Ataques com inteligência artificial já atingem um quarto das empresas e exigem preparo estratégico para proteger dados e reputação. Foto: divulgação
Criminosos combinam métodos tradicionais, como phishing, com ferramentas de IA, gerando mensagens personalizadas, clonando vozes de executivos e até criando deepfakes.
O Grupo Ivy, holding nacional com foco em soluções tecnológicas e especialista em cibersegurança, identificou que cerca de 25% dos ataques de engenharia social, tentativas de manipular pessoas para obter informações confidenciais ou acesso a sistemas, já utilizam inteligência artificial. Projeções internas indicam que esse número pode ultrapassar 60% até 2027, tornando essencial que empresas de setores como financeiro, saúde, varejo e infraestrutura crítica se preparem para proteger dados, reputação e clientes diante de ameaças cada vez mais sofisticadas.
Diferentemente de ataques que exploram falhas técnicas, a engenharia social explora a vulnerabilidade do fator humano, como a confiança, curiosidade ou medo de colaboradores e clientes para obter acesso a informações confidenciais ou sistemas críticos. De acordo com dados da Tech Republic, entre maio de 2024 e maio de 2025, 36% das intrusões cibernéticas foram originadas por táticas de engenharia social, superando malware e vulnerabilidades de software como o principal método de violação. Diferente de ataques puramente técnicos, criminosos combinam métodos tradicionais, como phishing, vishing, smishing, pretexting e baiting com ferramentas de IA, gerando mensagens personalizadas, clonando vozes de executivos e até criando deepfakes para enganar equipes e consumidores.
“Com a inteligência artificial, ataques se tornam mais rápidos, personalizados e difíceis de detectar. Não é mais apenas tecnologia, a segurança depende da conscientização de cada colaborador e da preparação da empresa como um todo”, afirma Felipe Testolini, vice-presidente do Grupo Ivy.
Essa é uma preocupação constante, segundo o Grupo Ivy que monitora continuamente esse cenário e oferece soluções como pentest social com uso de IA, treinamentos executivos e operacionais focados em ataques sofisticados, além de monitoramento em tempo real de tentativas de fraude. Segundo a empresa, investir em prevenção e conscientização não protege apenas dados e finanças, mas também fortalece a reputação e a confiança da marca no mercado.
À medida que a IA se populariza e se torna mais acessível, especialistas alertam que ataques de engenharia social se tornarão ainda mais sofisticados. O Grupo Ivy reforça que a confiança digital será, nos próximos anos, o maior ativo estratégico das organizações.
Sobre o Grupo Ivy
Fundado em 2009, o Grupo Ivy é uma holding nacional especializada em consultoria em Soluções Tecnológicas. Com atuação diversificada, a empresa se dedica ao Desenvolvimento de Sistemas, Produtos, Pesquisas e Marcas, além de oferecer soluções em Cibersegurança e Recursos Humanos. Seu portfólio de atividades é distribuído em quatro unidades de negócios distintas: Ivy Tech, Ivy Sec, Ivy Project e Ivy Worldwide. A companhia atende mais de 250 clientes, entre eles Caterpillar, Dock Tech e ABAI Group. A holding dispõe de equipes altamente especializadas em tecnologia, cujo objetivo é fortalecer a capacidade técnica e de gestão das empresas parceiras.