72% das empresas já priorizam IA nas estratégias de negócios, aponta análise da Boyden

72% das empresas já priorizam IA nas estratégias de negócios, aponta análise da Boyden

Chad Hesters, Presidente e CEO Global da Boyden. Foto: divulgação

Relatórios da AESC, do World Economic Forum e de estudos globais de gestão indicam que transformação digital, novos modelos de negócio e expansão estratégica estão impulsionando a demanda por executivos com forte capacidade de adaptação e fluência tecnológica

A inteligência artificial e a transformação digital têm impactado um novo perfil das lideranças corporativas em todo o mundo. Segundo análises recentes do mercado global de talentos, 72% das organizações já consideram a inteligência artificial uma prioridade para suas estratégias de negócios, conforme estudos recentes de liderança e transformação digital publicados por consultorias globais e centros de pesquisa do setor, ampliando bastante a demanda por executivos capazes de integrar tecnologia, estratégia e governança.

Esse movimento altera as prioridades de contratação de executivos no Brasil e no exterior. Estudos recentes sobre liderança e gestão de talentos apontam que empresas buscam cada vez mais executivos capazes de conduzir transformações digitais, crescimento estratégico e mudanças organizacionais complexas.

De acordo com o relatório “Executive Talent 2025 – What’s Now, New and Next in Leadership”, da Association of Executive Search and Leadership Consultants (AESC), quase um terço dos líderes empresariais globais espera ampliar o uso de consultorias de executive search até 2025, refletindo a crescente complexidade na identificação de líderes estratégicos.

Essas transformações refletem tendências globais observadas pela Boyden, consultoria internacional especializada em liderança, pioneira em executive search e que completa 80 anos em 2026. Com presença em mais de 75 escritórios em mais de 45 países, a empresa atua apoiando organizações na identificação e desenvolvimento de líderes capazes de conduzir crescimento sustentável em contextos de alta complexidade.

A demanda por executivos com capacidade de adaptação e fluência digital já havia sido identificada no estudo global da organização, intitulado “Exploring Adaptivity Through Strategy and Talent” e publicado em 2023. Desde então, a tendência se intensificou à medida que novas tecnologias e modelos de negócios continuam avançando com toda velocidade e mudando os mercados.

Dados atuais indicam que essa busca por novas lideranças está diretamente ligada à capacidade das organizações de reinventar seus próprios negócios. Entre os principais fatores que impulsionam a contratação de executivos estão:

  • necessidade de novas competências de liderança para ambientes digitais e orientados por dados;
  • expansão para novos mercados e linhas de negócio;
  • transformação dos modelos operacionais, com adoção acelerada de tecnologias como inteligência artificial.

Essa tendência também é destacada em análises do Future of Jobs Report, do World Economic Forum, apontando que a combinação entre tecnologias emergentes, automação e novos modelos organizacionais continuará redefinindo as competências exigidas de líderes e profissionais nos próximos anos.

Desenvolvimento de líderes internos ganha prioridade

Diante desse cenário, muitas empresas têm priorizado o desenvolvimento de talentos internos como forma de preparar a próxima geração de executivos. Entre as iniciativas mais adotadas pelas organizações estão:

  • avaliação estruturada de talentos internos
  • planejamento de sucessão executiva
  • programas de mentoria e desenvolvimento de liderança

Segundo o relatório Global Talent Trends, do LinkedIn, organizações com estratégias estruturadas de desenvolvimento e mobilidade interna apresentam maior capacidade de retenção de profissionais de alto desempenho.

Além disso, fatores intangíveis têm ganhado cada vez mais peso na decisão de executivos ao escolher onde trabalhar. Cultura organizacional, reputação da marca empregadora e clareza de propósito corporativo se consolidam como pilares importantes na atração e retenção de lideranças.

Estratégia, talento e tecnologia na mesma página

Para Chad Hesters, Presidente e CEO Global da Boyden, a interseção entre estratégia corporativa, tecnologia e liderança tornou-se um dos principais desafios para organizações em todo o mundo.

Ex-oficial de inteligência da Marinha dos Estados Unidos, Hesters destaca que conselhos de administração e executivos estão cada vez mais envolvidos em decisões relacionadas à gestão de talentos. “O foco em talento no nível de conselho reflete um engajamento cada vez maior dos boards nas operações e estratégias das organizações, à medida que empresas e líderes precisam se adaptar em tempo real”, afirma.

Ele completa: “as capacidades digitais e a estratégia empresarial estão profundamente interligadas, acelerando o ritmo das mudanças e reforçando a necessidade de fluência digital em todos os níveis da organização”.

No Brasil, a Boyden tem apoiado empresas familiares, organizações de médio porte e multinacionais na construção de estratégias de liderança alinhadas às transformações do mercado. Para isso, especialistas apontam que o planejamento estruturado de sucessão executiva se tornou um elemento crítico que ajuda a garantir continuidade e desenvolvimento de talentos internos.

Ao mesmo tempo, o fortalecimento do propósito corporativo e da cultura organizacional vem se consolidando como fator relevante na atração e retenção de executivos de alto impacto.

Sobre a Boyden

Fundada em 1946, a Boyden é uma das pioneiras globais em executive search e consultoria de liderança. Presente em mais de 45 países, a empresa opera sob o conceito de boutique global, combinando alcance internacional, profundo conhecimento local e atuação personalizada junto a conselhos, CEOs e acionistas.

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