Grupo Gera traz modelo integrado que conecta formação médica e atendimento clínico em reprodução assistida

Sistema organiza ensino, prática e laboratório em fluxo progressivo, acompanhando médicos e pacientes ao longo de toda a jornada reprodutiva

A reprodução assistida é uma das especialidades que mais crescem no Brasil e uma das que mais sofre com a distância entre quem forma, quem trata e quem a faz. O Grupo Gera, ecossistema integrado de fertilidade sediado em São Paulo, foi estruturado para fechar esse ciclo, reunindo formação médica, acesso a tratamentos, atendimento clínico e suporte laboratorial em um sistema integrado, progressivo e sem sobreposição entre as partes.

A estrutura reúne quatro frentes complementares: o Instituto Gera, o Projeto Girassol, a Clínica Gera e o LabFIV, cada uma com função específica. A origem do Grupo Gera está diretamente ligada à história da medicina reprodutiva no Brasil. Em 1984, durante sua residência em ginecologia e obstetrícia, o médico Joji Ueno acompanhou o nascimento do primeiro bebê de proveta no país, liderado pelo Dr. Milton Nakamura, um evento que redirecionaria sua carreira de forma definitiva. Profundamente influenciado também pelo Dr. Nilson Donadio, pioneiro e professor de Reprodução Humana na Santa Casa de São Paulo, Ueno dedicou os anos seguintes a dominar cada dimensão da especialidade.

Entre 1989 e 1990, viajou aos Estados Unidos para se aperfeiçoar em técnicas laboratoriais de fertilização in vitro, estudando com o Dr. Paulo Serafini e na Eastern Virginia Medical School em Norfolk, Virgínia um dos serviços pioneiros em FIV nos EUA. De volta ao Brasil, liderou a parte laboratorial do primeiro caso bem-sucedido de FIV em um hospital público brasileiro, realizado no Hospital das Clínicas da USP em 1991. Essa experiência acumulada ao longo de quatro décadas é o alicerce sobre o qual o modelo do Grupo Gera foi estruturado.

O contexto que justifica o modelo

A reprodução assistida é uma das especialidades médicas de maior crescimento no Brasil. A demanda por tratamentos de fertilidade cresce de forma consistente, impulsionada pelo adiamento da maternidade e paternidade, pelo aumento do diagnóstico de infertilidade e pela maior acessibilidade das técnicas. Ao mesmo tempo, o setor enfrenta gargalos estruturais: escassez de especialistas bem formados, concentração do acesso nos estratos de maior renda e desconexão entre os ambientes de ensino e de prática clínica.

“A fertilidade ainda é tratada como privilégio no Brasil. Parte do que nos move é mudar essa equação, garantir que mais pessoas tenham acesso a tratamentos de qualidade, independentemente de onde entram nessa jornada”, afirma Ueno, médico fundador do grupo.

É nesse cenário que o modelo do Grupo Gera ganha relevância. Ao integrar formação, acesso e atendimento em um único ecossistema, o grupo responde simultaneamente à demanda por mais especialistas qualificados e por maior capilaridade no acesso aos tratamentos sem abrir mão do padrão técnico que a especialidade exige.

Organização por etapas

A lógica do modelo é de progressão sem sobreposição. Cada frente atua em um território claro, com função definida e complementar às demais.

O Instituto Gera concentra a formação e a capacitação técnica de médicos e embriologistas. Com foco em excelência técnica e científica, oferece cursos e capacitações estruturados para integrar conhecimento teórico e prática clínica, formando os profissionais que movimentam todo o ecossistema.

O Projeto Girassol opera como etapa intermediária: com maior volume de casos e ambiente supervisionado de prática clínica, atende pacientes com menor custo ao mesmo tempo em que desenvolve profissionais em condições reais. É a ponte entre a formação do Instituto e o atendimento de maior complexidade e o principal mecanismo do grupo para ampliar o acesso à fertilidade no Brasil.

A Clínica Gera recebe os casos de maior complexidade, com foco no atendimento individualizado, na construção de valor e em um padrão elevado de cuidado. É onde a experiência acumulada no ecossistema se traduz em atendimento premium, com atenção à relação médico-paciente e à sustentação de resultados ao longo do tempo.

Fluxo contínuo

Médicos percorrem diferentes níveis de formação e prática dentro do próprio ecossistema. Pacientes entram em diferentes pontos da jornada, de acordo com o perfil e a complexidade do caso, sem que o acesso dependa de um único ponto de entrada.

“A reprodução assistida exige que formação, prática e laboratório funcionem juntos, não em paralelo. O modelo do Grupo Gera foi estruturado para garantir essa continuidade, para o médico que está se formando e para o paciente que está buscando tratamento”, completa Ueno.

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