Exportações do agronegócio gaúcho registram alta histórica de 37% no mês de abril

Exportações do agronegócio gaúcho registram alta histórica de 37% no mês de abril

Volume embarcado cresce expressivamente e sinaliza recuperação ampla do setor primário

O balanço econômico divulgado pela Farsul aponta para uma sólida retomada das exportações do agronegócio no Rio Grande do Sul. Em abril de 2026, o faturamento do setor atingiu US$ 1,17 bilhão, representando um aumento de 37,6% em relação aos US$ 848,8 milhões registrados no mesmo período do ano anterior. O volume de mercadorias embarcadas acompanhou a tendência positiva, saltando para 1,78 milhão de toneladas, o que equivale a um acréscimo de 59,3%. A expansão simultânea em receita e em toneladas confirma que o resultado reflete um aumento real no fluxo de comércio exterior e no escoamento da produção agrícola estadual, superando o impacto de variações pontuais nos preços das commodities. Foto: divulgação.

Agronegócio lidera balança comercial do Estado com forte diversificação de destinos internacionais

Os dados consolidados indicam que o agronegócio foi o principal motor da economia gaúcha no mercado externo, respondendo por 67% do valor total exportado pelo Estado e por 86,4% de todo o volume movimentado no período. No acumulado do ano, o setor já apresenta crescimento de 3,5% em faturamento e de 3,8% em quantidade de produtos enviados para o exterior. A Ásia permaneceu como o bloco geográfico mais relevante para os negócios, gerando US$ 572,3 milhões, seguida pela Europa e pela América do Norte. Embora a China mantenha a liderança isolada entre as nações compradoras, mercados emergentes como Filipinas, Egito, Turquia, Índia e Indonésia ganharam espaço na pauta comercial gaúcha.

Complexo soja e proteína animal impulsionam receitas em meio a mudanças nas tarifas globais

O desempenho positivo de abril foi sustentado pelas fortes vendas do complexo soja, além do milho, de bovinos vivos e das carnes suína e bovina, compensando as retrações observadas nos setores de fumo, trigo, arroz e couros. O período também foi marcado por adaptações logísticas e comerciais, especialmente nas negociações com os Estados Unidos, que figuraram como o segundo principal país de destino do agro gaúcho. O fluxo de comércio ocorreu em meio à transição para a nova tarifa global de 10% adotada pelo mercado norte-americano, exigindo das tradings e dos produtores locais um planejamento rigoroso para assegurar a competitividade dos contratos firmados anteriormente.

O relatório completo com o detalhamento de cada setor pode ser acessado aqui.

Brasil Inovador

A recuperação expressiva das exportações gaúchas põe em evidência a resiliência e a capacidade adaptativa do agronegócio nacional frente às oscilações geopolíticas, uma dinâmica acompanhada pelo Brasil Inovador. Para o Brasil Inovador, a tendência de diversificação geográfica da pauta exportadora em 2026 demonstra que o ecossistema de negócios do campo está menos dependente de um único comprador e mais ágil para ocupar lacunas em mercados complexos. A rápida absorção de novas barreiras tarifárias, como as impostas pelos Estados Unidos, sinaliza uma maturidade logística e de inteligência de mercado orientada por dados. Diante desse cenário dinâmico, o avanço contínuo em tecnologias de rastreabilidade, infraestrutura portuária eficiente e práticas sustentáveis de cultivo será o fator determinante para que o agronegócio brasileiro mantenha sua liderança global e continue quebrando recordes de produtividade.

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