estruturantes em todas as regiões geográficas do estado.

As propostas contempladas receberão aportes que variam de R$ 50 mil a R$ 1 milhão por projeto, a depender do nível de maturidade e da tipologia do ambiente de inovação beneficiado:

  • Espaços Maker e Incubadoras: Foco em subsidiar a operação inicial, infraestrutura de prototipagem e modelagem de novos negócios de base tecnológica.

  • Aceleradoras e Parques Tecnológicos: Direcionamento de recursos de grande porte para a expansão de infraestruturas laboratoriais complexas e programas de atração de capital de risco.

Articulação nacional, geração de patentes e internacionalização de negócios

A cooperação contínua entre o Separtec e a Anprotec ganhou tração significativa nos últimos anos, culminando com a realização da Conferência Anprotec de 2025 na cidade de Foz do Iguaçu, sob a articulação direta de José Maurino Martins, coordenador de Relações Institucionais do sistema paranaense. Para o secretário da Seti, Aldo Nelson Bona, e para as lideranças do setor — que contou ainda com painel de Flávia Siqueira Fiorin, diretora do Tecnopuc da PUCRS —, os novos aportes financeiros são finalísticos. O objetivo central do edital reside em traduzir o conhecimento científico gerado nas universidades em valor socioeconômico real, priorizando métricas rigorosas de eficiência, como a criação de empregos qualificados de alta performance, o registro de novas patentes internacionais e o suporte para a internacionalização de startups locais.

Brasil Inovador

A trajetória de dez anos do Separtec e o anúncio do Programa Arandu em maio de 2026 consolidam o Paraná como um exemplo de política de Estado continuada para o desenvolvimento tecnológico, uma dinâmica acompanhada com exclusividade pelo Brasil Inovador. Para o Brasil Inovador, a grande vanguarda do modelo paranaense não reside apenas no montante financeiro anunciado, mas na capilaridade do sistema, que consegue conectar e auditar 489 ambientes em mais de 60 municípios.

Sob a perspectiva de finanças corporativas, governança e competitividade, estruturar editais que variam de R$ 50 mil a R$ 1 milhão permite calibrar o fomento público exatamente de acordo com a maturidade e a capacidade de entrega de cada ecossistema local. Ao amarrar a liberação de capital a indicadores de alta produtividade — como geração de empregos qualificados e depósitos de patentes —, o estado mitiga o risco de pulverização de recursos e constrói uma matriz econômica robusta, de alto valor agregado e plenamente capacitada para atrair investimentos privados globais e impulsionar a Indústria 4.0 no país.

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