Impacto da Lei Gaúcha de Inovação nas cidades pauta painel na Gramado Summit

Impacto da Lei Gaúcha de Inovação nas cidades pauta painel na Gramado Summit

Evento debateu o papel do marco legal na promoção da inovação e no fortalecimento dos ecossistemas municipais

Painel na Gramado Summit debate lei de inovação – Foto: Édson Coltz/Ascom Sict

Por Édson Coltz/Ascom Sict

O impacto da Lei Gaúcha de Inovação no desenvolvimento das chamadas cidades inteligentes foi tema de painel realizado na tarde desta quinta-feira (7), na Arena de Conteúdos RS, palco do governo gaúcho na Gramado Summit. O marco legal estabelece diretrizes para estimular a inovação e a cooperação entre os setores público e privado. Correalizado pelo Estado, o evento, que começou quarta-feira (6), segue até sexta (8), no Serra Park, em Gramado.

O debate contou com a participação do coordenador do programa Lab PIÁ RS, da Secretaria de Inovação, Ciência e Tecnologia (Sict), Marcelo Flores; do analista jurídico da Sict Alexandre Petry; e do procurador do Estado e coordenador setorial da PGE na Sict, Luiz Fernando Krieger.

Durante o painel, os participantes destacaram que a legislação é um instrumento estratégico para impulsionar o desenvolvimento de cidades inteligentes, ao criar um ambiente mais favorável à implementação de soluções inovadoras e à articulação entre diferentes atores do ecossistema.

Promulgada em 2021, a Lei Gaúcha de Inovação colocou o Rio Grande do Sul entre os primeiros estados brasileiros a contar com uma legislação específica para o setor, em consonância com a Constituição Federal. “É uma política de Estado, e não de governo. Ao implementar um regramento local, a cidade passa a atrair investimentos e desenvolve iniciativas que transformam a realidade social das comunidades, pois influencia tanto aspectos tecnológicos quanto da rotina do cidadão, como os serviços públicos, além de contemplar as características locais”, resumiu Flores.

Krieger esclareceu que o marco legal estabelece diretrizes para a cooperação entre os setores público e privado, estimula a inovação em empresas e instituições de ciência e tecnologia e simplifica procedimentos para a gestão de projetos, com foco no controle por resultados. “Quando idealizamos o projeto de lei, consideramos que a inovação, a ciência e a tecnologia integram uma norma constitucional de estratégia de desenvolvimento econômico, social e sustentável do nosso país. Ou seja, é um dever do gestor público implementar uma legislação nesse sentido”, ressaltou.

Smart cities

As cidades inteligentes, ou smart cities, são cidades que conseguem alinhar o desenvolvimento tecnológico com o progresso social e ambiental, por meio de inovações digitais e disruptivas. “Se queremos lidar com os problemas novos, não podemos repetir soluções do passado. Inovar é repensar e aprender com os erros. Em minha ótica, a Lei de Inovação permite que pensemos o futuro com um arcabouço mais moderno, que permite progredir”, comentou Petry.

Por se tratar de uma competência comum entre União, estados e municípios, a discussão sobre políticas de inovação precisa avançar no âmbito municipal. Nesse sentido, a Sict também incentiva a disseminação do marco legal nos municípios, com o objetivo de fortalecer ambientes de inovação, atrair e manter startups, acelerar processos inovadores e promover a pesquisa científica em todo o Estado.

COMPARTILHE:

PÁGINAS RELACIONADAS:

Privacy Overview

This website uses cookies so that we can provide you with the best user experience possible. Cookie information is stored in your browser and performs functions such as recognising you when you return to our website and helping our team to understand which sections of the website you find most interesting and useful.