Porto Digital foca em atender startups na Europa

Porto Digital foca em atender startups na Europa

Porto Digital foca em atender startups na Europa Consagrado como um dos principais ecossistemas de inovação do País, o Porto Digital tem se voltado para o apoio às startups brasileiras que estão em busca da internacionalização. Nesse movimento, o grupo está levando o modelo de sucesso, iniciado no Recife há 23 anos, para outros mercados, começando pela Europa, onde já funciona o Porto Digital Europeu, instalado na cidade de Aveiro, em Portugal. A trajetória conta, ainda, com a conexão do grupo com hubs locais, instalados no Brasil, como o Instituto Caldeira, que, na última quinta-feira, firmou parceria com o Porto Digital.

“Estamos começando esse roadshow por aqui, em Porto Alegre, já fechamos parceria com Tecnopuc e Instituto Caldeira”, conta o superintendente de negócios e empreendedorismo do Porto Digital, Johnny Laranjeira. O trabalho que o Instituto Caldeira desenvolve no 4º Distrito se assemelha aos esforços que o Porto Digital fez em Recife, no início dos anos 2000, para revitalizar uma área urbana a partir do fomento aos negócios inovadores. Agora, as duas iniciativas se aproximam com uma visão mais abrangente de ecossistema. De acordo com Laranjeira, a troca entre os hubs nacionais é essencial para fortalecer o ambiente de inovação.

“A ideia é fazer parcerias com ecossistemas brasileiros, que também vislumbram a internacionalização dos seus projetos inovadores”, afirma. “Precisamos aumentar a troca localmente. Costumamos dizer que concorrência gera qualidade. Quanto mais a gente trocar e conhecer negócios que estejam começando ou fluindo aqui no Brasil, conseguimos entender também para onde o mercado está indo.” Com elogios à trajetória do Porto Digital, Pedro Valério, CEO do Instituto Caldeira, revela que, embora a parceria firmada na semana passada não esteja limitada à internacionalização, ela fortalece as ações que já são desenvolvidas nesse sentido.

“O Porto Digital fez um movimento muito interessante, que foi a abertura de um hub em Portugal”, contextualiza, acrescentando que o Instituto Caldeira planeja disponibilizar às startups uma plataforma de parceiros internacionais. “Recentemente assinamos parceria com o Uruguai Innovation Hub, temos parceria com o ecossistema do Canadá e com o ecossistema israelense. A gente viu no Porto Digital um parceiro brasileiro que está abrindo operação forte na Europa e que pode contribuir com startups que queiram abrir mercado lá.” Atualmente, o Porto Digital Europeu tem cinco empresas integradas ao seu hub, entre elas o CESAR (Centro de Estudos e Sistemas Avançados do Recife).

Laranjeira cita que o espaço foi oficializado em meados de 2023, contendo coworking, salas de reunião, treinamentos, entre outros recursos que retratam a expertise que o Porto Digital desenvolveu nos últimos 23 anos. Ao estender a atuação do grupo para Portugal, o hub consegue tanto auxiliar startups brasileiras que desejam entrar no mercado europeu quanto oferecer apoio às iniciativas que já estão atuando no mercado europeu, mas ainda enfrentam desafios para consolidar suas operações. O Porto Digital Europeu nasce com uma visão de internacionalização que não se limita a abertura de negócios em outros países. “A ideia é pegar todos os empreendedores e promover trocas.

A gente entende que são essas conexões que desenvolvem, geram e fortalecem negócios e queremos levar isso também para Portugal”, observa Laranjeira. A ideia é que o espaço receba startups que estão indo para lá e conecte-as com negócios que já estão atuando instalados no país.

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