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1º dia do Fórum Esfera 2024 apresenta desafios para crescimento sustentável

1º dia do Fórum Esfera 2024 apresenta desafios para crescimento sustentável

1º dia do Fórum Esfera 2024 apresenta desafios para crescimento sustentável

Ajustes na legislação para a reforma tributária, perspectivas para o varejo dentro de um mundo onde as relações têm se tornado cada vez mais digitais, o futuro da previdência e avanços na agenda de sustentabilidade: estes foram alguns destaques do primeiro dia do Fórum Esfera 2024, realizado nesta sexta-feira, 7, no litoral paulista.

Os impactos da isenção de compras internacionais de até US$ 50 para o varejo brasileiro, a Medida Provisória 1.227/2024, que limita a compensação de créditos de PIS/Pasep e Cofins, e as leis de regulamentação da reforma tributária concentraram grande parte da atenção dos espectadores. Entre representantes da classe política, estiveram os deputados federais Reginaldo Lopes e Augusto Coutinho, bem como o senador Angelo Coronel.

“Quem vai empregar os funcionários das pequenas e médias empresas de varejo? As pequenas indústrias que irão demitir porque não vão ter a quem vender já que o varejo não tem como comprar? A situação é muito delicada. Infelizmente, o que vejo muito no Congresso é receio em criar imposto em ano eleitoral. Isso tem que acabar no Brasil. Não tem por que o produto chinês entrar no Brasil com preço mais barato que o brasileiro”, refletiu o senador.

Demandas da saúde

O fundador e CEO do Grupo Oncoclínicas, Bruno Ferrari, aproveitou a ocasião para trazer demandas do setor da saúde para a regulamentação da reforma tributária, atualmente em debate dentro dos grupos de trabalho criados pelo presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira. Ferrari pediu a ampliação dos medicamentos que terão isenção dentro do novo regime, incluindo aqueles prescritos no tratamento contra o câncer. “Nós, médicos, nós, prestadores de serviços, vamos ter que ser mais eficazes. E há uma contribuição neste custo, que são os impostos. Incrivelmente, no Brasil, ainda pagamos imposto para medicamentos de câncer. Cobrar imposto de medicamento para câncer é o fim da picada. Não dá, mas é o que acontece. A reforma endereça isso”, argumentou.

Competição desleal

Rafael Sales, CEO da Allos, concorda com a taxa de 20% para compras internacionais de até US$ 50. “Um governo como o do PT não pode achar que o empresário brasileiro pequeno que recolhe todos os impostos pode competir com a estrutura chinesa, eficiente e desbalanceada em tributação e direitos trabalhistas.” No mesmo sentido,o tributarista Luiz Gustavo Bichara fez uma crítica ao governo Lula: “O sujeito que gera emprego e paga imposto concorre com o sujeito que importa sem pagar tributo, por razão nenhuma. Somente neste ano esse valor corresponde a US$ 7,3 bilhões. Por que não tem coragem de enfrentar esse tema, ao invés de fazer proselitismo eleitoral? Daí é que deveria sair esse dinheiro, e não dos fundadores brasileiros”. Um governo como o do PT não pode achar que o empresário brasileiro pequeno que recolhe todos os impostos pode competir com a estrutura chinesa, eficiente e desbalanceada em tributação e direitos trabalhistas

Sustentabilidade

A transição do consumo e os impactos para as cadeias produtivas foram destaque da fala do presidente da Confederação Nacional das Seguradoras (CNSeg), Dyogo Oliveira. Ele ponderou que a criação de seguros na área de infraestrutura iria de encontro a uma necessidade urgente, dado o agravamento de um cenário de incertezas com a frequência cada vez maior de fenômenos climáticos extremos. Sobre a tragédia das enchentes no Rio Grande do Sul, Rafael Tello, head de Sustentabilidade da Ambipar, complementou. “Precisamos aprender a olhar para esses cenários, transformar em risco e conseguir fazer um sistema que nos permita preparar as pessoas, capacitar os profissionais do setor público, privado, sociedade civil. Ter planos de prevenção e de contenção, obras, sistemas de drenagem, e ter também ter os protocolos de resposta bem desenvolvidos”, disse.

Previdência

A necessidade de fortalecimento da previdência privada, dadas as incertezas sobre o sistema de seguridade social e as mudanças no regime demográfico, também fez parte do diálogo de nosso evento. Diretor da Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc), Ricardo Pena elencou fatores que deixam o Brasil a desejar na comparação com a legislação de outros países. “O primeiro problema é regulatório. Por exemplo: um fundo de pensão fechado brasileiro não pode comprar uma laje corporativa. Mas um fundo canadense — o Canada Pension Plan, Ontario Teachers’ Pension Plan, ou o Calpers, pode. Ou seja, o dinheiro do trabalhador canadense, do americano, pode investir no real estate — mas o brasileiro não. Isso é uma ingerência que a gente acha que tem que acabar”, afirmou.

Amanhã tem mais

O segundo dia do Fórum Esfera 2024 colocará em pauta a segurança pública e o crime organizado, investimentos em infraestrutura, transição energética, entre outros temas indispensáveis ao diálogo propositivo sobre o País. Acompanhe a transmissão ao vivo.